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A guerra pode acabar amanhã…

Durante sua aparição a Melanie e a Maximin (videntes de La Salette, na França) a Virgem Santíssima tornou a lembrar a importância da oração: “Fazeis bem vossas orações, meus filhos?” ─ “Não muito, Senhora”, respondem as crianças. ─ “Ah! Meus filhos, é preciso fazê-las bem, à noite e de manhã, dizendo, ao menos um Pai Nosso e uma Ave Maria, quando não puderdes rezar mais. Quando puderdes rezar mais, dizei mais”.

Durante a Primeira Guerra Mundial, o Tenente Darreberg compreendeu essa necessidade da oração e escreveu em seu diário: “14 de outubro de 1941: Eu conheci o capelão católico… Ele me disse que a vitória não estava perdida. E eu contestei, dizendo: ‘A Guerra pode terminar amanhã; basta, apenas, uma coisa a fazer’. ─ ‘O que é que devemos fazer? ’ ─ perguntou. ‘Submeter-se à ordem de Deus e rezar!’.

E acrescentou:

“Hoje, eu compreendo melhor a oração do terço para suavizar a alma. Antes, esta oração parecia-me coisa de devoto, um tanto ronronante, repetida, sem valor nenhum. Tolice! Esta é uma oração maravilhosa. Dizer cinquenta vezes seguidas a ‘Ave Maria…’ faz com que baixemos nossa cabeça, respeitosamente, de forma adequada… Quando dizemos cinquenta vezes ‘Rogai por nós, pobres pecadores’, acabamos acreditando, que não valemos quase nada…”

H. Perrin
Em Le Capitaine Darreberg (O Capitão Darreberg) (Piloto de caça convertido pela Virgem Maria)
38970 Corps. 6ª edição, 1973.

E também em:
mariedenazareth.com

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco.
Bendita sois Vós entre as mulheres, bendito é o fruto de Vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte.
Amém.

Perseguição contra judeus e cristãos é a maior desde a Segunda Guerra mundial

O assunto é pouco comentado no Brasil pela grande mídia. Contudo, especialistas apontam para o silencioso ressurgimento do anti-semitismo na Europa. Os judeus europeus vivem a pior onde de perseguição desde a 2ª Guerra Mundial. Recentemente, a Liga Antidifamação (ADL) fundada em 1913, principal organização do mundo no combate ao ódio contra judeus divulgou o estudo ADL Global 100: Índice de Antissemitismo, com dados de 102 países, num total de 96 línguas.

Os resultados mostram o nível e a intensidade do sentimento antijudaico em praticamente todo o mundo, mesmo que a maioria das pessoas admita não conviver com judeus. Um número significativo disse sequer conhecer algum judeu. Um em cada quatro adultos (26%) demonstra algum grau de anti-semitismo. Proporcionalmente, seriam cerca de 1.09 bilhão de pessoas tem com algum grau de aversão aos judeus.

O índice no Brasil é de 16%, o que significaria que cerca de 22 milhões de pessoas nutrem esse tipo de sentimento. Em escala global, apenas 54% dos entrevistados sabem o que foi o Holocausto. Sendo que mais de 66% ou nunca ouviram falar do Holocausto ou não acreditam que os relatos históricos sejam corretos.

A conceituada revista Newsweek dedicou matéria de capa ao assunto algumas semanas atrás, mostrando como um grande número de judeus estão saindo do Velho Continente rumo a diversos países, principalmente Israel.

Os historiadores apontam que um século após o início da Primeira Guerra Mundial, “estopim” do antissemitismo europeu ao longo do século passado, a perseguição se acirra. São 70 anos desde o Holocausto, e o sentimento contrário aos judeus nunca foi tão grande desde o fim da Segunda Guerra. Um dos principais motivos foram os protestos contra a guerra travada por Israel contra Gaza.

Na França, várias sinagogas foram atacadas. O número de judeus franceses que resolveram fazer o “aliyah” – imigração a Israel – cresceu e muito: no primeiro semestre de 2013 foram 811 pessoas, no mesmo período deste ano foram 2.831.

O Comitê de Segurança Comunitária da Grã-Bretanha mostra que somente em julho foram cerca de 100 “incidentes antissemitas” no Reino Unido. Na Bélgica, um franco-atirador matou quatro pessoas no Museu Judaico de Bruxelas. Na Alemanha, milhares de manifestantes anti-Israel foram contidos para que não depredassem uma sinagoga. Na Espanha, a federação judaica espanhola FCJE afirmou que os “preconceitos antigos seguem existindo e aumentando nos últimos anos, tomando novas formas”.

Na esfera política esse movimento também pode ser notado.
Partidos de extrema-direita, com uma verdadeira bancada antissemita no Parlamento Europeu, sendo vencedores nas últimas eleições em países como França, Grécia, Hungria e Alemanha.

Uma pesquisa da Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia, publicada em novembro de 2013, revelou que 29% dos judeus europeus consideraram a possibilidade de emigrar por não se sentirem mais seguros.

Natan Sharansky, presidente da Agência Judaica, responsável pelas relações de Israel com as comunidades da diáspora e organizador de programas de imigração, afirmou à Newsweek: “O nível de preocupação com a segurança na Europa é maior que na Ásia ou na América Latina. Esse sentimento de insegurança está crescendo. É difícil imaginar que na França, Bélgica e muitos outros países o povo judeu seja orientado a não sair nas ruas usando kipá”.

Com a invasão da Crimeia pela Rússia e os conflitos bélicos com a Ucrânia, os judeus praticamente desapareceram. Segundo o jornal Yedioth Ahronoth, cerca de 70% dos judeus do país já contataram a embaixada israelense sobre pedidos de visto e condições para imigrar para o Estado judeu.

Ao mesmo tempo, grupos que defendem os direitos humanos estão acusando o grupo terrorista conhecido como Estado Islâmico, de crimes de guerra. A Anistia Internacional afirma ter provas que ocorreu uma limpeza étnica contra minorias religiosas no norte do Iraque e na Síria.

O relatório de 26 páginas enviado para a ONU relata que o grupo expulsou cerca de 830 mil cristãos e membros das minorias Yazidi e Mandean de suas casas. O número de cristãos mortos não foi divulgado, mas estima-se que pode chegar a 100 mil.

Canon Andrew White, importante líder cristão de Bagdá, descreve a situação no Iraque como “a pior realidade da perseguição religiosa no mundo desde o Holocausto.” Ele lembra que as milícias islâmicas além de matar cristãos (muitas vezes crucificando e decapitando), estão sequestrando mulheres e crianças. Centenas foram forçados a se converter ao islamismo para não morrerem. Esse movimento brutal tem influenciado movimentos parecidos em diversas partes do mundo, especialmente na África, onde grupos como Boko Haram usam táticas semelhantes.

A rede de TV Fox apresentou um especial de meia hora em horário nobre sobre o assunto, chamado “Holocausto Cristão”, que gerou forte resposta dos cristãos americanos, num movimento nas redes sociais chamado “denúncia da guerra contra cristãos”.

Fonte: comshalom.org

Jornalista denuncia guerra global contra os cristãos

John Allen

DENVER, 11 Out. 13 / 10:32 am (ACI/EWTN Noticias).- No seu último livro “The Global War on Christians,” (A Guerra Mundial Contra os Cristãos), o jornalista John Allen, Jr. detalha os ataques contra os cristãos ao redor do mundo. Esta onda de violência global fez dos cristãos o grupo mais perseguido por causa da religião.

“Não acho que seja necessário qualquer tipo de convicção religiosa ou interesse confessional para dar-se conta de que a defesa dos cristãos perseguidos merece ser a prioridade mundial número um com respeito aos direitos humanos”, declarou Allen, conhecido vaticanista em declarações ao Grupo ACI.

“Não era preciso ser judeu nos anos ‘70s para preocupar-se da realidade dos judeus dissidentes na União Soviética; não era necessário ser alguém de raça negra nos anos ‘80s para preocupar-se do sistema de segregação racial na África do Sul[W1] ; da mesma forma, tampouco precisa ser um cristão destes dias para reconhecer que este é o grupo religioso mais perseguido do planeta”.

O trabalho de Allen, publicado pelo Image Books, surge de uma conversação que teve com o Cardeal Timothy Dolan em 2009, onde o prelado ressaltou que os cristãos “precisam fazer um trabalho melhor ao contar estas histórias” em relação à perseguição cristã, da mesma maneira como a “literatura do holocausto” mostrou o sofrimento dos judeus sob o domínio de Hitler.

Allen começou a interessar-se pelo tema da perseguição anticristã durante a sua viagem à Ucrânia com motivo da visita do Papa João Paulo II a esse lugar.

Nessa ocasião, Allen conheceu a neta de um sacerdote católico oriental que foi assassinado em um campo Gulag durante o período da União Soviética.

“Essa conversação me levou a compreender que o martírio é uma característica de grande relevância dentro do panorama cristão contemporâneo”.

“À medida que aumentavam minhas viagens e podia conhecer as vítimas da perseguição anticristã em muitos lugares do mundo, maior era a amplitude e repercussão que tinha este assunto em mim”, adicionou.

Allen indica que durante a primeira década do século XXI, 100 mil cristãos foram assassinados por ano – 11 novos mártires por hora – e organismos seculares de direitos humanos estimam que 80 por cento das violações à liberdade religiosa ocorrem atualmente contra os cristãos.

Apesar destas enormes cifras, a perseguição mundial contra os cristãos é pouco conhecida nos Estados Unidos, e Allen disse que o primeiro propósito de seu livro é “acabar com o silêncio a respeito da perseguição anticristã”.

Allen registra em seu livro a perseguição contra os cristãos na África, Ásia, América Latina, Oriente Médio, e Europa Oriental.

Segundo Allen recentemente “o ataque anticristão mais violento ocorreu na Índia”, cometido por um grupo de hindus radicais. “Não acho que seja justo esquecer essas vítimas simplesmente porque não contam com o inimigo político apropriado”, indicou.

Allen distingue entre a perseguição fisicamente violenta contra os cristãos ao redor do mundo –que inclui Igrejas devastadas no Paquistão e dezenas de milhares de cristãos em campos de concentração da Coréia do Norte – do movimento secular no Ocidente que se opõe a todo tipo de expressão religiosa.

Allen espera que seu livro ajude a ampliar a visão de muitas pessoas nos Estados Unidos, para que se deem conta de que “existem ameaças letais à liberdade religiosa em lugares que necessitam de nossa atenção”.

Exorcista Amorth: “Os que querem a guerra na Síria são instrumentos do diabo”

Padre Gabriele Amorth

ROMA, 05 Set. 13 / 10:43 am (ACI).- O famoso sacerdote exorcista da Diocese de Roma e do Vaticano, Gabriele Amorth, assegurou que aqueles que apoiam a intervenção militar contra a Síria, estão sendo instrumentos do Diabo para semear o mal no mundo.

“Estes que querem a guerra na Síria são instrumentos do diabo”, assinalou o Pe. Amorth em 4 de setembro em declarações ao blog Stanze Vaticano, do canal de televisão italiano Tgcom24.

“O Senhor é um Deus de paz, quer a paz, quer o amor entre os homens, quer a solidariedade e a ajuda, de modo que o rico ajude o pobre. E Satanás é quem quer a morte e a guerra”, afirmou.

Em relação ao dia de jejum e oração assim como à vigília convocadas pelo Papa Francisco para pedir a paz na Síria e no mundo no próximo sábado 7 de setembro, o exorcista disse que sem dúvida “incomodará o diabo, e não só a ele”. “Prefiro não dar nomes”, acrescentou.

“O Papa tem o objetivo de influir. De que modo? Como um Papa, orando pela ajuda de Deus, este é o modo de atuar dos cristãos. Não com bombas para rebater outras bombas, mas com a oração para rebater as bombas”, disse.

O sacerdote, de 88 anos de idade, explicou que a intervenção armada na Síria que algumas potências mundiais defendem, não solucionaria a ameaça do uso de armas químicas no país, imerso em uma guerra civil há mais de dois anos.

Até o momento o regime de Bashar Al Assad e os insurgentes não chegaram a nenhum acordo de paz e, além disso, os jornais especializados no tema assinalam que entre os insurretos haveria participação de movimentos extremistas islâmicos pagos por petroleiras no Qatar e Arábia Saudita.

A intervenção armada “não está justificada, porque tenho presente a frase que disse o Papa Pio XII para evitar a segunda guerra mundial: ‘Tudo está perdido com a guerra, tudo se pode salvar com a paz’. Todos os sistemas violentos deveriam ser condenados”, concluiu o Pe. Amorth.

“Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra!”, clama o Papa Francisco no Twitter

ROMA, 03 Set. 13 / 10:57 am (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco se pronunciou energicamente contra a possibilidade de um ataque contra a Síria por parte dos Estados Unidos. Em seus últimos comentários publicados na segunda-feira 2 de setembro em seu perfil do Twitter @Pontifex_pt escreveu: “Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra!”.

“Queremos um mundo de paz; queremos ser homens e mulheres de paz!”, acrescentou poucas horas depois. Estas duas mensagens se juntam a um amplo chamado ao diálogo e à paz que há várias semanas repetiu o Pontífice através de seus discursos e das redes sociais, e ao que também apelou durante a oração do Ângelus neste último domingo.

Em relação a este chamado, o secretário do Pontifício Conselho de Justiça e Paz, Dom Mario Tusso, assinalou na segunda-feira em uma entrevista concedida à Rádio Vaticano, que o Papa Francisco “se fez intérprete de um grito que sai de todas as partes, do coração de todos, da única grande famíliaque é a humanidade”.

“Trata-se de uma sacudida universal da consciência das pessoas. Por um lado, a sociedade civil e suas organizações insistem que seus representantes deixem definitivamente o conflito armado, não mais guerra, e por outro lado chamam a trabalhar com convicção e intensamente pela paz”.

O Papa Francisco “continua a missão de Jesus Cristo, o príncipe da paz, que caminha com a humanidade e semeia nas consciências empurrando-as para frente para seu cumprimento em plenitude”, acrescentou.

Enquanto isso, o Papa Francisco convocou para o próximo dia 7 de setembro, véspera da festa da Natividade de Maria, celebrar um dia de jejum e oração para pedir a paz na Síria, no Oriente Médio e no mundo inteiro, e convidou todos os cristãos, os pertencentes a outras religiões, e homens de boa vontade a somar-se a esta petição.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou na semana passada que atacaria a Síria a modo de reprimenda ao regime de Bashar Al-Assad, pelo uso de armas químicas contra a população civil, porém, o ataque foi adiado para a próxima semana, já que Obama, fez pública sua decisão de consultar o Congresso sobre a intervenção armada e este só retorna das férias no dia 9 de setembro. Seu veredicto vai determinar se ocorrerá ou não o ataque.

Por sua parte a ONU, pronunciou-se a favor da intervenção armada na Síria caso os resultados das provas feitas pelos seus peritos, que estiveram investigando o país durante 12 dias, confirmem que o regime de Assad foi o autor do uso de armas químicas.

“Cristo não é Religião!” – De onde vem este grito de guerra?

Autor: José Miguel Arráiz
Fonte: http://www.apologeticacatolica.org
Tradução: Carlos Martins Nabeto

INTRODUÇÃO

“Cristo não é religião!” – Esta é a frase lançada muitas vezes na cara dos católicos que se orgulham de pertencer à Igreja. Esta frase geralmente é dita incluindo uma atitude inconsciente de ter atingido um nível espiritual mais elevado, e que o pobre católico ainda não se deu conta desta “grande verdade”. Mas isto é verdade? Para aprofundar, fiz este breve estudo.

PEQUENOS EXEMPLOS DESSA IDEOLOGIA

Uma ideologia que vem progressivamente conquistando muitas igrejas cristãs não-católicas é uma recente negação da religião. É surpreendente ouvi-los dizer: “Cristo não é religião”, “Eu não pertenço a religião nenhuma; possuo uma relação pessoal e verdadeira com Jesus Cristo” e outras frases semelhantes.

Recentemente, conversava sobre isso por chat com uma amiga evangélica desta mesma comunidade e ativei o registro automático da conversa. A seguir, um pequeno extrato da mesma:

Kattvic: Você é cristão?

José: Sim, sou cristão católico.

Kattvic: Ah, tá.

José: E você?

Kattvic: Bem, eu era católica, mas agora sou convertida a Cristo.

José: Mas quando você era católica não era convertida a Cristo?

Kattvic: Sim, mas não era a mesma coisa. Quando alguém é católico esquece muitas coisas.

José: Quando alguém é católico e não aprofunda sua fé, pode ser que esqueça muitas coisas. Mas quando se aprofunda e possui verdadeira relação com Cristo, isto não ocorre.

Kattvic: Bem, isso é verdade, mas também é verdade que, como católicos, não nos aprofundamos na relação com Cristo. É certo que isso não vale para todos, mas para a maioria.

José: Em todas as igrejas existem crentes “nominais”, se é que podem ser chamados de “crentes”.

Kattvic: Bem, eu não estou falando de religião, porque se assim fosse, eu não teria nenhuma. Meu amor para com o Todo-Poderoso supera a barreira das religiões.

José: O que é religião para você?

Kattvic: Bem, religião é quando você diz que possui uma e vai até a sua igreja rezar, cantar e tudo o mais; e quando você sai desse lugar, continua sendo o mesmo.

José: Mas quem te disse que isso é religião? Já procurou o significado de religião no dicionário?

Kattvic: Não, não procurei. Mas o digo por experiência pessoal.

José: Isso não é coisa de experiência, é coisa de saber o que significa a palavra. Eu te pergunto: a Bíblia diz que a religião é coisa boa ou má? O que ela fala acerca da religião?

Kattvic: Bem, eu não conheço muito a Bíblia pois ainda estou começando a lê-la… Eu não sei qual é a definição dos outros; a minha é pessoal. Assim eu sinto, assim eu creio.

O que me chamou a atenção nesta conversa é que a moça possuía uma definição totalmente sentimental da palavra “religião” e quando lhe pedi para que me argumentasse racionalmente (pelo dicionário) ou biblicamente (por alguma passagem bíblica), não soube me dizer o porquê da sua fé não poder ser conceituada como religião; simplesmente concluiu com um profundo e contundente:

“Assim eu sinto, assim eu creio”… E PONTO!!!

Certamente, ela era uma cristã com pouco conhecimento bíblico, mas o curioso é que esta maneira de pensar pode ser vista em líderes e pastores evangélicos, o que me surpreende por demais. Quando eu lhes peço para que me fundamentem biblicamente tal afirmação, não encontro ninguém que me possa dar uma resposta satisfatória.

Porém, esta nova ideologia possui fundamento? O que diz o senso comum? O que diz a Bíblia?

CONCEITO DE RELIGIÃO

Para encontrarmos o real significado da palavra “religião” devemos procurar na fonte mais autorizada do mundo, no que se refere ao significado das palavras em espanhol[*]: o dicionário da Real Academia Espanhola; e, depois, em outra fonte para ser facilmente verificada por vocês, leitores.

O dicionário da Real Academia Espanhola nos dá como significado principal e secundário da palavra “religião” os seguintes:

Dicionário da Real Academia Espanhola: Religião [Do lat. religĭo, -ōnis] 1. Conjunto de crenças ou dogmas acerca da divindade, dos sentimentos de veneração e temor para com ela, das normas morais para a conduta individual e social, e das práticas rituais, principalmente a oração e o sacrifício para prestar-lhe culto. 2. Virtude que move a prestar a Deus o culto devido.

A enciclopédia Microsoft Encarta diz:

Enciclopedia Microsoft Encarta, Religião: Em termos gerais, forma de vida ou crença baseada em uma relação essencial de uma pessoa com o universo, ou com um ou vários deuses. Neste sentido, sistemas tão diferentes como Budismo, Cristianismo, Hinduísmo, Judaísmo e Xintoísmo podem ser considerados religiões. No entanto, em um sentido aceito de uma forma corrente, o termo religião se refere à fé em uma ordem do mundo criado pela vontade divina, o acordo com o qual constitui o caminho de salvação de uma comunidade e, portanto, de cada um dos indivíduos que desempenhem um papel nessa comunidade. Neste sentido, o termo se aplica sobretudo a sistemas como Judaísmo, Cristianismo e Islamismo, que implicam fé em um credo, obediência a um código moral estabelecido nas Escrituras Sagradas e participação em um culto. Em seu sentido mais estrito, o termo alude ao sistema de vida de uma ordem monástica ou religiosa.

Resumindo: dos significados que a Real Academia Espanhola e a Enciclopédia [Encarta] nos oferece, podemos concluir que “religião” é a forma que cada pessoa possui de se relacionar com Deus, prestando-lhe o culto que Lhe é devido.

Sob este conceito, o Cristianismo é definitivamente uma religião. O mesmo dicionário da Real Academia o define:

Dicionário da Real Academia Espanhola: Cristianismo 1. Religião cristã.

A enciclopédia Encarta nos apresenta uma definição semelhante:

Enciclopédia Microsoft Encarta: Cristianismo: religião monoteísta baseada nos ensinamentos de Jesus Cristo segundo se recolhem nos Evangelhos, que marcou profundamente a cultura ocidental e é atualmente a maior do mundo. Está amplamente presente em todos os continentes do globo e é professada por mais de 1,7 bilhão de pessoas.

O Cristianismo não somente é mundialmente considerado como religião como também é a maior do mundo. Afirmar-se cristão e dizer que seu cristianismo “não é religião” é simplesmente rejeitar o significado da palavra, viver em um universo imaginário onde as palavras significam para si o que quer que signifiquem, embora não o signifiquem para “o resto do mundo”.

Se você é cristão, o Cristianismo é a SUA RELIGIÃO; quanto a isso, não resta dúvida. Não importa que alguém não goste dessa palavra, que tenha desenvolvido antipatia por ela. O significado não será alterado em todos os dicionários do mundo apenas porque tal pessoa “sinta” ou “acredite” que [a sua fé] não é “religião”.

Muitos poderão querer dar à palavra o seu próprio significado, mas sua posição terá fundamento para o senso comum?

A RELIGIÃO SEGUNDO A BÍBLIA

Passemos agora para o segundo ponto; vejamos o que diz a Palavra de Deus sobre “religião”, já que se a posição de [alguns] irmãos [separados] faz sentido, deverá haver alguma passagem bíblica apoiando tal posição. Será que há?

NÃO, não há! Não há em toda a Bíblia nem uma só passagem que fale mal da religião, ainda que seja só um pouquinho. Ao contrário, a palavra “religião”, “religioso”, “religiosa” aparece 7 vezes e em nenhuma delas se pode verificar um significado negativo; muito pelo contrário.

João 9,31 – “Sabemos que Deus não ouve os pecadores; mas, se alguém é religioso e cumpre a Sua vontade, será ouvido”.

A passagem acima narra a forma como o cego refuta os fariseus que não explicavam como ele pôde ter sido curado por Jesus. Quando os fariseus O insultam, ele lhes responde com estas sábias palavras, para dar-lhes a entender que se Cristo o curou é porque Deus O escutava; muito interessante, aliás, as palavras que emprega: “se alguém é religioso e cumpre a Sua vontade, será ouvido”.

O próprio Paulo, quando foi perseguido pelos judeus, foi perseguido em razão da “sua religião”, como nos ensina a Bíblia:

Atos 25,19 – “Apenas tinham contra ele algumas discussões acerca de sua própria religião e sobre um tal Jesus, já morto, o qual Paulo afirmava que vivia”.

Muitos podem dizer que possuem religião, porém, Paulo não era cristão? E a Bíblia diz que Paulo possuía religião! Se Paulo tinha religião e era perseguido em razão dela, porque esses não têm religião?
Paulo posteriormente explica que ele havia sido fariseu e alega que o Judaísmo era a “sua religião”:

Atos 26,5 – “Eles me conhecem há muito tempo e se quiserem podem testemunhar que tenho vivido como fariseu conforme a seita mais estrita da nossa religião”.

Importante observar que ele não diz que essa já não é mais a sua religião. Notemos que quando Paulo diz “nossa religião” implica que a considera “sua também”. O Judaísmo era a verdadeira religião, mas agora alcançava sua plenitude com Cristo. Paulo não trocou de Deus, mas O conheceu em plenitude através da revelação de Jesus Cristo.

Uma das passagens mais contundentes que menciona a palavra “religião” é a seguinte:

Tiago 1,26-27 – “Se alguém  se crê religioso mas não coloca freio em sua língua, engana seu próprio coração e sua religião é vã. A religião pura e intocável diante de Deus Pai é esta: visitar os órfãos e as viúvas em sua tribulação e conservar-se incontaminado pelo mundo”.

Esta passagem é muito, mas muito ilustrativa para o assunto que estamos tratando. Esta passagem nos explica “como se deve viver a religião” e começa dizendo que nossa religião é vã se não colocamos freio em nossa língua e continua descrevendo-nos as características da verdadeira religião.

Essa passagem não diz que a religião é coisa má ou que o cristão não tem religião, mas existe “uma religião pura e intocável diante de Deus Pai”; uma religião cuja característica é que se viva a partir do interior, não como um mero cumprimento de preceitos, mas impregnada de uma fé viva que se manifesta em obras, em caridade para com os necessitados e por manter uma vida isenta de pecado.

O problema nunca foi a religião, pois a religião é indispensável. O problema para muitos de nós pode ter sido viver a religião exteriormente e não a partir do interior. Não possuir uma religião baseada sobre uma fé viva, ativa – uma “fé sem obras”, no dizer de São Tiago – é uma fé morta.

Tiago 2,26 – “Porque assim como o corpo sem espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta”.

DE ONDE VEM ESTA REJEIÇÃO À RELIGIÃO POR PARTE DOS IRMÃOS?

Muitos irmãos separados, ao tentarem se desligar de normas e dogmas, além de possuir fortes sentimentos anticatólicos, têm tratado de redefinir a palavra  “religião”, associando-a com um simples e mero “cumprimento de preceitos”. Pois bem: após terem feito tal associação e redefinição da palavra, para que não se vejam afetados pela mudança, “desfazem o nó” dizendo que o que praticam não é “religião” (mas o que os outros fazem, sim). É uma forma inovadora de se distinguirem como um “verdadeiro crente livre de dogmas e religiões”, oferecendo-lhes uma sensação de liberdade, permitindo-lhes não estar sujeito a nenhuma espécie de autoridade, exceto naquilo que entendem da Bíblia e sob suas próprias interpretações. Se não gostam do que alguma igreja diz, mudam para outra; e se forem carismáticos, talvez fundem uma nova. Como já existem milhares [de igrejas] e já foras empregados quase todos os nomes conhecidos, talvez acabem chamando de “Pare de Sofrer” ou “Testemunhas de Deus”. E, por fim, o que resta?

Eu a chamaria de “apenas mais uma religião”, mas “sob medida”. Isto não está de acordo com o que exige a Palavra de Deus:

1Coríntios 1,10 – “Vos conjuro, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo: tenham todos um mesmo pensar e não haja divisões entre vós; ao contrário, estejais unidos em uma mesma mentalidade e juízo”

A passagem acima não é uma “sugestão”, mas uma “ordem” em nome de Cristo, que exige dos cristãos UNIDADE; não uma unidade aparente, mas uma unidade que implica coesão de fé, quer em mentalidade, quer em juízo.

QUAL A CONSEQUÊNCIA DESSA IDEOLOGIA?

Sem que percebam, estão apoiando o lema marxista sob o qual milhares de cristãos foram perseguidos e submetidos. Ei-lo:

“A religião é o ópio dos povos” (Karl Marx).

E prepara o cristão pouco instruído a tornar-se vítima do enganoso [movimento de] Nova Era, que prega exatamente o mesmo, mas que todavia segue adiante, afirmando que todas as religiões são iguais (inclusive o Cristianismo). Para eles, Cristo é apenas um ser iluminado, rebaixado ao nível de Maomé, Sai Baba, Dalai Lama e tantos outros.

E QUAL É A VERDADE?

Nós, cristãos, temos uma verdade clara:

João 14,6 – “Disse Jesus: ‘Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim”.

Cristo é o único caminho para o Pai. Portanto, Cristo não é religião, mas “a verdadeira religião”, “a religião em plenitude”, “a forma perfeita de se relacionar com o Pai”. Não há outro nome pelo qual os homens possam ser salvos. Porém, estar unido a Cristo é estar unido à Igreja, que é o seu Corpo.

CONCLUSÃO

Quando um irmão tornar a vir com a “profunda” frase: “Cristo não é religião”, tente fazê-lo entender que está repetindo um lema novo e sem sentido; um lema que nem sequer os protestantes pregavam no século passado e que tampouco pregam hoje as igrejas protestantes tradicionais. Peça para que ele argumente biblicamente o que afirma, que analise o que está dizendo, que perceba que só está repetindo “o lema do pastor”, mas que é algo que realmente não possui o menor fundamento bíblico. Tente fazê-lo entender o real significado da palavra… Talvez você consiga fazê-lo refletir e, assim, perceber que está repetindo algo “sem fundamento”.

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NOTA
[*] Definições semelhantes podem ser facilmente encontradas em dicionários da língua portuguesa; p.ex: “Moderno Dicionário da Língua Portuguesa – Michaelis”, um dos mais extensos em significados: religião – re.li.gião – sf (lat religione) [1] Serviço ou culto a Deus, ou a uma divindade qualquer, expresso por meio de ritos, preces e observância do que se considera mandamento divino. [2] Sentimento consciente de dependência ou submissão que liga a criatura humana ao Criador. [3] Culto externo ou interno prestado à divindade. [4] Crença ou doutrina religiosa; sistema dogmático e moral. [5] Veneração às coisas sagradas; crença, devoção, fé, piedade.[6] Prática dos preceitos divinos ou revelados. [7] Temor de Deus. [8] Tudo que é considerado obrigação moral ou dever sagrado e indeclinável. [9] Ordem ou congregação religiosa. [10] Ordem de cavalaria. [11] Caráter sagrado ou virtude especial que se atribui a alguém ou a alguma coisa e pelo qual se lhe presta reverência. [12] Conjunto de ritos e cerimônias, sacrificais ou não, ordenados para a manifestação do culto à divindade; cerimonial litúrgico. [13] Filos= Reconhecimento prático de nossa dependência de Deus. [14] Filos= Instituição social com crenças e ritos. [15] Filos= Respeito a uma regra. [16] Sociol= Instituição social criada em torno da ideia de um ou vários seres sobrenaturais e de sua relação com os homens. [17] Mística ou ascese. R. do caboclo, Reg (Rio de Janeiro): prática feiticista negra a que se misturam entidades da mística ameríndia. R. do Estado: a professada oficialmente por um Estado sem que, com isso, seja proibida ou impedida a prática das outras. R. natural: a que se baseia somente nas inspirações do coração e da razão, sem dogmas revelados; a religião dos povos primitivos. R. naturalista: veneração ou adoração religiosa da natureza nos animais, nos astros etc.; panteísmo. R. reformada: o mesmo que igreja reformada. R. revelada: a que, como o cristianismo, se baseia numa revelação divina conservada pelas Escrituras Sagradas e pela tradição. Ciência das religiões: estudo das religiões como fenômeno humano universal; pode-se considerar seu aspecto histórico (história das religiões), psíquico (psicologia da religião) e social (sociologia da religião). Filosofia da religião: tratado das questões relativas à sua essência e verdade (
N.doT.).

“Galileu e O Vaticano” derruba lenda negra sobre cientista e a Igreja

VATICANO, 20 Abr. 09 / 09:31 am (ACI).- “Galileu e O Vaticano” é um novo livro que recolhe os trabalhos da comissão criada pelo Papa João Paulo II sobre o famoso cientista italiano e, segundo o Cardeal Paul Poupard –quem presidiu o grupo de trabalho-, procura derrubar a lenda negra e os mitos criados sobre este caso.

Em declarações a Notimex, o Cardeal Poupard lembrou que João Paulo II fez um desagravo público do Galileu em outubro de 1992. “O Papa tinha a preocupação de clarificar uma imagem má da Igreja ante a opinião pública, na qual era apresentada como inimiga da ciência, isto é um mito mas os mitos atravessam a história e não facilmente são cancelados”, assinalou.

O Cardeal adicionou que “tudo isto foi instrumentalizado, sobre tudo a partir do iluminismo usado como uma arma de guerra contra a Igreja” e ainda hoje estranha que se pensem “coisas sem nenhum fundamento” como a difundida lenda de que Galileu teria sido queimado quando nunca esteve sequer na prisão.

O Cardeal Poupard lembrou que em seu momento, João Paulo II lhe perguntou se logo de aceitar o engano cometido pelos juizes, o caso Galileu estaria fechado. O Cardeal lhe respondeu: “Enquanto existirem pessoas livres pensarão como quiserem”.
“Era importante fazer frente a aquele mito, reconhecer dentro este terrível caso os enganos e assim se fez”, destacou o Cardeal Poupard.

O livro “Galileu e O Vaticano”  foi publicado pela editorial Marcianum PRESS e seus autores são Mario Artigas, falecido em 2006, professor de Filosofia da Ciência em Barcelona e na universidade de Navarra e Dom Melchor Sánchez de Toca, subsecretário do Pontifício Conselho para a Cultura.

O livro de mais de 300 páginas, foi publicado em espanhol e italiano e inclui uma introdução do Arcebispo Gianfranco Ravasi, atual Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura.

Dom Ravasi considera que o trabalho da Comissão sobre Galileu resultava importante para “deixar atrás os escombros de um passado infeliz, gerador de uma trágica e recíproca incompreensão”.

Em declarações a Notimex, Dom Sánchez de Toca explicou que o objetivo principal do livro é “sanar uma ferida aberta” pois a pesar que aconteceram quase 17 anos do desagravo, “parece cada vez que nos encontramos como ao começo”.

Segundo o sacerdote, os juizes do Galileu, além disso do “engano evidente” de pensar que a Terra não se movia, cometeram o desacerto de invadir um campo que não lhes competia. “Pensaram que o sistema copernicano que Galileu defendia com tanta veemência punha em perigo a fé da gente simples e acharam que era sua obrigação impedir seu ensinamento. Isto foi um engano e era necessário reconhecê-lo”, assinalou o autor.

Em 31 de outubro de 1992 João Paulo II reconheceu com uma declaração os enganos cometidos pelo tribunal eclesiástico que julgou os postulados científicos de Galileu Galilei.

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