Tag: fundadora

A Igreja contará com um novo santo e 35 novos beatos

Dom  Luigi Guanella / Cecilia Eusepi VATICANO, 01 Jul. 10 / 01:18 pm (ACI).- O Papa Bento XVI autorizou esta manhã a Congregação para a Causa dos Santos a promulgar os decretos referentes à canonização do sacerdote italiano Luigi Guanella, a beatificação de um sacerdote e três religiosas italianas, e 31 mártires da Espanha, Alemanha, Hungria e França.

Ao receber o Arcebispo Angelo Amato, S.D.B., prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, o Papa autorizou a promulgação dos decretos sobre os milagres atribuídos à intercessão de:

Beato Luigi Guanella, italiano, (1842-1915), sacerdote, fundador da Congregação dos Servos da Caridade e do Instituto das Filhas de Santa Maria da Providência.

Venerável Giustino Maria Russolillo, italiano, (1891-1955), sacerdote, pároco de Pianura e  fundador da Sociedade  das  Divinas Vocações.

Venerável Serva de Deus Maria Serafina do Sagrado Coração de Jesus (no século: Clotilde Micheli), italiana, (1849-1911), fundadora do Instituto das Irmãs dos Anjos.

Venerável Serva de Deus Alfonsa Clerici, italiana, (1860-1930), religiosa professa da Congregação das Irmãs do Preciosíssimo Sangue de Monza.

Venerável Serva de Deus Cecilia Eusepi, italiana, (1910-1928), da Terceira Ordem Secular dos Servos de Maria.

Também se reconheceu o martírio de:

Servo de Deus Janos Scheffler, húngaro, (1887-1952), bispo de Satu Mare (Romênia).

Servos de Deus José María Ruiz Cano, Jesus Aníbal Gómez Gómez, Tomás Cordero Cordero e 13 companheiros da Congregação dos Missionários Filhos do Coração Imaculado da Bem-aventurada Virgem Maria; assassinados por ódio à fé durante a perseguição religiosa na Espanha em 1936.

Servos de Deus Carmelo María Moyano Linares e 9 companheiros da Ordem  Carmelita; assassinados por ódio à fé durante a perseguição religiosa na Espanha em 1936.

Servos de Deus Johannes  Prassek  e 2 companheiros, sacerdotes diocesanos, assassinados por ódio à fé em Hamburgo (Alemanha), em 10 de novembro de 1943.

Serva de Deus Marguerite Rutan, francesa, religiosa professa da Congregação das Irmãs Filhas da Caridade de São Vicente de Paula, nascida em 1736 e assassinada em 1794.

Do mesmo modo, autorizou promulgar os decretos sobre as virtudes heróicas de:

Servo de Deus Basilio Martinelli, italiano, (1872-1962), sacerdote professo da Congregação das Escolas da Caridade (Instituto Cavanis).

Serva de Deus Maria Antonia de São José (no século: María Antonia de Paz y Figueroa), Argentina, (1730-1799), fundadora do Beatério dos Exercícios de  Buenos Aires (Argentina).

Serva de Deus Maria (no século: Casimira Kaupas), lituana, (1880-1940), fundadora da Congregação das Irmãs de São Casimiro.

Serva de Deus Maria Luisa (no século: Gertrude Prosperi), italiana, (1799-1847), abadessa do Monastério da Ordem de São Benito de Trevi.

Serva de Deus Maria Teresa (no século: María del Carmen Albarracín), espanhola, (1927-1946), religiosa professa das Irmãs de Maria Imaculada Missionárias Claretianas.

Serva de Deus Maria Plautilla (no século: Lucia Cavallo), italiana, (1913-1947), religiosa professa das Irmãzinhas Missionárias da Caridade.

Bispo não é título que se pode atribuir a si mesmo

D. Walmor de Azevedo explica que o bispo da Igreja Católica é nomeado ‘dom’

BELO HORIZONTE, segunda-feira, 21 de junho de 2010 (ZENIT.org) – O arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, afirma que “bispo” é um título que uma pessoa não pode atribuir a si mesma, pelo simples fato de ser fundadora ou líder de determinado grupo de fiéis.

“O bispo da Igreja Católica, um sucessor dos apóstolos, daqueles apóstolos primeiros chamados pelo Mestre Jesus Cristo, assim constituídos por Ele, é nomeado de ‘dom’, uma titulação precedendo o seu nome de batismo”, explica o arcebispo, em artigo enviado a ZENIT na sexta-feira.

“A respeito desses primeiros apóstolos, o evangelista Marcos narra que ‘Jesus subiu a montanha e chamou os que ele quis; e foram a ele. Ele constituiu então doze, para que ficassem com ele e para que os enviasse a anunciar a Boa Nova, com o poder de expulsar os demônios’”, recorda.

Dom Walmor explica que é chamado de dom “aquele que é bispo, tradição de dois mil anos, na Igreja do seu Mestre e Senhor”.

“Bispo, portanto, não é um título que alguém pode arvorar e definir para si, como fundador e líder de um grupo de fiéis que passam, ainda que por razão de práticas religiosas, a se definir como uma Igreja”, afirma o prelado.

Segundo Dom Walmor, a Igreja “nasce do querer e do coração do seu Mestre e Senhor Jesus. O querer é de Cristo, aquele que morreu e ressuscitou”.

“Dom não é, então, um simples título honorífico. Não é uma formalidade para nomear uma pessoa. Dom é referência a uma pessoa – consagrada para a missão que o Senhor Jesus deu àqueles onze primeiros chamados.”

“E que permaneceram com Ele – prossegue o arcebispo –, numa tradição sucessória ininterrupta, nestes dois mil anos de existência da Igreja Católica. Uma existência sustentada, em meio às vicissitudes do tempo e da história, pela fidelidade e obediência corajosa ao mandato do seu Mestre.”

O arcebispo afirma que a consagração no ministério de bispo “é compromisso não apenas de ser chamado dom, mas de ser, verdadeiramente, dom para todos”.

“Dom na tarefa de congregar na unidade, para além da administração. Dom na experiência de ser, nesta época moderna, sinal e inspirador da procura de sentido, no seguimento de Jesus Cristo, na condição de contemplativo presente no mundo, seu conhecedor e intérprete de suas perguntas.”

“Buscando respostas, servindo especialmente aos mais próximos, solidariamente próximo a todos”, afirma.

Igreja contará com dois novos santos e cinco novos beatos

Assim como com um grupo de canonizados, assassinados por ódio à fé

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 6 de julho de 2007 (ZENIT.org).- A Igreja Católica contará em breve com dois novos santos fundadores de institutos religiosos e cinco novos beatos. A eles se une um grupo de canonizados assassinados por ódio à fé há 530 anos, na Itália.

São algumas das figuras das quais Bento XVI autorizou nesta sexta-feira a promulgação de decretos, ao receber em audiência o cardeal José Saraiva Martins, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos.

Apresentamos os decretos e seus nomes como o faz a lista distribuída pelo Vatican Information Service (VIS).

MILAGRES

– Beato Gaetano Errico, italiano (1791-1860), sacerdote e fundador da Congregação dos Missionários dos Sagrados Corações de Jesus e Maria.

– Beata Maria Bernarda Butler (no século Verena), suíça, (1848-1924), fundadora da Congregação das Irmãs Missionárias Franciscanas de Maria Auxiliadora.

– Venerável serva de Deus Maria Rosa Flesch (no século Margaret), alemã, (1826-1906), fundadora do Instituto das Irmãs Franciscanas de Santa Maria dos Anjos.

– Venerável Serva de Deus Candelária de São José Paz Castillo Ramírez (no século Susana), venezuelana, (1863-1940), fundadora da Congregação das Irmãs Carmelitas da Terceira Ordem Regular da Venezuela.

– Venerável Serva de Deus Marta Maria Wiecka, polonesa, (1874-1904), religiosa professa da Sociedade das Filhas da Caridade de São Vicente de Paula.

– Venerável Serva de Deus Gioseppina Nicoli, italiana (1863-1924), religiosa do Instituto das Filhas da Caridade.

– Venerável Servo de Deus Ceferino Namuncurá, argentino (1886-1905), leigo, aluno da Sociedade de São Francisco de Sales.

MARTÍRIO

– Beato Antonio Primaldo e seus companheiros leigos, assassinados por ódio à fé em 13 de agosto de 1480 em Otranto (Itália).

VIRTUDES HERÓICAS

– Servo de Deus Marco Antonio Barbarigo, italiano, (1640-1706), cardeal da Santa Igreja Romana e bispo de Montefiascone e Corneto (hoje Tarquinia).

– Servo de Deus Lucas Passi, italiano, (1789-1866) sacerdote diocesano e fundador do Instituto das Irmãs Mestras de Santa Dorotéia.

– Serva de Deus Ignácia do Espírito Santo, filipina, fundadora da Congregação das Religiosas da Bem-Aventurada Virgem Maria (1663-1748).

– Serva de Deus Leopoldina Naudet, italiana, fundadora da Congregação das Religiosas da Sagrada Família de Verona (1773-1834).

– Serva de Deus Santina di Gesù Scribano (no século Emanuela Giovanna), italiana, religiosa professa do Instituto das Irmãs do Sagrado Coração (1917-1968).

– Serva de Deus Emilia Schneider (no século Julia), alemã, monja professa da Congregação das Filhas da Cruz (1820-1859).

– Servo de Deus Jérôme Le Royer de la Dauversière, francês, pai de família e fundador do Instituto das Filhas de São José de La Fleche, atualmente Religiosas Hospitalárias de São José (1597-1659).

– Serva de Deus Hildegard Burjan, alemã, mãe de família e fundadora das Religiosas da Caridade Social (1883-1933).

Papa canonizará quatro novos santos no dia 15 de outubro

CIDADE DO VATICANO, domingo, 2 de julho de 2006 (ZENIT.org).- No domingo 15 de outubro, Bento XVI canonizará quatro novos santos.

A decisão foi tomada no consistório ordinário público para a canonização de beatos que Bento XVI presidiu neste sábado, na Sala do Consistório, no Palácio Apostólico do Vaticano.

Os quatro novos santos serão os beatos:

–Rafael Guízar Valencia, bispo mexicano de Veracruz (1878-1938), que se converterá no primeiro bispo santo nascido na América Latina.

–Filippo Smaldone (1848-1923), sacerdote de Nápoles, fundador da congregação das Religiosas Salesianas dos Sagrados Corações.

–Rosa Venerini (1656-1728), originária de Vieterbo (Itália), fundadora da Congregação dedicada à educação das Mestras Pias Venerini.

–Theodore Guérin (Anne-Thérèse), religiosa francesa (1798-1856), que fundou nos Estados Unidos, país no qual faleceu, a congregação das Religiosas da Providência de Saint Mary of the Woods.

Chiara Lubich: "Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele fica só"

ROMA, quinta-feira, 13 de abril de 2006 (ZENIT.org).- Publicamos a «Palavra de Vida» escrita para este mês de abril por Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares.

“Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele fica só. Mas, se morre, produz muito fruto.” (Jn 12, 24).

Estas palavras de Jesus, muito mais eloqüentes do que um tratado, revelam o segredo da vida.
Não existe alegria de Jesus que não seja fruto de uma dor abraçada. Não há ressurreição sem morte.
Aqui Jesus fala de si mesmo e explica o significado da sua existência.
Faltam poucos dias para a sua morte. Será dolorosa, humilhante. Por que morrer, justamente Ele que se definiu ?Eu sou a Vida?? Por que sofrer, Ele que é inocente? Por que ser caluniado, esbofeteado, escarnecido, pregado numa cruz, a morte mais desonrosa? E sobretudo por que Ele, que viveu na união constante com Deus, haveria de sentir-se abandonado pelo seu Pai? Também Ele sente medo da morte. No entanto, ela terá um sentido: a ressurreição.
Jesus tinha vindo para reunir os filhos de Deus dispersos, para derrubar toda e qualquer barreira que separa povos e pessoas, para irmanar os homens divididos entre si, para trazer a paz e construir a unidade. Mas havia um preço a ser pago: para atrair todos a si, Ele deveria ser levantado da terra, na cruz. Daí a parábola, a mais bonita de todo o Evangelho:

“Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele fica só. Mas, se morre, produz muito fruto.”

Aquele grão de trigo é Ele.
Neste tempo de Páscoa Ele se apresenta a nós do alto da cruz ? seu martírio e sua glória ? como sinal de amor extremo. Ali Ele doou tudo: aos carrascos, o perdão; ao ladrão, o Paraíso; a nós, sua mãe e o próprio corpo e sangue. Deu a sua vida até o ponto de gritar: ?Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste??.
Eu escrevia em 1944: ?Sabes que Ele nos deu tudo? Que mais poderia dar-nos um Deus que, por amor, parece esquecer-se de que é Deus?? E deu-nos a possibilidade de nos tornarmos filhos de Deus: gerou um povo novo, uma nova criação.
No dia de Pentecostes o grão de trigo caído na terra e morto já florescia qual espiga fecunda: três mil pessoas de todos os povos e nações são transformadas ?num só coração e numa só alma?. Depois são cinco mil, e depois?

“Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele fica só. Mas, se morre, produz muito fruto.”

Esta Palavra dá sentido também à nossa vida, ao nosso sofrimento, à nossa morte, quando ela chegar.
A fraternidade universal pela qual desejamos viver, a paz, a unidade que queremos construir ao nosso redor é um vago sonho, uma ilusão, se não estivermos dispostos a percorrer o mesmo caminho traçado pelo Mestre.
O que fez Ele para ?produzir muito fruto??
Compartilhou todo o nosso modo de ser. Assumiu sobre si os nossos sofrimentos. Conosco, Ele se fez trevas, melancolia, cansaço, contraste? Experimentou a traição, a solidão, a orfandade? Numa palavra: Ele ?se fez um? conosco, carregando tudo aquilo que para nós era um peso.
Assim devemos fazer também nós. Enamorados deste Deus que se faz nosso ?próximo?, temos um modo para demonstrar-lhe a nossa imensa gratidão pelo seu infinito amor: viver como Ele viveu. E a nossa chance está em nos tornarmos ?próximos? de quem passa ao nosso lado na vida, estando dispostos a ?nos fazermos um? com ele, a abraçar a dor de uma divisão, a partilhar um sofrimento, a resolver um problema, com um amor concreto que sabe servir.
Jesus no abandono se doou completamente. Na espiritualidade centralizada Nele, Jesus Ressuscitado deve resplandecer plenamente e a alegria deve testemunhar que isso é verdade.

Chiara Lubich

Desenvolvido em WordPress & Tema por Anders Norén