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Dilma Rousseff aprova lei que promove aborto no Brasil, 4 dias depois da visita do Papa

BRASILIA, 02 Ago. 13 / 04:40 pm (ACI/EWTN Noticias).- Em 1º de agosto, quatro dias depois do final da visita do Papa Francisco ao Rio de Janeiro (Brasil) com ocasião da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio 2013, a presidente deste país, Dilma Rousseff, aprovou e converteu em lei o projeto PLC 3/2013, que abre as portas à distribuição de um fármaco abortivo em todo o sistema sanitário do país.

Depois de ser publicada a lei hoje, 2 de agosto, no Diário Oficial da União, os centros médicos do Brasil estarão obrigados a administrar a pílula abortiva do dia seguinte às mulheres que tenham sofrido uma violência sexual, até 72 horas depois do crime sem necessidade de que se comprove o fato.

A chefa da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do governo brasileiro, a promotora da legalização do aborto Eleonora Menicucci, defendeu a decisão de Dilma Rousseff, assegurando que esta assinou a lei em sinal de “respeito pelo Congresso e pelas mulheres”.

Em declarações à imprensa brasileira nesta sexta-feira, 2 de agosto, Menicucci assegurou que esta norma terá um “impacto positivo na prevenção do aborto nas mulheres vítimas de violência sexual”, ao mesmo tempo que admitiu que a norma contempla a abortiva “anticoncepção de emergência”.

“Este projeto ajuda a garantir o cumprimento e diminuir o dano causado às vítimas de violência sexual. Devemos ter a solidariedade, a humanidade, o respeito às mulheres e crianças que sofrem a violência sexual”, disse a ativista abortista que hoje trabalha no governo do Brasil.

O ministro da Secretaria da Presidência, Gilberto Carvalho, indicou que com esta nova lei se está legalizando “um apoio humanitário”.

No final de julho, mais de 20 organizações defensoras do direito à vida na América Latina enviaram um pronunciamento, pedindo ao povo brasileiro que “não se deixem enganar e façam todo o possível para que o PL 03-2013 não seja aprovado”.

“Estudamos o Projeto de lei e reconhecemos a mesma estratégia que se quer aplicar em todos nossos países para o uso maciço e sem prescrição de uma droga abortiva” advertiram as associações defensoras da vida, assegurando que o primeiro passo para que esta estratégia abortista funcione “é que as mulheres possam declarar que sofreram violência sexual e só com sua palavra estejam autorizadas a solicitar um aborto”.

Entre os assinantes deste manifesto se encontram HazteOír, com mais de 400 mil sócios na américa de língua espanhola, e a Rede Família do México.

Em declarações para o Grupo ACI em 26 de julho, o porta-voz deste coletivo e Diretor do Escritório para a América Latina do Population Research Institute, Carlos Polo, assinalou que a lei que aprovou ontem a presidente do Brasil é “é a norma com a que sonha todo abortista latino-americano porque permitiria a qualquer mulher obter um aborto com pílulas dizendo somente que a sua gravidez é produto de um estupro”.

“As organizações abortistas trabalharam isto durante anos e atualmente promovem abortos com esta droga de maneira clandestina via conselhos pela internet ou telefones celulares”, denunciou.

Nessa ocasião, Polo assinalou que “a mesma mão que apertou a do Papa Francisco não deve assinar uma lei que terminaria com a vida de muitos nascituros”.

Já em 26 de julho, em uma das catequeses realizadas no marco da JMJ, o Bispo brasileiro de Apucarana, Dom Celso Antônio Marchiori, advertiu aos peregrinos reunidos perto de Copacabana que deviam estar alertas ante a iminente legalização do aborto no país.

O Bispo de Alcalá do Henares (Espanha), Dom Juan Antonio Reig Pla, presente na mesma paróquia, disse que “devemos estar alertas ante esta ameaça que faz parte da cultura de morte que está estudada cientificamente com a mentira da superpopulação para que não haja mais filhos”.

Bebê volta a viver após ser declarado morto pela equipe médica

A criança foi encontrada viva pela avó e enfermeira na Capela interna do hospital

No instante em que a Presidente Dilma Rousseff tem o poder de sancionar ou vetar o PLC 03/2013, que abre brechas para a legalização do aborto no Brasil, a notícia de que um bebê declarado morto voltou a viver de forma “milagrosa” reforça mais uma vez a luta contra a cultura da morte. A história ocorreu em Joaquim Távora, norte do Paraná, e ganhou as páginas de vários jornais da região e do resto do país. Conforme informações, a menina, nascida na segunda-feira, 08/07, encontra-se, agora, internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Infantil Sagrada Família, em Londrina (PR).

A equipe médica do Hospital Lincoln Graça de Joaquim Távora certificou a morte dela, depois de várias tentativas frustradas de reanimá-la. De acordo com a enfermeira Ana Cláudia Oliveira, o bebê nasceu vivo, mas não respirava. Além disso, afirma Ana Cláudia, “as pupilas não respondiam mais à luz. Todos os sinais comprovavam que não havia mais vida”, o que não deixava dúvidas de que ela estava morta. Por se tratar de uma criança, a enfermeira explica que preferiu encaminhá-la à capela interna do hospital, em vez do necrotério. A recém-nascida foi limpa e vestida por uma auxiliar de enfermagem com as roupas com as quais seria enterrada. “Eu vi. Ela estava roxinha, completamente morta”, insiste a enfermeira.

Todavia, para surpresa da avó da criança, Eliza Cabral Silva, da dona da funerária contratada pela família, Rosiles Ferro, e da própria Ana Cláudia, a menina voltou a se mexer três horas após à sua declaração de óbito. Elas viram os movimentos das pernas dela enquanto estava coberta por uma manta sobre o altar do oratório do hospital. A avó Eliza Cabral conta que quando a viu, não sabia se ficava feliz ou triste. “Fiquei sem reação. Não acreditava no que estava vendo. Foi Deus”, diz a senhora. Para a enfermeira, também houve uma intervenção divina: “Não há explicação médica. Eu, pessoalmente, só posso acreditar que foi um milagre”.

Rosiles Ferro, dona da funerária que atendeu à família, confirma a história: “A avó me ligou para buscar o corpo e eu fui. Chegando lá, encontrei o corpo da menina em cima do altar da capela. De repente, vimos que ela ergueu a perninha. Nós nem acreditamos. Ela estava respirando. Nos abraçamos e começamos gritar: ‘Ela está viva, ela está viva!’”.

Segundo informações do Hospital Infantil Sagrada Família, a criança respira com dificuldades e deve passar por uma bateria de exames nos próximos dias. Apesar do susto – e do caso ainda ser delicado – o testemunho dessa criança inspira a luta pró-vida, sobretudo agora em que ela se encontra tão ameaçada. Cabe aos seus defensores se empenharem na oração, no jejum e na ação concreta a favor do bem comum e da dignidade da pessoa humana.

Por: Equipe Christo Nihil Praeponere | Informação: G1

Governo tenta abrir “uma auto estrada” na lei sobre o aborto no Brasil, adverte sacerdote pró-vida

BRASILIA, 10 Jul. 13 / 04:08 pm (ACI).- Enquanto os olhos do Brasil e do mundo estavam voltados para as manifestações, que ocorriam em todas as capitais do país, contra a corrupção , o Congresso brasileiro aprovou uma lei que tentar abrir “não uma brecha, mas uma auto estrada” na questão do aborto, a denúncia é feita pelo sacerdote pró-vida, Padre Paulo Ricardo de Azevedo Jr.

O projeto de lei já foi aprovado na Câmara e, no último dia 4, no plenário do Senado, por unanimidade, em pouco mais de dois meses. Agora será enviado para a sanção da presidente Dilma Rousseff. Apesar do projeto original ser de 1999, da deputada Iara Bernardi (PT-SP), a votação em regime de urgência foi proposto pelo Ministro da Saúde, Dr. Alexandre Padilha e pela bancada feminina, em reunião com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves.

O perigo está nas alterações feitas no projeto, que passou despercebia mesmo pelos parlamentares pró-vida. “Estamos diante de um momento de extrema urgência para o nosso país”, alerta o Pe. Paulo Ricardo, “trata-se de um estratagema político, bastante elaborado”.

Começando pelo artigo primeiro, que afirma que todos os hospitais “devem oferecer atendimento emergencial e integral decorrentes de violência sexual, e o encaminhamento, se for o caso, aos serviços de assistência social”. Isso inclui hospitais religiosos, hospitais conveniados ou não com o Sistema Único de Saúde (SUS), ou seja, o projeto não faz distinção, todos, contrários ou não, seriam obrigados a enviar as vítimas de violência à prática do aborto.

A versão original assegurava à mulher atendimento no caso de emergência médica causada por violência sexual ou seja, atendimento logo após a agressão, e essa foi mais uma alteração do projeto, explica do Pe. Paulo Ricardo, este termo foi modificado para atendimento emergencial, significa que o atendimento não pode ser postergado, agendado para outro dia, deve ser imediato, não importando, de fato, quando a agressão ocorreu.

O artigo segundo, amplia completamente o sentindo de violência sexual, afirmando ser “qualquer forma de atividade sexual não consentida”, não há especificação de nenhum procedimento para comprovar que a atividade sexual não foi consentida, bastará a afirmação da vítima e ela deverá ser encaminhada para o aborto por parte de qualquer hospital.

O Pe. Paulo conta que entrou em contato com senadores e deputados que defendem a vida e ao indicar as brechas do projeto, os parlamentares foram pegos de surpresa. Ele também denuncia um grupo de estudos do Ministério da Saúde juntamente com o instituto Oswaldo Cruz estão, há tempos, procurando uma forma de legalizar o aborto do Brasil e essa fórmula já foi aplicada no Uruguai, que logo depois abriu de vez as portas para o aborto “legal”.

O grupo pró-vida, diante desses indícios, pede à população que se manifeste para que a presidente Dilma vete a lei, já que ela assumiu um compromisso com o povo brasileiro, durante as eleições de 2010, de que não legalizaria o aborto no país. O Brasil é majoritariamente pró-vida e aqueles que exercem o ministério público devem fazer valer o amor dos brasileiros pelos não nascidos.

“Precisamos exigir isso da Presidente Dilma, telefone para o Ministério Público e para a presidência da República, não somente mande e-mail. Mande fax, telefone, insista. Onde está Brasil que se manifestava semanas atrás nas ruas?” indaga o sacerdote pró-vida, “nós temos que mostrar para os nossos governantes que nós não estamos dormindo, nós precisamos mostrar aos nossos governantes que uma atitude precisa ser tomada, você tem que tomar essa atitude já!”, exclama o Padre.

Os pró-vidas de todo o Brasil estão pedindo a todos os defensores da vida e da família no país se manifestem escrevendo e ligando para a Presidência da República e o Ministério de Saúde através dos contatos:

gabinetepessoal@presidencia.gov.br;

gabinetesg@presidencia.gov.br;

casacivil@presidencia.gov.br;

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E-MAILS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE

ministro@saude.gov.br;

gabinete.se@gov.br;

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GABINETE PESSOAL DA PRESIDENTA DA REPÚBLICA

Telefones: (61) 3411.1200 (61) 3411.1201

Fax: (61) 3411.2222

gabinetepessoal@presidencia.gov.br;

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SECRETARIA-GERAL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

GILBERTO CARVALHO – Ministro-Chefe

Telefone: (61) 3411.1224, 3411.1226 e 3411.1227

Fax: (61) 3321.1994

Manifestantes, estão usando vocês!

Versão áudio

As recentes manifestações que atingiram o Brasil nas últimas semanas culminaram numa proposta da presidente Dilma Rousseff: uma Constituinte para reforma política. Essa proposta, há anos planejada pelo PT e por demais partidos de esquerda – ideólogos que estão levando o Brasil à falência – é a resposta do Governo Federal à insatisfação generalizada da população que, infelizmente, está sendo manipulada por grupos radicais comunistas, que querem a todo custo implantar o socialismo no Brasil. Manifestantes, estão usando vocês!

No programa ao vivo desta terça-feira (25/06), às 21h00, Padre Paulo Ricardo voltará a refletir sobre o assunto. Convide seus amigos para participarem conosco!

“CPI do aborto, já”, o Papa também quer

Fonte: Porta Fidei

Minha vó costumava dizer pra mim, quando eu era criança, que “quem muito apanha uma hora aprende a bater”. Os católicos do Brasil aprenderam! É um fato. Depois das eleições de 2010, algo de diferente tomou as cabeças dos cristãos deste país. Descobrimos que podemos falar, que temos cidadania. Que somos livres!

Nesta semana, o vídeo da manifestação anti-aborto da Sra. Renata Gusson Martins caiu como uma bomba na cabeça das feminazis. “As senhoras não representam a mulher brasileira, é preciso dizer isso”, declarou Renata na presença de três senadoras pró-aborto, durante uma sessão da Subcomissão Permanente em Defesa da Mulher, no dia 08 de março. Foi a primeira vez que uma mulher teve a ousadia de colocar às claras a estratégia abortista das multinacionais estrangeiras em uma reunião do Senado.  E as feministas tiveram de ouvir caladas!

Ainda nesta semana, o “Leão de Guarulhos”, Dom Luiz Bergonzini – o mesmo bispo que agitou as eleições passadas ao denunciar a abortista Dilma Rousseff – convocou a todos nós, católicos e não católicos, a participar da passeata “CPI do aborto, já”. O intuito da CPI é averiguar a venda ilegal de remédios abortivos e desmantelar as redes clandestinas de aborto existentes no Brasil.

Essa CPI está paralisada há quatro anos, desde que ela foi criada pelo deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), a pedido da  Frente Parlamentar em Defesa da Vida. Nunca foi instaurada devido às pressões dos grupos feministas. Agora nós temos a chance de mudar este jogo.

A manifestação convocada pelo Arcebispo Emérito de Guarulhos será no dia 21/03/2012, a partir das 11h, em frente à escadaria da Catedral da Sé – São Paulo. De lá, os manifestantes devem seguir ao Fórum João Mendes, a partir das 12h30. O Fórum fica na Praça João Mendes, no Centro de São Paulo. A passeata é aberta a todos, desde adultos a crianças. Os participantes poderão levar cartazes e faixas.

Quem não reside em São Paulo poderá se manifestar através do Twitter. O tuitaço com a hashtag #abortonuncamais terá início às 13h do dia 21/03/2012. Os tweets deverão ser encaminhados, principalmente, para os @SenadoresBrasil, @CamaraDeputados e @AssembleiaSP.

Façamos o Brasil ouvir a voz de Deus mais uma vez, pessoal.

SOLDADOS DE CRISTO, LEVANTAI-VOS

Dom Bergozini: Venham comigo lutar pela Vida!

Guarulhos, 11 Nov. 10 / 03:21 pm (ACI).- Em uma carta assinada hoje, (11) o Bispo de Guarulhos, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, reafirmou seu compromisso de defender a vida contra projetos de lei que visam descriminalizar a prática do aborto no Brasil. “A vida humana pertence a Deus”, assevera Dom Bergonzini, que também recordou que “nenhuma lei, nenhum plebiscito, nenhum partido, nenhum grupo de pessoas pode decidir quem vai morrer e quem vai nascer”. Por isso o bispo afirma manterá a “luta pela vida dos indefesos, contra a cultura da morte que querem implantar no Brasil e na América Latina” e chama os fiéis à luta pela vida também durante o governo de Dilma Rousseff que assume a presidência da República neste 1º de janeiro. Abaixo reproduzimos na íntegra a carta de Dom Bergonzini aos fiéis de Guarulhos recordando a vigília pelos nascituros a ser celebrada no 27 deste mês.

“Muitas pessoas não entenderam o Movimento em Defesa da vida que fizemos e continuaremos fazendo. A época das eleições é propícia para debater os problemas nacionais. A preservação da vida é um problema nacional.

Existe um projeto de liberação do aborto no Brasil, que vem sendo defendido, há muito tempo, por partidos e políticos engajados nesse objetivo. Matar seres humanos indefesos, no útero de suas mães, antes deles chegarem à luz, é problema nacional e assassinato. Os leigos católicos, os religiosos, os padres, os evangélicos, todas as religiões têm o direito de defender sua Doutrina e sua Moral.

Muita gente confundiu a ação pastoral com política. Defender a vida, contra a cultura da morte, não é política. Tem reflexos na política, mas é uma ação pastoral. O Papa Bento XVI não confundiu. Tanto que aprovou a campanha contra o aborto. A Igreja Católica estava usando o seu direito de defender o Evangelho e a Moral Cristã, e continuará a fazê-lo.

O Papa Bento XVI vem alertando o Mundo sobre o relativismo. No caso das eleições, se uma pessoa é cristã e obedece os Mandamentos da Lei de Deus, ela não pode apoiar candidatos com projetos de liberação do aborto. O cristão não pode relativizar e aprovar atitudes e ações que são contra a sua fé e a Doutrina Cristã.

A candidata Dilma Rousseff e sua Coligação me acusaram, no Tribunal Superior Eleitoral, de Brasília, de ter falsificado o documento da CNBB-Regional SUL-1. Imagine um Bispo falsificando um documento assinado por outros três Bispos. Eu e a Igreja Católica fomos vítimas da mentira e da violação dos direitos constitucionais. A defesa apresentada pelos advogados da Diocese de Guarulhos mostra como os direitos da Igreja Católica foram violados. O Ministério Público Eleitoral Federal também entendeu que os direitos da Igreja Católica foram violados.

A vida é o maior bem que temos. Deus nos deu a vida e só Ele pode nos tirá-la. Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. A vida humana pertence a Deus. O ser humano e suas leis terrenas não podem mudar isso. Nenhuma lei, nenhum plebiscito, nenhum partido, nenhum grupo de pessoas pode decidir quem vai morrer e quem vai nascer. Os políticos cristãos deveriam formar uma frente parlamentar nacional para impedir os governos de adotarem medidas para facilitar ou incentivar o aborto.

A campanha em favor da vida, que se iniciou há muito tempo, vai continuar. O projeto de lei para liberação do aborto foi derrotado nas Comissões de Saúde e Seguridade Social e de Constituição e Justiça, da Câmara Federal. Os defensores da vida pensaram que o assunto estava encerrado. Mesmo com essas decisões, um deputado do PT solicitou que o projeto seja apreciado pelo Plenário da Câmara Federal. Depois disso, 21.12.2009, o Governo Federal editou o PNDH-3, e ressurgiu o projeto de liberação do aborto. E em 16.07.2010, numa reunião de países da América Latina, o Governo Federal assinou o “Consenso de Brasília”, que pretende estender a liberação do aborto para toda a América Latina. E, no dia 04 de outubro, um dia após a eleição do primeiro turno, o Governo Federal publicou convênio, no Diário Oficial da União, para prosseguir no caminho da liberação do aborto. Os católicos que votaram nesse projeto serão responsáveis, com os eleitos por eles que apóiam o aborto, pelas mortes das crianças indefesas que forem retiradas dos úteros de suas mães e atiradas no esgoto, como se fossem dejetos.

De minha parte, por amor ao Evangelho, pela fidelidade a Jesus Cristo, à sua Igreja e ao sucessor de Pedro, o Papa Bento XVI, manterei a luta pela vida dos indefesos, contra a cultura da morte que querem implantar no Brasil e na América Latina.

Exorto todos os cristãos a seguirem este mesmo caminho. Venham comigo lutar pela Vida!”

A carta termina recordando os fiéis que neste dia 27 de novembro o Papa Bento XVI decretou o dia mundial da vigília pela vida do nascituro.

Bento XVI e o Silêncio dos Bispos

Papa Bento XVI Faltando três dias para a votação do segundo turno, o acalorado debate eleitoral ganhou um interlocutor de peso: o Papa Bento XVI.
Num discurso pronunciado, nesta manhã de quinta-feira, para bispos do Nordeste – reconhecida base eleitoral do PT de Dilma Rousseff – Bento XVI condenou com clareza “os projetos políticos” que “contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto”.

Com o discurso de hoje, Bento XVI rompe, desde o mais alto grau da hierarquia católica, o patrulhamento ideológico que o PT vem impondo a bispos do Brasil através de ameaças, pressões diplomáticas, xingamentos e abusos de poder.
É conhecida a absurda apreensão, a pedido do PT, de milhares de folhetos contendo o “Apelo a Todos os Brasileiros e Brasileiras”, em que a Comissão em Defesa da Vida, da Regional Sul I da CNBB, exortava os católicos a não votar em políticos que defendam a descriminalização do aborto. É conhecida a denúncia do bispo de Guarulhos, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, de que tem sido vítima de censura e perseguição por parte do PT (cf. Revista Veja). É arquiconhecida a prisão de leigos católicos que realizavam o “ato subversivo” de distribuir nas ruas o documento dos bispos de São Paulo.

O Papa convida os bispos à coragem de romper este patrulhamento e falar. Ao defender a vida das crianças no ventre das mães, os bispos não devem temer “a oposição e a impopularidade, recusando qualquer acordo e ambigüidade”.
O pronunciamento de Bento XVI ainda exorta os bispos a cumprirem “o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas”. E, numa clara alusão a uma das propostas do PNDH-3 do PT, se opõe à ausência “de símbolos religiosos na vida pública”.

Com seu discurso, o Papa procura evitar que o Brasil continue protagonista de um fenômeno que seria mais típico do feudalismo medieval, do que de uma suposta democracia moderna. De fato, durante a Baixa Idade Média, era comum que os posicionamentos e protestos mais decididos fossem os do Papa, enquanto os do episcopado local, mais exposto às pressões e ao poder imediato dos senhores feudais, eram como os de um cão atado à coleira. Pode até ensaiar uns latidos, mas quem passa por perto sabe que se trata de barulho inofensivo.

Ao apagar das luzes da campanha de segundo turno, o Pontífice parece preparar o terreno para que a Igreja do Brasil compreenda, sejam quais forem os resultados das eleições, que é inútil apelar para um currículo de progressos sociais e de defesas dos oprimidos do Partido dos Trabalhadores, quando seu “projeto político” está tão empenhado em eliminar os seres humanos mais fracos e indefesos no ventre das mães.

Segue abaixo o discurso do Santo Padre

Amados Irmãos no Episcopado,

«Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5. Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.

Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.

Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).

Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitæ, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida «não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo» (ibidem, 82).

Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o “Compêndio da Doutrina Social da Igreja”» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).

Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).

Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.

Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baía da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.

Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.

Fonte: Vaticano

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