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RyanAllanKaup01102014

Jovem que se livrou do aborto nos EUA agora está prestes a ser padre

LINCOLN, 02 Out. 14 / 01:33 pm (ACI/EWTN Noticias).- Ryan Allan Kaup é um diácono de 26 anos que está a poucos meses de ser ordenado sacerdote na Diocese de Lincoln (Estados Unidos). O futuro sacerdote revelou que esteve perto de morrer antes de nascer, pois a sua mãe biológica tinha decidido abortá-lo e já estava inclusive com a consulta marcada para fazer o procedimento em uma clínica local.

Entretanto, a jovem estudante que optou pelo aborto porque não poderia manter o seu filho, mudou de opinião, não foi à clínica abortista e marcou uma consulta com um ginecologista a quem contou que daria o seu bebê para a adoção.

Na mesma época, Randy e Sherry Kaup foram ao mesmo médico da jovem por causa de um problema de infertilidade. O médico os colocou em contato com a mãe de Ryan e três dias depois do parto, o bebê foi entregue aos seus pais adotivos.

A família Kaup mora em Lincoln, estado de Nebraska, onde Ryan estudou na escola católica local. Quando estava no ensino médio, reconhece o jovem diácono, estava um pouco perdido, se afastou de seus amigos e começou a trabalhar em um restaurante.

“Fiquei mais tempo sozinho e com meus colegas de trabalho, que nem sempre eram boas companhias”, admite o futuro sacerdote em um relato publicado por John Howarth no blog Seminarian Casual, do Seminário São Carlos Borromeo, da Diocese de Lincoln.

Ainda durante a sua vida escolar, Ryan conheceu um grupo de amigos que lhe recordaram quais eram suas “raízes e continuam me inspirando”. “Ajudaram-me a me converter no homem que sou hoje”, disse.

Na Universidade de Nebraska, onde se graduou em Publicidade e Espanhol, Ryan conheceu o Newman Center, uma pastoral católica em universidades não católicas, e descobriu “a alegria que dá uma vida vivida para Deus”.

“O exemplo dos sacerdotes no campus foi decisivo na minha vocação ao sacerdócio. Eles também me ajudaram a aprofundar minha própria fé”, recordou.

Ryan se deu conta, relata Seminarian Casual, que quanto mais rezava a Deus, mais descobria o seu chamado ao sacerdócio.

Agora, a poucos meses de ser ordenado sacerdote, Ryan refletiu sobre a sua mudança de vida desde que entrou no seminário.

“Estava acostumado a ser uma pessoa emburrada, queria controlar tudo. Meu tempo aqui no seminário me ensinou a enfrentar as coisas com mais calma, e me dar conta de que Deus tem o controle. Não posso controlar tudo e isso é bom”, indica.

John Howarth no Seminarian Casual assinalou que em relação ao caso de Ryan “não posso deixar de pensar na sua mãe biológica, a quem ele nunca conheceu. Ela não sabe o quanto foi importante o ‘sim’ que deu há 26 anos. Se tivesse a oportunidade, diria para ela que esse pequeno menino cresceu para ser um homem que qualquer pai estaria orgulhoso de chamar seu filho”.

“Diria para ela que foi criado em um lar católico por dois pais que definiram o amor para ele e lhe ensinaram com a sua própria maneira o que significa ser desinteressado”, assegurou, e disse também que “diria para ela que ele é uma das almas mais gentis que eu tive o prazer de conhecer”.

“E lhe agradeceria. Agradeceria por nos dar um presente que nunca poderemos ser capazes de pagar, um presente cujo valor só Deus conhece”, concluiu.

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Homens também sofrem consequências físicas e psicológicas do aborto, explica terapeuta

MEXICO D.F., 11 Set. 14 / 10:14 am (ACI/EWTN Noticias).- A terapeuta Bertina Morales, do Instituto para a Reabilitação da Mulher e da Família (IRMA), assinalou que o sofrimento como consequência de um aborto não é um problema exclusivo da mulher, mas também afeta os homens a nível físico, emocional e psicológico.

Em declarações ao Sistema Informativo da Arquidiocese do México (SIAME), Bertina Morales recordou que os “efeitos secundários” do aborto para os homens “muitas vezes para toda a vida, refletem-se em sentimento de culpa, depressão, frustração e um estado de vazio interior”.

“Em geral, não costumam falá-lo, nem sequer com as suas próprias companheiras, por temor que possa interpretar-se como um sinal de debilidade, mas sofrem em silêncio”, disse.

Os homens, explicou Morales, reagem de maneira diferente das mulheres frente a um aborto. Enquanto alguns se opõem de maneira violenta, outros se opõem, mas não tomam medidas fortes para impedi-lo.

Em outros casos, continuou a psicóloga, os homens pretendem ser neutros, deixando a decisão para a mulher; há homens que pressionam a mulher a abortar, e outros que só ficam sabendo quando o aborto já foi realizado.

Todas estas circunstâncias, disse a perita, serão determinantes nos efeitos posteriores.

O SIAME recolhe o testemunho de Sergio, um homem que confundido e com medo, apesar de sua fé, apoiou a sua companheira para que se submetesse a um aborto no Sistema de Saúde do México D.F., onde é legal.

Esse foi o início de um doloroso caminho, submetido à culpa, solidão e arrependimento.

“Para meu querido anjinho: Lucía, sei que está em um bom lugar e nesse lugar está Deus. Ele vai cuidar de você até que eu possa voltar a ver-te, enquanto isso, cuide-se e comporte-se bem. Logo estarei contigo”, escreveu Sergio ao seu bebê em uma carta.

Depois do aborto, recordou Sergio, “perdi a autoestima, a confiança em mim, já não queria fazer nada. Foi um inferno”.

“Eu não estava bem nem comigo nem com Deus, foi quando decidi procurar ajuda e assim cheguei a IRMA, onde me ajudaram a encontrar o caminho do perdão e a valorizar a vida”.

Uma parte importante da sua cura, recordou Sergio, ocorreu durante uma Hora Santa, frente a Jesus Sacramentado. Foi lá que pediu perdão a sua filha por tê-la abortado.

Sergio entregou a sua filha a Deus e colocou-lhe o nome de Lucía, pois gostaria de ter tido uma menina.

Sergio alentou os homens que sofrem hoje as consequências de um aborto, e lhes assegurou que “vale a pena chorar para tirar a dor que trazem dentro”.

“Procurem ajuda, porque é algo que carcome e não deixa viver em paz, e que pode afetar as relações de casal, família e espiritualmente”, alentou.

IRMA ajuda para a reconciliação de pessoas que abortaram, e presta ajuda em casos de gravidezes em crise para prevenir decisões erradas.

Para conhecer mais sobre o trabalho que realiza o Instituto para a Reabilitação da Mulher e a Família (IRMA), ingresse em: www.irma.org.mx.

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