Tag: culpa

É dever cristão envolver-se com a política embora seja “muito suja”, assegura o Papa

VATICANO, 07 Jun. 13 / 02:20 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco explicou nesta manhã que é um dever, uma obrigação do cristão, envolver-se com a política embora seja “muito suja”, porque estando nesse âmbito se pode trabalhar pelo bem comum.

Assim o explicou o Santo Padre ao responder uma das perguntas feitas por um dos jovens que recebeu na Sala Paulo VI, no encontro de alunos e ex-alunos dos colégios jesuítas da Itália e Albânia com o Pontífice.

No encontro, Francisco decidiu não ler o discurso que tinha preparado para a ocasião e dialogar espontaneamente com os assistentes o que gerou um clima de maior alegria e festa.

Sobre o tema da participação dos leigos na esfera pública, o Papa explicou que “envolver-se na política é uma obrigação para um cristão. Nós não podemos fazer como Pilatos e lavar as mãos, não podemos”.

“Devemos participar na vida política porque a política é uma das formas mais altas da caridade, porque busca o bem comum. E os leigos cristãos devem trabalhar na política”, assegurou o Santo Padre ante os milhares de crianças e jovens presentes.

“Alguém me dirá: ‘mas não é fácil’. Tampouco é fácil chegar a ser sacerdote. Não são coisas fáceis porque a vida não é fácil. A política é muito suja, mas eu me pergunto: Por que é suja? Por que os cristãos não estão revestidos do espírito evangélico”.

O Santo Padre assinalou também que “é fácil dizer ‘a culpa é dele’… mas e eu, o que faço? É um dever! Trabalhar pelo bem comum é dever de um cristão! E muitas vezes para trabalhar o caminho a seguir é a política”.

Como combater as distrações durante a oração?

Fonte: padrepauloricardo.org

Embora não seja desejável, a distração é uma realidade na vida de todo cristão. Já se sabe que mesmo a oração feita de maneira distraída possui valor diante de Deus. Contudo, ela não propicia que a pessoa avance na vida de santidade e adentre outras moradas. A luta de todos deve ser, portanto, para combater a distração e assim auferir dela a refeição da alma, como ensina Santa Teresa d’Ávila.

Em primeiro lugar é preciso definir o que é essa ‘atenção’ que se quer alcançar. Santo Tomás de Aquino ensina que existem três tipos: a. a atenção das palavras; b. a atenção dos sentidos; c. a atenção da presença. A primeira é quando a pessoa pronuncia as palavras com alguma concentração, mas sem se deter no que elas significam. Quando isso acontece, ou seja, quando a pessoa medita no sentido do que está dizendo, é evidente que está no segundo caso. Apesar de já ter sido grande o progresso ainda existe uma outra distração a ser vencida: a do terceiro caso. É preciso estar atento ao fato de que existe uma presença, existe uma Pessoa com a qual se está falando na oração. Se isso não é percebido, a pessoa ainda está dispersa.

A distração pode ser voluntária ou involuntária, segundo o frade dominicano Frei Antonio Royo Marin, em sua obra Teologia de la perfeccion cristiana”. A distração involuntária pode ser causada pela própria índole (temperamento) do indivíduo, por fadiga mental, por culpa do diretor espiritual (que pode determinar um tipo de oração para a qual a pessoa ainda não está preparada) e, por fim, por culpa do demônio (nesse caso, o remédio é o uso de água benta durante os momentos de oração).

As causas voluntárias da distração, segundo Frei Antonio Royo Marin, são: a. a falta de uma preparação próxima (rezar sem preparar o local, sem determinar o tempo, não ter postura de oração); b. a falta de preparação remota (quando a pessoa vive uma vida dispersa por culpa pessoal).

O frade ensina o remédio para lutar contra a distração, salientando que é realmente um combate e esse combate também tem o seu mérito diante de Deus. É um meio de santificação também a luta para a concentração. Se as causas são involuntárias o frade explica que é possível livrar-se dos influxos do temperamento com o uso de alguns auxílios: ler e falar em voz alta, rezar por escrito, fazer atos de devoção (fixar os olhos no sacrário, em uma imagem, etc.), escolher matérias de oração mais concretas e menos abstratas, propiciando o entendimento e a concentração, humilhar-se diante de Deus, quantas vezes forem necessárias.

Para as distrações voluntárias os remédios são: a preparação próxima (preparar o local, determinar o tempo e adotar uma postura), e a preparação remota (cultivar o silêncio, fugir da curiosidade vã).

O cultivo do silêncio, diz ele, ajuda a ‘ouvir’ melhor a Deus, faz com que a pessoa se encontre consigo mesma, além disso, produz uma higiene (saúde) psíquica. Já a curiosidade vã leva a pessoa a sair do foco da vida e se não tem foco na vida, terá na oração? Dificilmente.

Tudo isso pode ser resumido em guardar os sentidos, a imaginação e o coração. O homem não é uma lata de lixo que pode ver tudo, ouvir tudo, experimentar tudo e ainda achar que sairá ileso disso tudo. As imagens e os sons armazenados podem se transformar em lixo. Assim, quando a pessoa se põe em oração é impedida por todo esse lixo que está entulhando o seu coração.

A concentração na oração é uma luta, uma batalha. Hoje foram oferecidas algumas dicas, alguma armas para ajudar nesse combate. Mas, mesmo lutando, seja humilde, lembre-se que a oração com distração também tem valor. Não desista de lutar. Deus aprecia todo o esforço. Com a luta o homem pode se tornar mais forte, mais santo, mais filho de Deus.

batismo-e-vocac3a7c3a3o-b

Por que batizar crianças e bebês?

batismo-e-vocac3a7c3a3o-b
Batismo Cristão – Uma doutrina ensinada aos primeiros cristão pelos santos apóstolos

As Escrituras dizem que o batismo “lava os nossos pecados” (Atos 2:38, 1 Pedro 3:21, Heb. 10:22-23 e outros), assim as crianças e bebês católicos são batizados, para que possam ser lavados da mancha do pecado original. Depois do pecado de Adão e Eva no jardim do Éden, todas as pessoas nascem com o pecado original. Através do dom da graça no Batismo, Deus lava essa mancha do pecado original e nos torna parte de Sua família e oferece-nos a vida eterna.

 Eis que eu nasci na culpa, e minha mãe já me concebeu pecador. (Salmo 51,5)

Os católicos acreditam que o nosso amoroso Pai Eterno  não pretende negar o Seu amor e graça a quem quer que seja, inclusive às crianças.  O batismo, ao contrário do que ensinam algumas denominações protestantes, simplesmente requer receptividade, nem que seja por parte dos pais. Por isso, Jesus disse sobre as crianças:

“Deixai as crianças virem a mim, e não as impeçais, porque o Reino dos céus pertence a tais como estes.” (Mt 19:14, Marcos 10:14 e Mateus. 18:2-5)

O texto grego de Atos 2:38, diz: “Metanoesate kai bapistheto hymon hekastos.” A tradução disto é:

“Se vos arrependerdes, então cada um que faz parte de vós deve ser batizado.”

a

Ao afirmar “cada um que faz parte de vós”, esta passagem está realmente nos dizendo que as crianças ou filhos, que fazem parte de seus pais, devem ser batizadas, assim como seus pais.

Este ensinamento é ecoado pelo apóstolo Pedro em Atos 2:39.

Pedro respondeu: “Arrependei-vos cada um de vós e sede batizado, em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados. E  recebereis o dom do Espírito Santo. A promessa é para vós e vossos FILHOS e para todos os que estão longe, para todos aqueles que o Senhor nosso Deus chamar.” Do mesmo modo São Paulo faz referência ao batismo como “a nova circuncisão” dos crentes em Cristo:

Nele também vocês foram circuncidados, no adiamento da natureza pecaminosa, não com uma circuncisão feita por mãos de homens, mas com a circuncisão feita por Cristo, tendo sido sepultados com ele no batismo e ressuscitados pela fé no seu poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos. (Colossenses 2:11-12)

Quando Pedro diz em Atos 2:38-39, que a promessa do batismo é “para você e seus filhos, e aqueles muito longe.” A palavra grega para “filhos” é teknon. Esta é a mesma palavra usada em Atos 21:21 para descrever crianças de oito dias de idade. Sendo assim, Pedro afirma que o batismo é tanto para crianças quanto para adultos. Além disso, em Atos 16:15,  lemos que Lidia e “sua casa ou lar” foram batizados. A palavra para ” casa ou lar” éoikos, e sua definição incluía  lactentes e crianças. Veja também 1 Coríntios 1:16, Atos 16:33, 10:47-48 – outros exemplos onde “oikos” é usado.

Lembre-se que a Antiga Aliança incluída crianças, que por sua vez se tornariam membros da família de Deus aos oito dias de idade, quando eram circuncidados. Por isso, como afirmado acima, Paulo chama o batismo de “a nova circuncisão” em Colossenses 2:11-12. Assim, o apóstolo Paulo ensinava que o batismo na Nova Aliança deve incluir as crianças, assim como Deus as incluiu na Antiga Aliança. Se Deus tivesse excluído as crianças de sua Nova Aliança, os judeus convertidos à Cristo teriam considerado a Nova Aliança inferior ou falha, ao compara-la com a Antiga Aliança.

Quando colocamos todas essas peças juntos, fica claro que o batismo infantil não é uma “tradição” não-bíblica adotada pelos católicos, mas uma doutrina aceita pelos apóstolos de Jesus Cristo. A evidência bíblica para a entendimento católico é perfeitamente confirmada nos escritos dos primeiros cristãos, por exemplo, neste texto de Orígenes, apenas alguns anos depois de Cristo:

“A Igreja recebeu dos Apóstolos a tradição do batismo dado mesmo para crianças. Os apóstolos, aos quais foram confiados os ensinamentos dos Evangelho de Cristo, sabiam que existe em todos nós as manchas do pecado inato, que é lavada pela água e pelo Espírito “(Orígenes, 248 dC – Comentários sobre Romanos 5:9).

 

Por Hellen Cristine Walker  – Pertencente ao Apostolado Spiritus Paraclitus e Criadora do Blog Ecclesia Militans

Espíritas e demônios

Fonte: Apostolado Spiritus Paraclitus

Uma das formas do espiritualismo enganoso é a Astrologia, cuja prática é condenada por Deus (Levítico19:31: Isaías47:13). O erudito filósofo e teólogo, Doutor da Igreja, Santo Agostinho de Hipona (354-430), condenou categoricamente a Astrologia e toda forma de espiritismo. Disse: “Os astrólogos pretendem que no céu se acha a causa inevitável do pecado: foi Vênus, Saturno ou Marte que nos fez executar esta ou aquela ação. Querem assim isentar de culpa o homem, que é carne, sangue e verme soberbo, e procuram transferir a responsabilidade para Aquele que criou e governa tanto o céu como as estrelas”.

Vejamos a sua afirmação referente a um astrólogo convertido á santa fé de Cristo Salvador:

“Ele, seduzido pelo inimigo, em virtude de sua boa fé, foi durante muito tempo astrólogo, seduzido e sedutor, enganado, e enganador. Atraiu, enganou, proferiu muitas mentiras contra Deus, que teria dado aos homens o poder de fazer o bem, e não o de cometer o mal”.

Quem é o inimigo sedutor da Astrologia e de toda forma de espiritualismo enganoso?

Deus, o grande Construtor do Universo (Salmo 19.1-14; Romanos 1.19,20), criou uma multidão de criaturas espirituais muito antes de criar os seres humanos (Jó 38:4,7), uma dessas criaturas nutriu o desejo egoísta e soberbo de que as criaturas espirituais, ou seja, os anjos o adorassem em vez de adorar o único Deus Verdadeiro (Isaías 42:8; 45:5; João 17:3). Em busca desse objetivo terrível, esse anjo exaltado(Isaías 14:11-15; Ezequiel 28:11-19), opôs-se ao Criador e o caluniou, chegando a dar a entender a Eva que o bom Deus era mentiroso. A primeira sessão espírita no Jardim do Éden, foi tomada por uma catástrofe de engano (Gênesis 3.4,13; morte espiritual 3:7-10; dores 3:16-19: e expulsão do Éden 3:23,24). Por isso foi apropriado que essa horrível e malévola criatura espiritual, exarcebada de rebeldia se tornasse conhecida como Satanás (Hebraico, Adversário, opositor), o diabo (Grego, caluniador, enganador). Pai da mentira e homicida (João 8.44). Os seres espirituais que seguiram a Satanás, tornaram-se demônios, ou espíritos imundos (Marcos 5:13; 6:7; Lc 10:17-20). O diabo com os seus demônios são os mestres na arte de engano nos Centros Espíritas. Os médiuns são enganados pelos ditos espíritos de luz, que na verdade são espíritos das trevas(Atos 26:18; Efésios 5:11,12; 6:12). Daí São Paulo Apóstolo afirma: “Homens enganando e sendo enganados” (II Timóteo 3:13). O fator primordial do diabo e dos demônios é voltar às pessoas contra Deus.

O diabo usa várias religiões, seitas e filosofias para enganar as pessoas e levar elas pelo erro a serem inimigas de Deus. Assim, esses demônios têm desencaminhado, perturbado, separando casais, causando enfermidades, assustando, atacando e matando as pessoas no decorrer de toda a história da raça humana, (João 10:10; Apocalipse 12:9). Há exemplos ocorridos na atualidade que confirmam que a violência dos demônios hoje é maior do que nunca. É só observar a tecnologia a serviço do mal. Para apanharem as pessoas numa cilada, o diabo muitas vezes usa o espiritualismo em todas as suas formas. Como o diabo usa esse chamariz?

O espiritualismo enganoso é amálgama de todas as correntes filosóficas, teosóficas, esotéricas e mediúnicas, desde o Jardim do Éden até os dias atuais da Nova Era. Dentro desse contexto, está o espiritismo contemporâneo.

O que é o espiritismo? É envolvimento com os demônios, por via direta ou por intermédio de um médium. O espiritismo faz para os demônios o que o chamariz faz para o caçador: atrai presas. E, assim como o caçador usa uma variedade de chamarizes para atrair os animais para a armadilha, do mesmo modo os espíritos iníquos incentivam várias formas de espiritismo para colocar os seres humanos sob  seu controle. (Leia Salmo 119:110). Algumas dessas formas de espiritismo são: adivinhação, magia, presságios, feitiçaria, encantamentos, consulta a médiuns e comunicação com os mortos, passes, despachos e astrologia. O chamariz funciona, porque o espiritismo atrai pessoas do mundo todo. Quem mora em povoados na selva consulta curandeiros, e pessoas que trabalham em escritórios nas cidades consultam astrólogos. O espiritismo prospera mesmo em países que se dizem cristãos. Há pesquisas que indicam que nos Estados Unidos umas 30 revistas com circulação conjunta de mais de 10.000.000 de exemplares dedicam-se a várias formas de espiritismo.

Todo ano os brasileiros gastam mais de 500 milhões de dólares em artigos espíritas. No entanto, 80% dos que freqüentam terreiros no Brasil são infelizmente católicos batizados. É nosso dever catequizar com todo ardor o nosso povo. Vamos livrar o nosso povo católico de toda forma de espiritualismo enganoso (ler Judas vv. 22 e 23).

Se lhe ensinaram que algumas formas de espiritismo, são meios de contatar espíritos bons, talvez, fique surpreso ao aprender o que a Sagrada Escritura diz sobre o espiritismo. O povo de Deus foi alertado. “Não vos vireis para médiuns espíritas e não consulteis prognosticadores profissionais de eventos, de modo a vos tornardes impuros por eles.”(Levítico 19:31; 20:6,27). A Palavra de Deus adverte-nos de que ‘os que praticam o espiritismo’ acabarão no “lago que queima com fogo e enxofre. Este significa a segunda morte (morte eterna)”. (Apocalipse 21:8; 22:15). Todas as formas de espiritismo são desaprovadas por Deus (Deuteronômio 18:10-12). Todas as mensagens atuais do mundo dos espíritos vêm de espíritos iníquos.

A prática do espiritismo pode levar ao molestamento ás mãos dos demônios ou até á possessão demoníaca. Portanto, Deus amorosamente nos adverte de que não nos devemos envolverem nenhuma prática espírita(Deuteronômio 18:14; Gálatas 5:19-21).Além disso, se continuarmos a praticar o espiritismo depois de sabermos qual é o conceito de Deus sobre isso, estaremos tomando o lado dos espíritos imundo, rebeldes, e seremos inimigos de Deus. I Samuel 15:23; I Crônicas 10:13, Salmo 5:4.

Uma forma muito comum de espiritismo é a adivinhação– tentar descobrir o futuro ou o desconhecido com a ajuda dos espíritos. Algumas formas de adivinhação são: a astrologia, a bola de cristal, a interpretação de sonhos, a quiromancia e ver a sorte com as cartas de tarô. Muitas pessoas encaram a adivinhação como passatempo inofensivo, mas a Bíblia mostra que os adivinhos e os espíritos imundos andam de mãos dadas.

Por exemplo: Atos 16:16-19, menciona um “demônio de adivinhação” que habilitava uma moça a praticar “a arte do vaticínio (adivinhação)”. No entanto, sua habilidade de predizer o futuro foi perdida quando o demônio foi expulso. É óbvio que a adivinhação é um chamariz usado pelos demônios para atrair as pessoas para sua armadilha.

Se você estiver chorando a morte de um familiar amado ou de um amigo achegado, poderá ser facilmente engodado por outro chamariz. Um médium espírita talvez lhe dê informações especiais ou fale com uma voz que se parece com a do falecido. Cuidado!

Tentar comunicar-se com os mortos leva a uma armadilha. Por quê? Porque os mortos não falam. Como sem dúvida se lembra, a Palavra de Deus diz claramente que na morte a pessoa “volta ao seu solo; neste dia perecem deveras os seus pensamentos”. Os mortos “não estão cônscios de absolutamente nada”. (Salmo 146:4; Eclesiastes 9:5,10) Além disso, na verdade os demônios é que imitam a voz do falecido e dão ao médium espírita informações sobre essa pessoa. (I Samuel 28:3-19) Portanto, quem ‘consulta os mortos’ é enlaçado pelos espíritos imundos e age contrário á vontade de Deus (Deuteronômio 18:11, 12; Isaías 8:19).

REJEIÇÃO AO ESPIRITUALISMO ENGANOSO

Ao acatar os conselhos da Palavra de Deus sobre o espiritismo, você rejeita o chamariz dos demônios.(Leia Salmo 141:9,10 Romanos 12:9) Será que isso significa que os demônios param de tentar capturá-lo? Absolutamente não! Depois de tentar Jesus três vezes, Satanás “retirou se dele até outra ocasião conveniente”. (Lucas 4:13) Semelhantemente, os espíritos obstinados não só atraem as pessoas mas também as atacam. Satanás atacou Jó, o santo servo de Deus. Esse inimigo do Criador causou a perda de seus rebanhos e a morte da maioria dos seus servos. Satanás chegou a matar os filhos de Jó. A sua esposa o abandonou. A seguir, ele feriu o próprio Jó com uma doença dolorosa, seus amigos causaram perturbações, mas Jó manteve a fidelidade a Deus e foi muito abençoado. (Jó 1:7-19; 2:7, 8; 42:12). Todo sofrimento de Jô está dentro da vontade permissiva de Deus e dentro de um contexto pedagógico. Desde então, os demônios às vezes fazem com que as pessoas fiquem mudas, surdas, paralíticas ou cegas e continuam a deleitar-se no sofrimento dos seres humanos. (Mateus 9:32, 33; 12:22; Marcos 5:2-5; Lucas 13:11-16). Hoje, há relatórios que mostram que os demônios molestam sexualmente a algumas pessoas e levam outras à loucura. Claro, que tudo isso via um processo de possessão e pela prática de vícios pecaminosos.

Eles incitam outras pessoas a cometer assassinatos ou suicídio, que são pecados contra Deus. (Deuteronômio 5:17; João 3:15). O diabo atenta e perturba o ser humano para que ele quebre os santos mandamentos de Deus. Dizia Santa Teresa de Ávila: “Não se deixe perturbar, nem deixar a oração – que é o que o demônio pretende”. No entanto, milhares de pessoas que já estiveram enlaçadas pelos espíritos imundos conseguiram liberta-se. Como conseguiram isso? Dando passos muito importantes para o Cristo Libertador.

Qual é uma maneira de opor-se aos demônios e proteger a si mesmo e a sua família das armadilhas deles? Os cristãos do primeiro século, em Éfeso, que praticavam o espiritismo antes de se tornar cristão tomaram uma atitude.

Lemos que “um número considerável dos que haviam praticado artes mágicas trouxeram os seus livros e os queimaram diante de todos” (Atos 19:19). Mesmo que você não pratique o espiritismo, livre-se de tudo que seja usado no espiritismo ou que tenha implicações com o espiritismo. Isso inclui livros, revistas, vídeos, posters, gravações musicais e objetos usados para fins espíritas. Estão incluídos também ídolos, amuletos e outras coisas usadas para dar proteção, e presentes recebidos de praticantes do espiritismo.(Deuteronômio 7:25, 26; I Coríntios 10:21). O cristão não deve receber passes, presentes e convite para visitar centros espíritas. A Santa Madre Igreja não aceita a participação de católicos no espiritismo. Para a pessoa se opor aos demônios, outro passo importante é aplicar o conselho de São Paulo Apóstolo de revestir-se da armadura espiritual que está em Efésios 6:11-17.

O cristão precisa conhecer a sua doutrina e o poder de Deus para vencer as forças das trevas. “Tomando sobretudo o escudo da fé com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno” (Efésios 6:16). Qual é o meio para receber esse poder? Estudar o Catecismo da Igreja Católica, examinar sistematicamente as Sagradas Escrituras, (Mateus 22:29; João 5:39; Colossenses 1:9,10; II Pedro 3:18) e viver verdadeiramente os Sacramentos da Santa Igreja de Deus.A medida que você continuar esse santo estudo e praticar piedosamente adoração a Deus em casa e na sua igreja, sua vida será tomada pelo poder do Espírito Santo. Isso será uma poderosa arma contra as tentações dos demônios. Para fortalecer a fé, a mente e a vida espiritual são necessários: meditação, a oração, o jejum e retiros espirituais (Mateus 6:6 -16; 14:23; 17:21; Lucas 2:37).

O cristão deve opor-se poderosamente aos demônios e aos seus ataques (Efésios 4:27; Tiago 4:7). Deve procurar a forte proteção 18:10: “Torre forte é o nome do Senhor; para ela correrá o justo, e estará em alto retiro”. (Ler Salmo 145:18-20). O Criador permite que o diabo e seus demônios continuem a existir, mas ele mostra seu poder, especialmente a favor do Seu povo, e Seu nome está sendo declarado em toda a terra. (Êxodo9:16). Se você permanecer achegado a Deus, não precisará temer os demônios

(Números 23:21,23; Tiago 4:7,8; II Pedro 2:9) O poder desses espíritos é limitado. Foram expulsos da presença de Deus. (Judas 6; Apocalipse 12:9; 20:1-3,7-10,14) De fato, eles têm pavor da sua vindoura destruição. (Tiago 2:19) Portanto, quer os demônios tentem atraí-lo com algum tipo de chamariz quer o ataquem de alguma outra forma, você poderá opor-se a eles (II Coríntios 2:11). O grande mestre da fé cristã Santo Agostinho nos ensina: “O diabo é como um cão amarrado que muito pode latir e fazer estardalhaço mas só morde a quem chegar perto dele”. E a Doutora da Igreja Santa Catarina de Sena afirmava: “O demônio é fraco e nada pode além daquilo que Deus Lhe permita”.

 

CONCLUSÃO

Rejeite toda forma de espiritualismo enganoso. Estude pra valer o Catecismo da Igreja Católica, comungando sempre da Santíssima Eucaristia e vivendo as doutrinas da Igreja. Cresça na graça e no conhecimento de Jesus Cristo (II Pedro 3:18). Ande sempre na unção e direção do Espírito Santo. (Rm 8:1-16; I Co 3:16, Ef 4:27-30; 5:18; I Ts 5:19,20; I Pe 5:6-9; I Jo 2:13-27; Ap 22:17). É bom afirmar que temos o anjo da guarda para nos proteger ( Salmos 34:7; 91: 11: Atos 12:7,8 e 15). A maior vitória sobre o espiritualismo enganoso e as legiões diabólicas é o poderoso nome de Jesus Cristo. É o nome sobre todos os nomes. É o nome que cura, liberta, dá vitória e salva. (Marcos 16:17,18; Atos 4:10-12;Filipenses 2:10,11; Apocalipse 19:13).

O ínclito Abade de Claraval e Doutor da Igreja São Bernardo experimentava a máxima consolação em repetir o santíssimo nome de Jesus. Era como se tivesse mel na boca e sentia uma paz deliciosa no coração”.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Por Pe. Inácio José do Vale – Revista In Guardia

Correção fraterna deve ser ato de amor, explica Papa

Ilustra o ensinamento de Jesus

CASTEL GANDOLFO, domingo, 4 de setembro de 2011 (ZENIT.org) – Bento XVI está convencido de que a “correção fraterna” constitui um dever, mas que não nasce de uma reação à ofensa sofrida, e sim do amor pelo irmão.

Esta foi sua explicação dada hoje, ao dirigir-se aos milhares de peregrinos reunidos na residência pontifícia de Castel Gandolfo, comentando a passagem evangélica da liturgia deste domingo, (Mt 18, 15-20), na qual o próprio Jesus explica como corrigir o irmão na comunidade cristã.

“Oamor fraterno comporta também um sentido de responsabilidade recíproca, razão pela qual, se meu irmão comete uma culpa contra mim, eu devo ser caridoso e, antes de mais nada, falar com ele pessoalmente, dando-lhe a conhecer que o que ele disse ou fez não é bom”, começou explicando o Pontífice.

“Essa maneira de agir se chama correção fraterna: não é uma reação à ofensa sofrida, mas surge do amor pelo irmão.”

De fato, citando Santo Agostinho, afirmou que “aquele que te ofendeu, ofendendo-te, inferiu a si mesmo uma grande ferida; e tu não te preocupas pela ferida de um irmão teu? (…) Tu deves esquecer a ofensa que recebeste, não a ferida do teu irmão”.

A seguir, o Papa pareceu responder à pergunta que aparecia no rosto dos peregrinos ao escutar suas palavras: “E se o irmão não me ouvir?”.

O Santo Padre ilustrou os passos que Jesus apresenta no Evangelho: “Primeiro, é preciso voltar a falar-lhe com outras duas ou três pessoas, para ajudá-lo a perceber o que fez; se, apesar disso, ele rejeitar ainda a observação, é necessário dizê-lo à comunidade; e se ele não escutar nem sequer a comunidade, é preciso fazer-lhe perceber a separação que ele mesmo provocou, separando-se da comunhão da Igreja”.

A correção fraterna, sublinhou Bento XVI, se explica porque “há uma corresponsabilidade no caminho da vida cristã: cada um, consciente dos seus próprios limites e defeitos, está chamado a receber a correção fraterna e a ajudar os outros com este serviço particular”.

Outro fruto da caridade na comunidade é a oração conjunta, continuou explicando, citando o Evangelho: “Eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isso lhes será concedido por meu Pai que está nos céus. Pois, onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles”.

“A oração pessoal certamente é importante, e mais ainda, indispensável, mas o Senhor garante sua presença à comunidade que – ainda que seja muito pequena – está unida e unânime, porque reflete a realidade de Deus Uno e Trino, perfeita comunhão de amor”, disse.

Por este motivo, o Bispo de Roma concluiu com seu conselho aos peregrinos: “Devemos nos exercitar tanto na correção fraterna, que requer muita humildade e simplicidade de coração, como na oração, para que se eleve a Deus a partir de uma comunidade verdadeiramente unida a Cristo”.

“O sentido do pecado se adquire redescobrindo o sentido de Deus”, afirmou o Papa

VATICANO, 13 Mar. 11 / 01:57 pm (ACI)

Não obstante a fria e nublada manhã, milhares de fiéis e peregrinos chegados de todas partes do mundo se reuniram na Praça de São Pedro para rezar o Ângelus dominical com o Papa Bento XVI, quem afirmou que não existe escravidão mais grave e mais profunda que a escravidão do pecado.

O Papa iniciou sua meditação recordando a todos o significado da Quaresma: “Tempo litúrgico de quarenta dias que constituem um itinerário espiritual de preparação para a Páscoa. Trata-se de seguir a Jesus que nos dirige decididamente para a Cruz, cume de sua missão de salvação”.

“Por que a Quaresma? Por que a Cruz?” – perguntou o Papa. “A resposta, em termos radicais, é esta: porque existe o mal, aliás, o pecado, que segundo as Escrituras é a causa profunda de todo mal, porém a palavra pecado não é aceita por muitos, porque pressupõe uma visão religiosa do mundo e do homem” – disse Bento XVI.

“Deus não suporta o mal, porque é Amor, Justiça e Fidelidade e por isso não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva. Para salvar a humanidade, Deus intervém e nós vemos isso em toda a história do povo judeu, a partir da libertação do Egito. Deus está determinado a libertar os seus filhos da escravidão para conduzi-los à liberdade. A escravidão maior e mais profunda é a do pecado. Por isso, Deus mandou seu Filho ao mundo, para libertar os homens do domínio de satanás, origem e causa de todo pecado”, afirmou.

O Santo Padre foi muito claro em afirmar que “o sentido do pecado -muito diferente do ‘sentimento de culpa’ como é entendido pela psicologia- adquire-se redescobrindo o sentido de Deus”; em efeito “frente ao mal moral, a posição de Deus é a de opor-se ao pecado e salvar o pecador. Deus não suporta o mal, porque é Amor, Justiça e Fidelidade e por isso não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva”.

“Para salvar a humanidade, Deus intervém: vemo-lo em toda a história do povo hebreu, da liberação do Egito. Deus está determinado a liberar seus filhos da escravidão para conduzi-los à liberdade. E a escravidão mais grave e mais profunda é justamente aquela do pecado”, acrescentou.

Neste contexto o Pontífice explicou o sentido da vinda de Cristo ao mundo: “para liberar os homens do domínio de Satanás, ‘origem e causa de tudo pecado’. Enviou-o em nossa carne mortal para que fosse vítima de expiação, morrendo por nós na cruz. Contra esse plano de salvação definitivo e universal, o diabo se opôs com todas as suas forças, como mostra o Evangelho que nos fala sobre as tentações de Jesus no deserto, proclamado todos os anos no I Domingo da Quaresma”.

“Entrar neste Tempo Litúrgico -continuou- significa ficar sempre da parte de Cristo contra o pecado, enfrentar o combate espiritual contra o espírito do mal. Invoquemos por isso a maternal ajuda de Maria Santíssima para o caminho quaresmal que começou recentemente, para que seja rico de frutos de conversão”, concluiu o Pontífice.

Falsas Profecias, Justificações e Trapalhadas Doutrinais das Testemunhas de Jeová

Fonte: Observatório Watchtower

Índice

  • 1. Branqueamento da responsabilidade por falsas profecias
    • 1.1 Exemplo 1: A falsa profecia de 1914
    • 1.2 Exemplo 2: A falsa interpretação das “autoridades superiores”
    • 1.3 Exemplo 3: Um tempo de “provas e purificação”
    • 1.4 Exemplo 4: A falsa profecia de 1925
    • 1.5 Exemplo 5: A falsa profecia de 1975: ‘A culpa foi vossa’
    • 1.6 Exemplo 6: O uso da terceira pessoa
    • 1.7 Exemplo 7: A “libertação de Babilônia” em 1919 e as “impurezas”:
      • 1.7.1 Autoridades superiores
      • 1.7.2 Desenvolvimento do caráter
      • 1.7.3 Feriados pagãos
      • 1.7.4 Cruz
      • 1.7.5 Uso do nome Jeová
      • 1.7.6 Democracia
  • 2. Publicações antigas e “verdades estabelecidas” que deixaram de o ser
    • 2.1 Estudos das Escrituras
    • 2.2 O Mistério Consumado
      • 2.2.1 Falsas previsões
      • 2.2.2 Interpretações pitorescas
      • 2.2.3 Beemote = máquina a vapor
      • 2.2.4 Leviatã = locomotiva a vapor
      • 2.2.5 Miguel e anjos = Papa e Bispos
      • 2.2.6 O profeta Naum e o comboio
    • 2.3 Outras “verdades” que caducaram
    • 2.4 O acesso às publicações antigas
    • 2.5 ‘Os cristãos primitivos também cometiam erros’
  • 3. Apenas a “organização” sobreviverá à ‘grande tribulação’
  • 4. Ideias e atitudes “independentes”
  • 5. Bibliografia

Adaptado de uma mensagem enviada por Odracir para a mailing list testemunhas em 1999-12-02. Nas citações que aparecem nesta página, parte do texto foi colocado em letra maiúscula para ênfase. Algumas edições de A Sentinela citadas aqui, especialmente as mais antigas, foram publicadas inicialmente em lingua inglesa, podendo não haver a exata correspondência com a data da edição em português. Sobre o tema piramidologia, abordado neste artigo, recomendamos a leitura de A Sentinela de 1/1/2000, onde a Sociedade VIU-SE OBRIGADA a fazer um reconhecimento mais explícito e pormenorizado do assunto, após o mesmo vir a conhecimento público.

1. Branqueamento da responsabilidade por falsas profecias

1.1 Exemplo 1: A falsa profecia de 1914

No ano de 1889, no livro “The Time Is At Hand”, páginas 98 e 99, Charles Taze Russell declara:

“Na verdade, é esperar grandes coisas AFIRMAR, COMO O FAZEMOS, que dentro dos próximos 26 anos [1914/1915], TODOS os atuais governos serão DERRUBADOS e dissolvidos; porém, estamos vivendo em um tempo especial e peculiar, o “Dia de Jeová”, no qual os assuntos chegarão a uma conclusão RÁPIDA…. Em vista da forte evidência bíblica concernente aos Tempos dos Gentios, consideramos uma VERDADE ESTABELECIDA que o FINAL DEFINITIVO dos reinos deste mundo e o pleno estabelecimento do Reino de Deus se realize pelo fim de 1914 A.D.” (o maiúsculo é meu)

Tais afirmações referiam-se às previsões sobre os anos de 1874, 1878 e 1914, iniciando-se a ‘parousia’ de Cristo na primeira data (sua ‘posse’ como Rei na segunda data). É importante frisar que tais cálculos cabalísticos começaram com o inglês John Acquila Brown, no ano de 1823 — 29 anos antes do nascimento de Russell, 47 anos antes da formação do grupo dele e mais de meio século (54 anos) antes da publicação do livro que ele financiou, “Os Tres Mundos”. Diversas outras obras da organização reafirmaram tais cálculos como algo além de simples opinião, chamando-os de “datas de Deus” e, em alguns casos, questionando a fé ou a vigilância de quem deles duvidava — “Thy Kingdom Come” (1891), “Watchtower” de 15/1/1892, de 1/7/1894 e de 1/10/1907.

Em 1916, dois anos após o fracasso daquelas previsões e do desapontamento — desnecessário, diga-se de passagem — de Russell e de seus seguidores, os quais ficaram expostos ao escárnio público, o que afirmou ele sobre seu erro, agora impossível de ser negado? Deixemos que o próprio Russell fale:

“Este foi um erro natural no qual se pode cair, mas O SENHOR O INVALIDOU para a bênção de Seu povo. O pensamento de que a igreja seria ajuntada em glória antes de Outubro de 1914, TEVE CERTAMENTE UM EFEITO MUITO ESTIMULANTE E SANTIFICADOR sobre milhares, todos os quais podem consequentemente louvar o Senhor — ATÉ PELO ERRO.” (Prefácio de “The Time is At Hand”, 1916, página iv)

Note o leitor que, após envolver até o próprio Deus em seus erros, “invalidando-os” — na verdade, minimizando-os — encontrou o pastor Russell uma alternativa bastante conveniente a ter que encarar o fato de que suas predições nada tinham de “datas de Deus”. Chegou ele ao cúmulo de elogiar o erro, sim, de promover o erro como meio válido pelo qual Jeová guia seu povo. Isto deu margem, mais tarde, a novas predições, hábito este bastante comum entre os líderes das TJ até os nossos dias, bastante “fiéis” às suas origens, diga-se. Parece isto simples “explicação”, como quer o nosso companheiro H., ou clara JUSTIFICAÇÃO? Precisa Deus dos nossos erros?

Este caso não constitui exceção no “currículo” da Watchtower ou tampouco expressa a simples opinião de um membro da sociedade, à parte do que os outros pensavam e dissonante da postura histórica desta entidade no que se refere aos seus falhanços doutrinais. O próximo exemplo ilustra outra situação em que ela GLORIFICA, como organização, seus erros ao invés de se desculpar por eles — na verdade, subentende que eles foram SUPERIORES à verdade, em razão dos seus efeitos “protetores”. Vamos a ele:

1.2 Exemplo 2: A falsa interpretação das “autoridades superiores”

Até 1929, a Watchtower ensinava que as “autoridades superiores” mencionadas no capítulo 13 de Romanos correspondiam às autoridades governamentais seculares. A partir daquele ano, mudou seu “entendimento” do texto e passou a ensinar que o texto referia-se apenas a Deus e Jesus Cristo. Esta doutrina perdurou por mais de 30 anos, até que, em 1962, uma “nova luz” remeteu a sociedade DE VOLTA ao entendimento anteriormente abandonado — o que, por si só, desfere um golpe mortal na tese da “luz progressiva”. Este assunto é considerado em “A Sentinela” de 1/5/1996. Sobre a mudança doutrinária, o artigo, na pág. 14, diz:

“Olhando para trás, precisa-se dizer que esta maneira de encarar as coisas, que enaltecia a supremacia de Jeová e de seu Cristo, AJUDOU o povo de Deus a manter uma intransigente posição neutra durante este período difícil (isto é, desde a 2ª Guerra Mundial até a ‘guerra fria’)”. (o maiúsculo é meu)

Sobre isto, Ray Franz, com muita propriedade, diz:

“Quer dizer que, para todos os efeitos, ter tido o entendimento CORRETO, o entendimento que o apóstolo Paulo tinha em mente quando escreveu seu conselho, NÃO TERIA SIDO NEM TÃO SUFICIENTE PARA ORIENTAR, NEM TÃO EFICAZ PARA PROTEGER contra a ação não-cristã, quanto o conceito ERRÔNEO ensinado pela organização Torre de Vigia. Não há nada que mostre que Deus guie seu povo por meio do erro. Ele o fortalece com a verdade, NÃO COM O ERRO, em época de crise.” 1 João 1:5 (o maiúsculo é meu) — “Crise de Consciência”, pág. 497.

Alguém da lista concordaria, como quer o nosso companheiro H., que, neste caso, o corpo governante APENAS EXPLICOU, SEM DEFENDER?

1.3 Exemplo 3: Um tempo de “provas e purificação”

No Anuário de 1983, pág. 120, quase 70 anos depois do fracasso de 1914, a Watchtower insiste em minimizar seus erros ou, pelo menos, dar-lhes uma conotação piedosa. Após o relato sobre a inocultável frustração que envolveu a expectativa criada por Russell sobre o arrebatamento da igreja e o fim do mundo em 1914 — com o tropeço na fé de muitos — ela dirige a atenção do leitor para o fato de que aquele período era um tempo de “provas e purificação” — por meio do ERRO, naturalmente — e, a seguir, desvia-a para um comentário de um dos desapontados seguidores de Russell, o qual teria dito: “Em vez da esperada coroa da glória, recebemos um resistente par de botas para realizar a obra de pregação”. O assunto é concluído por aí mesmo, sem qualquer assumimento direto da responsabilidade por falsas previsões e suas consequências ou por um cândido pedido de desculpas, como seria de se esperar de humildes cristãos tementes a Deus.

Isto até que soaria comovente, caso não fosse hilariante! Parece isto mais com “explicação”, como quer o nosso companheiro H., ou com “justificação”?

1.4 Exemplo 4: A falsa profecia de 1925

No livro “Testemunhas de Jeová — Proclamadores do Reino de Deus” (1993), pág. 78, faz-se uma tentativa de justificação da falsa profecia de 1925, advogada pelo sucessor de Russell, J. F. Rutherford, por afirmar o seguinte:

“O ano de 1925 chegou e passou. Alguns abandonaram sua esperança. Mas a vasta maioria dos Estudantes da Bíblia permaneceu fiel. ‘Nossa família’, explicou Herald Toutjian, cujos avós se tornaram Estudantes da Bíblia no início do século, “chegou a reconhecer que esperanças não realizadas não são exclusividade dos nossos dias. Os próprios apóstolos tiveram semelhantes expectativas indevidas… Jeová é digno de serviço leal e de louvor COM OU SEM a recompensa final.”

O que, na verdade, isto quer dizer é COM OU SEM FALSAS PREVISÕES. Aquele argumento não procede, visto que não é a existência de uma recompensa que está em jogo — pois a Bíblia assegura a recompensa final aos servos leais de Deus — mas são as FALSAS EXPECTATIVAS criadas por uma organização, em função de uma data específica. A Watchtower, aqui, mais uma vez, passa ao lado da questão central, a saber, seus fracassos doutrinários. Queira notar o leitor que, tanto neste como no caso anterior, ela deixa que terceiros — membros dela, naturalmente — falem por ela. Dos que tropeçaram em razão das falsas profecias dela — nem uma palavra. Mesmo sabendo que muitos largaram seus empregos, venderam seus bens, abandonaram carreiras e até fazendeiros deixaram de colher suas safras, a Watchtower não lamenta aquele triste episódio. Mesmo sabendo que ele minou a fé de muitos, não só na organização, mas NA PRÓPRIA BÍBLIA. Mais uma vez ela não faz qualquer reconhecimento direto de que profetizou em vão. E, além disso, deixa de esclarecer ao leitor que, quando os apóstolos tinham expectativas quanto ao cumprimento de profecias em seus dias, eles estavam INDAGANDO a Cristo e NÃO ENSINANDO a milhões de “outras ovelhas”, no papel de ÚNICO CANAL ENTRE DEUS E OS SERES HUMANOS. A propósito, quanto a isto, Jesus respondeu aos discípulos: “NÃO VOS CABE OBTER CONHECIMENTO DOS TEMPOS OU DAS ÉPOCAS QUE O PAI TEM COLOCADO SOB SUA PRÓPRIA JURISDIÇÃO.” (Atos 1:7) Quão a sério tem o “escravo fiel e discreto” levado estas palavras nos últimos cem anos? Tem sido a estrita adesão a estas palavras de Cristo que tem motivado o conselho supremo da Torre de Vigia a especular sobre datas específicas para “o fim” ou terá sido o interesse em intensificar o ritmo de atividades de proselitismo dos adeptos, “alavancando” assim os chamados “AUGES” organizacionais tão propalados em sua literatura? Devemos louvar a Deus ou louvar números?

Mais uma vez, pergunto: parece isto com simples “explicação”, como quer o nosso companheiro H., ou clara “justificação”?

Ler mais

Desenvolvido em WordPress & Tema por Anders Norén