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Vaticano: Papa contesta legalização de «drogas leves»

Francisco recebeu responsáveis de 129 países na luta contra o narcotráfico

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Cidade do Vaticano, 20 jun 2014 (Ecclesia) – O Papa Francisco manifestou-se hoje contra a legalização das chamadas “drogas leves”, afirmando que o problema da toxicodependência exige outro tipo de soluções.

“Gostaria de dizer com muita clareza: a droga não se vence com a droga! A droga é um mal, e com o mal não pode haver relaxamento ou cedência. Pensar em reduzir os danos ao permitir o uso de psicofármacos às pessoas que continuam a usar droga, não resolve de facto o problema”, declarou, perante os participantes na reunião anual dos responsáveis das agências antidroga mundiais.

Francisco considerou “pelo menos questionável” a legalização de drogas leves, “mesmo de modo parcial”, e disse que esta decisão “não produz os efeitos que foram pré-fixados”.

“O flagelo das drogas continua a fazer estragos em formas e dimensões impressionantes, alimentado por um mercado vergonhoso que atravessa as fronteiras nacionais e continentais. Desta forma, continua a crescer o perigo para os jovens e adolescentes”, alertou.

Francisco falava perante os participantes da 31ª edição da ‘International Drug Enforcement Conference’ (IDEC), que este ano se realizou em Roma entre terça e quinta-feira.

O tema do encontro foi ‘O desmantelamento das estruturas financeiras do narcotráfico’, congregando 500 delegados de 129 países.

O Papa manifestou-se ainda contra o uso de drogas de substituição, considerando que as mesmas são uma “forma velada” de rendição.

“Quero reafirmar o que já disse noutra ocasião [audiência geral de 7 de maio de 2014]: não a qualquer tipo de droga. Simplesmente, não a qualquer tipo de droga”, afirmou.

“Oportunidades de trabalho, educação, desporto, vida saudável: este é o caminho da prevenção da droga. Se forem realizados estes ‘sim’, não há lugar para a droga, para o abuso de álcool, para as outras dependências”, prosseguiu.

Francisco elogiou o papel da Igreja Católica, que “não abandonou os que caíram na espiral da droga”.

Secretário da CNBB: aborto é um crime que clama aos céus

Dom Dimas esclarece informações de imprensa

BRASÍLIA, segunda-feira, 23 de agosto de 2010 (ZENIT.org) – O secretário geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Dimas Lara Barbosa, reafirmou a “posição inegociável” da Igreja “de defesa intransigente da dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural”.

O bispo divulgou uma nota em que contesta o jornal O Estado de S. Paulo, que publicou matéria afirmando que Dom Dimas “admitiu que os católicos votem em candidatos que são favoráveis ao aborto”.

“Foi com desagradável surpresa que vi estampada minha fotografia no topo da página A7 da Edição de hoje, sexta-feira, 20 de agosto, com a nota de que eu teria admitido que os católicos votem em candidatos que são favoráveis ao aborto”, afirma o bispo na nota.

“O aborto é um crime que clama aos céus, um crime de lesa humanidade”, afirmou. Segundo Dom Dimas, os católicos “jamais poderão concordar com quaisquer programas de governo, acordos internacionais, leis ou decisões judiciais que venham a sacrificar a vida de um inocente, ainda que em nome de um suposto estado de direito”.

De acordo com o bispo, o contexto que deu origem à manchete em questão é uma reflexão que ele fazia em torno da diferença entre eleições majoritárias e proporcionais.

“No caso da eleição de vereadores e deputados (eleições proporcionais), o eleitor tem uma gama muito ampla para escolher. São centenas de candidatos, e seria impensável votar em alguém que defenda a matança de inocentes, ainda mais com dinheiro público”, explica.

“No caso de eleições majoritárias (prefeitos, senadores, governadores, presidente), a escolha recai sobre alguns poucos candidatos. Às vezes, sobretudo quando há segundo turno, a escolha se dá entre apenas dois candidatos. O que fazer se os dois são favoráveis ao aborto? Uma solução é anular o próprio voto. Quais as conseqüências disso? O voto nulo não beneficiaria justamente aquele que não se quer eleger?”

Segundo Dom Dimas, trata-se de “uma escolha grave, que precisa ser bem estudada, e decidida com base numa visão mais ampla do programa proposto pelo candidato ou por seu Partido, considerando que a vida humana não se resume a seu estágio embrionário”.

“Na luta em defesa da vida, o problema nunca é pontual. As agressões chegam de vários setores do executivo, do legislativo, do judiciário e, até, de acordos internacionais. E chegam em vários níveis: fome, violência, drogas, miséria…”

“São as limitações da democracia representativa. Meu candidato sempre me representa? Definitivamente, não! Às vezes, o candidato é bom, mas seu Partido tem um programa que limita sua ação.”

Por isso – prossegue o bispo –, o exercício da cidadania “não pode se restringir ao momento do voto. É preciso acompanhar, passo a passo, os candidatos que forem eleitos”.

Dom Dimas deseja “que o Senhor da Vida inspire nossos eleitores, para que, da decisão das urnas nas próximas eleições, nasçam governos dignos do cargo que deverão assumir. E que o cerne de toda política pública seja a pessoa humana, sagrada, intocável, desde o momento em que passa a existir, no ventre de sua própria mãe”.

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