Tag: Anglicanos (Página 1 de 3)

Líder anglicano reconhece que Sacramento da Confissão é “enormemente poderoso”

Sacramento da Confissão

LONDRES, 14 Out. 13 / 02:40 pm (ACI/EWTN Noticias).- Em seu discurso realizado com ocasião da Reunião Anual dos líderes das “Igrejas Juntas na Inglaterra”, o arcebispo de Canterbury e líder da igreja anglicana, Justin Welby, reconheceu o grande poder do “grande sacramento da reconciliação: a confissão”.

Ao dirigir-se aos líderes religiosos, entre os que se estava o Arcebispo de Westminster e Presidente da Conferência dos Bispos Católicos da Inglaterra e Gales (CBCEW), Dom Vincent Nichols, Welby assinalou que “dentro da tradição católica, aprendi durante os últimos 10 anos sobre o grande sacramento da reconciliação: a confissão”.

“É enormemente poderoso e terrivelmente doloroso quando se faz corretamente”, disse.

O líder anglicano disse que “é realmente horrível quando vais ao teu confessor. Duvido que despertes de manhã e pense ‘isto vai ser muito divertido’”.

“É muito incômodo, mas através dela (a confissão), Deus dá o perdão e a absolvição, e uma sensação de limpeza, uma sensação de saber que lhe pertencemos, que somos seus filhos”, assegurou.

Religiosas abandonam anglicanismo para entrar na Igreja Católica

As Irmãs da Santíssima Virgem Maria

LONDRES, 03 Jan. 13 / 03:55 pm (ACI/EWTN Noticias).- Onze religiosas da Comunidade da Santíssima Virgem, uma das primeiras ordens anglicanas criadas depois da separação da Igreja Católica no século XVI, uniram-se ao Ordinariato criado pelo Papa Bento XVI para receber a ex-anglicanos.

As tensões ao interior dos anglicanos estão ficando mais fortes a raiz de terem tentado aprovar a ordenação de mulheres bispos, disposição que foi aprovada pelos bispos mas rejeitada pelos leigos em novembro de 2012.

A Santa Sé anunciou, em janeiro de 2011, a criação oficial do Ordinariato Pessoal Nossa Senhora de Walsingham para a Inglaterra e Gales, como “uma estrutura canônica que permite uma reunião corporativa de tal modo que os ex-anglicanos possam ingressar na plena comunhão com a Igreja Católica preservando elementos de seu patrimônio anglicano”.

As ex-religiosas anglicanas, cujas idades variam entre os 45 e os 83 anos, foram recebidas na Igreja Católica em 1º de janeiro, e serão conhecidas daqui para frente como as Irmãs da Santíssima Virgem Maria.

Em sua homilia, o Pe. Daniel Seward, Pároco do Oratório de Oxford (Inglaterra), deu as boas-vindas às religiosas à Igreja Católica, e lhes assegurou que “ao que vocês se estão unindo não é nada estranho ou estrangeiro, mas é o seu próprio patrimônio”.

“O gênio espiritual de São Bento, cuja regra vocês vivem, o estudo e a prática da sagrada liturgia, e a veneração e amor à Mãe de Deus, Nossa Senhora de Walsingham, todas estas coisas são parte da antiga glória deste país, que foi uma vez uma ilha de Santos e de Maria”.

As religiosas permanecerão em sua atual residência de forma temporária, até que encontrem um lar permanente.

Imagens católicas ou ídolos pagãos?

As provas Bíblicas do uso de imagens e ícones na liturgia e devoção.
michelangelo_pieta-984885

Fiquei muito satisfeito com a visita de dois Testemunhas de Jeová à minha casa. Foi muito desafiante ver que os dois eram bem firmes sobre sua crença. Um homem e uma mulher, Bíblia na mão, desejosos em começar a discussão. Uma foto colorida da estátua de Nossa Senhora de Fátima – a que verteu lágrimas em Nova Orleans – estava em um lugar bem proeminente na parede da sala. Os TJs não perderam tempo.

“Eu era católica, sabia?”, ela iniciou, “até que compreendi que estava adorando ídolos ao invés de Jeová”, disse candidamente. “Me livrei de todos os ídolos que tinha, e centrei minha atenção na Bíblia”. Imaginei que se meus visitantes fossem Anglicanos ou algum outro ministro protestante poderíamos ter tido uma discussão mais racional sobre este assunto. Mas não com TJs. A maioria dos anglicanos da Austrália não relutaria em ver estátuas da rainha Vitória nos parques públicos. O mesmo se aplica ao capitão Cook e outros grandes personagens da história daquele país. Nem os protestantes dos Estados Unidos – clássicos ou pentecostais – acreditam que o Memorial Lincon em Washington é um templo pagão para adoração de um ídolo de fundição cujas características são de um presidente já morto.

Não. Todos sabem que aquelas estátuas possuem um propósito específico, isto é, relembrar a nós da pessoa que é honrada, suas virtudes e feitos pelo bem da nação. Se alguém pichar as estátuas da rainha Vitória ou de Abraham Lincon não estará simplesmente desfigurando um pedaço de ferro fundido, mas a memória da pessoa e, conseqüentemente, os valores da nação que por extensão estão representadas na pessoa da estátua. É por isso que imagens são feitas para honrar grandes homens e mulheres, e é por isso que temos fotos de nossos queridos em lugares especiais em nossas casas, e, às vezes, beijamos a figura de um filho ou filha morta, ou por saudade do noivo que está viajando, como expressão de carinho a ele ou ela.

Mas todas estas considerações são totalmente estranhas aos TJs. Tive de falar em uma língua que eles entendessem. Então comecei: “Estou satisfeito em saber que você se livrou de todos os ídolos de sua casa e centrou sua atenção na Bíblia. Isto é ótimo. Agora, diga-me, o que você me diria se eu adquirisse um Bíblia de você, e, ao invés, de ler, eu chutasse ela através da porta, rasgasse ela e terminasse fazendo aviõezinhos com suas páginas, que lançaria pela janela até a rua. Agora, o que você diria?” Terminei de dizer sorrindo.

Ela respondeu, “Diria que você não tem respeito pela Palavra de Deus, e irá receber a ira de Jeová…” “Por enquanto é só” – disse eu – “Mas o livro da Bíblia não é só… papel? Para quê esse exagero todo? Um dicionário, uma lista telefônica, um jornal e uma Bíblia são, estritamente falando, apenas papel e tinta! Porque vocês TJs seriam indiferentes se eu fizesse aviõezinhos de papel com papel de uma lista telefônica, mas não ficariam se eu os fizesse usando o papel de uma Bíblia?”

O rapaz estava doido para falar: “A Bíblia contém a mensagem de Jeová, e suas páginas devem ser tratadas com reverência e respeito pelo que representam. Uma lista telefônica ou um dicionário não representam da Palavra de Jeová Deus”, ele concluiu, com um toque de seriedade pontifícia. “Pois é por esta mesma maneira que temos imagens”, eu disse. “Não é o ferro ou madeira ou outro material usado que se faz importante, mas a personalidade representada, a mensagem que elas trazem”.

“Devemos ser guiados pelo Bíblia, sabia” disse a mulher, bem treinada na maneira de mudar de assunto. “E a Bíblia é muito, muito clara quanto imagens e ídolos, sabia? Veja Ex 20,2-5. Aqui você vê os mandamentos de Jeová contra qualquer forma de ídolo ou estátuas, como preferir chamá-las. Posso ler para você na sua própria Bíblia, se preferir?” Ela tomou minha Bíblia da mesa de café, e suas mãos bem treinadas passearam pelas páginas. Então, com uma face ardente, ela leu bem alto: “Eu sou o Senhor teu Deus que te tirou do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagens de escultura, nem figura alguma do que há embaixo da terra, nem do que há nas águas debaixo da terra. Não adorarás tais coisas, nem lhes prestarás culto. Porque eu o Senhor teu Deus sou um Deus ciumento”.

Ela parou por um momento, para ter certeza que eu ouvi a mensagem, e, com um estudado aceno com a cabeça terminou dizendo que… “Como você vê, Jeová Deus abomina idolatria… sabia?”

“Sim, sabia”, respondi. “Mas Deus não está condenando pinturas ou esculturas como uma arte, mas apenas as imagens ou outras representações que eram adoradas pelo povo. Você retirou o texto de seu contexto natural e transformou-o em um pretexto contra a Igreja Católica. Se você verificar outros textos paralelos, verá que o que Deus condena é a escultura de ídolos com o propósito de adoração destes mesmos ídolos, que são vistos como ?deuses? pelo povo idólatra, e não meramente imagens representando heróis nacionais ou santos. Veja, por exemplo, Ex 20,23 e 34,17; Lv 19, 4.26; Dt 4,23-24.27,15.” (o leitor desta carta verifique, por favor, estas passagens).

“Quer dizer”, falou o rapaz, “Que você está me dizendo que, se o povo não adorar as imagens como deuses mas simplesmente as honrar como representações de pessoas virtuosas, Jeová não levará em consideração?”

“Matou a charada, meu rapaz”, respondi. “O que estou querendo dizer para você é ainda mais: Deus nosso Senhor ordenou que imagens fossem esculpidas! Ele disse ao povo para ter mais respeito a elas que qualquer Britânico teria com a imagem da rainha Vitória, ou qualquer patriota americano teria com o memorial Lincon … sabia?” Conclui, com algo meio teatral.

A moça deu uma risada irônica que ecoou pela sala, como morcegos com um radar defeituoso em uma pequena garagem. “Mas você não encontra isto na Bíblia!!!”, bradou ela. “É uma invenção católica romana, porque Jeová Deus nunca se contradiria! Como poderia condenar ídolos e depois ordenar que fossem esculpidos? Não pode ser, sabia disso?”

“Claro que não pode ser!”, disse. “Isto não foi o que eu disse. Deus nosso Senhor condena a feitura de ÍDOLOS para adoração, mas ordena a escultura de IMAGENS para veneração”

O rapaz estava tão ansioso que sua transpiração atravessava sua nuca: eles achavam que finalmente tinham me encurralado. Deixei que eles tivessem alguns momentos de alegria, mas não muitos. “Posso mostrar a você na Bíblia”? perguntei.

“Seja nosso guia”, responderam em uníssono. Peguei a Bíblia na mesa do café, enquanto eles se sentavam alegres e triunfantes. “Aqui está”, disse. “Vocês sabem que o lugar mais sagrado mundo era o santuário que guardava a Arca da Aliança. Ela era tão sagrada que nenhum outro senão o sumo sacerdote podia toca-la. Ela continha as tábuas dos mandamentos. Em Ex 25,8 Deus diz: ?devem fazer um santuário para mim, e eu habitarei no meio deles?. Agora, notem que Deus não disse que o santuário deveria ser para simboliza-lo, mas pêra Ele próprio. Ali Ele habitaria, no meio do povo. Agora, os versos 10 a 16 nos falam sobre a Arca da Aliança. Nos vv 17-21 Deus diz: ?Farás também o propiciatório [uma tampa, um opérculo, para a Arca, no qual o sumo sacerdote aspergirá sangue na festa reconciliação] de ouro puro… Farás dois querubins de ouro batido nas duas extremidades do propiciatório, cubram ambos os lados, estendendo as asas e cobrindo o oráculo, e estejam olhando um para o outro com os rostos voltados para o propiciatório, na qual porás o testemunho que eu hei de dar.”

Esperei um momento, e conclui: “Claro, poderíamos questionar sobre o estilo atual destas imagens de querubins, mas o assunto que permanece é que Deus ordenou que eles fossem esculpidos e colocados na arca.”

Meus visitantes TJs estavam silenciosos, olhando para mim. “Não é incrível”, continuei, indiferente, “que Deus Nosso Senhor se renderia a tantos detalhes para descrever as imagens que Ele quisesse ter entre os mais sagrados objetos da terra, a Arca da Aliança?”

“Mas estes eram apenas um símbolo dos querubins do paraíso, sabia?”, disse a dama. “Não eram querubins reais, ou ídolos para ser adorados”.

“Claro que não!”, respondi, enfaticamente. “Eram imagens de querubins, o que é precisamente o que a Igreja Católica ensina” Não são ídolos, de outro modo Deus estaria se contradizendo, condenando e ordenando a mesma coisa. O propiciatório e as imagens dos querubins representavam o trono de Deus no céu, de onde Ele governa o universo.

“Além disso, no v. 22 do mesmo capítulo do Êxodo, falando sobre o propiciatório com suas duas imagens de querubim, Deus diz: ?De lá te darei as minhas ordens, em cima do propiciatório e do meio dos dois querubins, que estão sobre a arca do testemunho, e te darei todas as coisas que por meio de ti intimarei aos filhos de Israel?”.

Meus visitantes estavam meio abalados. “Como vocês vêem”, conclui, “Era entre duas imagens que Deus falava a seu povo. Certamente Deus não ordenaria a Moisés esculpir ídolos na Arca da Aliança, porque idolatria era – e é – uma abominação aos olhos do Senhor”.

Deixei alguns segundos se passarem, e toquei a trombeta para uma outra batalha: “Quando Salomão construiu o templo, foi para cumprir uma ordem de Deus para construir uma morada para Ele, Deus, representada pela Arca. Vejam em Rs 7 (ou 1 Samuel na sua Bíblia). O profeta Natan diz: ?Diz o Senhor: Edifique uma morada para que eu possa habitar? – note como Deus não diz uma casa para a Arca habitar, mas uma morada para Ele mesmo. Ele estava presente onde a Arca estava, e com as famosas imagens”

“Não havia idolatria no templo, Jeová abomina idolatria”, disse o rapaz, tentando achar um ponto essencial.

“Perfeitamente”, respondi. Estava surpreendido o quanto concordava com meus amigos TJs. “Quando Salomão terminou o templo o livro dos reis diz (1 Rs 6,22-35), ?Nada havia no templo que não estivesse coberto de ouro, também cobriu de orou o altar do oráculo?, mas agora vem a maravilha. ?Pôs no oráculo dois querubins feitos de madeira de oliveira, de dez côvados de altura… Pôs os querubins no meio do templo interior. Tinham as suas asas estendidas, de sorte que uma asa tocava a parede, e a asa do outro querubim tocava na outra parede; e as asas juntavam-se no meio do templo. Cobriu também de ouro os querubins?”.

Meus visitantes seguravam seus fôlegos. Continuei: “Vocês sabem o tamanho daqueles querubins? Os do propiciatório eram comparativamente pequenos, como as imagens dos católicos em suas casas, mas aquelas duas gigantes mediriam hoje 10 cúbitos (1 cúbito = 50 cm) de altura, o que seriam cerca de 5 metros de altura! Agora, é uma grande imagem, se me perguntarem! São maiores que as da Basílica de São Pedro no Vaticano…!”

Não dei trégua aos meus visitantes: “Mas não haviam somente imagens de querubins que ?Jeová? ordenou que fossem esculpidas para o Santo dos Santos: Também haviam esculturas nas paredes, assim como vocês vêem nas Igrejas católicas e nos monumentos. Aqui está, o mesmo capítulo, versos 29 a 35: ?Fez adornar todas as paredes do templo em roda com várias molduras e relevos, figurando nelas querubins, palmas, e diversas figuras…?. Os mesmos querubins e palmas foram esculpidas nas portas do oráculo, que foram revestidos de ouro, e na entrada dos pilares do Templo: todas as imagens foram revestidas de ouro. Mesmo o famoso véu do templo tinha querubins desenhados nele, como vocês podem ler em 2 Cr 3,7.”

Tomei um pouco de ar e disparei: “Agora eu pergunto para vocês: Deus contradisse a si mesmo quando condenou a escultura de ídolos e logo depois ordenou a escultura de imagens colocadas no lugar mais sagrado do mundo, que Ele mesmo escolheu para habitar? Ou Ele sabia muito bem a diferença entre ÍDOLOS para adoração e IMAGENS para veneração?”

Meus visitantes tinham de dizer alguma coisa. O rapaz gaguejou: “Mas estas decorações foram idéia de Salomão, não de Jeová…” disse, meio que convencido.

“Nem tanto!” disse a ele. “As decorações seguem o rumo que Deus deu a Moisés para a Arca da Aliança e a Salomão para as imagens gigantes de querubins no Santo dos Santos. Além disso, Deus mesmo consagrou o templo e habitou nele, no dia da Dedicação. Você pode ver tudo isso no livro dos Reis. Vou ler somente alguns versos para vocês (eles não gostam muito quando católicos lêem a Bíblia para eles, mas eles não tinham escolha)”.

“Sim, a dedicação do templo, vamos lá: ?Os sacerdotes trouxeram a Arca da Aliança do Senhor para este lugar, no oráculo do templo, para dentro do Santo dos Santos sob as asas dos querubins… Quando os sacerdotes saíram do santuário, uma nuvem encheu a casa do Senhor, e os sacerdotes não podiam mais ministrar por causa da nuvem: PORQUE A GLÓRIA DE DEUS TINHA ENCHIDO A CASA DO SENHOR?”.

“Vocês podem imaginar?”, comentei. “A glória do Senhor encheu uma morada repleta de imagens!”.

Meus visitantes ficaram pensando. E pensar é uma coisa muito boa para fazer: “Incrível, não é? A glória de Deus descendo sobre uma multidão de imagens, todas revestidas de ouro! Lembrem-se que o bezerro de ouro que os hebreus fizeram na no Monte Sinai também era revestido de ouro: isto foi condenado por Deus porque foi usado com o propósito de adoração como a um deus, mas não os querubins de ouro do santuário. Deus quis que eles fossem esculpidos para serem uma representação de Seu Trono no céu, tanto os querubins quanto os serafins

O bezerro era um ídolo, e devia ser destruído. Os querubins eram imagens, ordenadas por Deus para serem esculpidas, e glorificadas por sua própria presença. Esta é a diferença. Na Bíblia você pode ler que no livro da Sabedoria, 14,12-29, as grandes condenações à idolatria.”

Neste momento minha esposa entrou na sala carregando uma bandeja: café, chá, biscoitos, e água gelada (o verão na Austrália é muito quente). Assim que colocou os itens na mesa, pegou o fim da minha leitura e sabia exatamente de onde eu estava vindo. Antes de sair ela lançou um pequeno desafio aos TJs, para ver se eles tombariam. E eles tombaram. Ela disse: “Deus ordenou que imagens fossem esculpidas somente na Arca e no Santo dos Santos, certo? Com certeza não há em nenhum lugar na Bíblia onde as imagens representem alguma coisa santa? Mas Deus ordenou a Moisés que fizesse uma imagem de uma serpente e colocasse em uma vara. E, milagrosamente, aquele que fosse mordido por uma serpente seria curado pelo simples olhar para a serpente de bronze”

Minha esposa ainda completou: “Milagres ocorreram através de uma imagem! Incrível como Deus pode confundir Seus inimigos…”

Tive, então, de completar o assunto sobre a serpente: “Agora, o bonito é que os hebreus eram tão curvados à idolatria que começaram a adorar a serpente como a um deus. O resultado, o Rei Ezequias teve de destruí-la. Vejam em 2 Rs 18,4. Trabalho bem feito! Vamos examinar isto: enquanto eles a usaram como uma imagem milagrosa por onde Deus curava as pessoas estava tudo bem. Deus concedia cura através dela. Mas quando eles começaram a adorar a imagem como um deus, quando começaram a queimar incenso a ela como um sinal de adoração, ela tinha de ser destruída. Não porque era um imagem de escultura, mas por causa do mal uso que fizeram dela. O princípio permanece: o abuso não destrói o uso.”

“Mas, mas… estas coisas aconteceram somente nos dias das Escrituras dos hebreus, sabia?”, disse a moça TJ. “Estamos vivendo agora no tempo comum, e as escrituras cristãs gregas nos libertaram dos preceitos da lei antiga, sabia? Jesus aboliu tudo e recomeçou uma nova”.

“É só isso?”, eu perguntei. “Então, em sua opinião, Jesus veio para destruir, não para cumprir; para abolir, não para trazer a perfeição; para encobrir,não para fazer as profecias do Antigo Testamento tornarem-se realidade no Novo. Não, meus amigos, Jesus deixou muito claro no sermão da montanha que Ele ?não veio para destruir, mas para cumprir?. Ele também disse que o povo não devia crer que Ele veio ?destruir a lei e os profetas?. Isto está em Mt 5,17. o que os hebreus possuíam apenas em figura, nós temos em realidade. Mas não preste atenção só em mim: veja as palavras de Jesus quando Ele diz ?assim como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve o Filho do Homem ser erguido, e todos que nele acreditarem não cairão, mas terão a vida eterna? (Jo 3,16).

Meus visitantes provavelmente não tinham percebido ainda que a serpente de bronze era um prefiguração de Jesus na cruz para trazer cura espiritual e vida eterna para aqueles que olharem para Ele com os olhos da fé. “Mas”, iniciou o rapaz, “isto é muito interessante para os pontos de vista arqueológicos, claro, mas os cristãos primitivos não se reuniam em volta de uma serpente para veneração, sabia?”

“Seu sarcasmos não adiantou muito”, respondi. “Você entendeu perfeitamente bem que a serpente era um símbolo no Antigo Testamento – veja Adão e Eva – e Jesus tomou nossos pecados sobre Ele para nos reconciliar com Deus. As serpentes fizeram as pessoas sofrerem e morrerem, assim como os pecados nos fazem sofrer e morrer eternamente.. os hebreus foram curados fazendo a vontade de Deus assim como foi dito a Moisés, o representante de Deus na terra: olhando para a serpente em uma vara, após terem pedido o perdão de Deus por Moisés. Quando nos arrependemos, somos curados dos nossos pecados por fazer a vontade de Deus como nos foi dito pela Igreja, a representante de Deus na terra: olhando com os olhos espirituais para Jesus na cruz, e pedindo a misericórdia de Deus através de seus sacerdotes, a quem Deus deu o poder de perdoar pecados. Jo 20,23”.

“Mas foi a igreja católica quem inventou a confissão dos pecados por um padre, sabia?”, disse a jovem moça TJ. “Por favor, não mude de assunto”, respondi. “Fiz uma alusão à confissão somente para mostrar a realidade da crucificação de Jesus e a cura do povo no Novo Testamento sendo prefigurados pela serpente de bronze em um vara curando as pessoas no Antigo Testamento. Se vocês não podem ver isto, realmente me preocupo com vocês”.

“Não há nenhuma menção na Bíblia de que os primeiros cristãos dos tempos pré-constantinianos se preocupavam com pinturas, imagens ou outras ?obras de arte?”.

“Se você conhecesse a história dos primeiros cristãos, saberia que as catacumbas primitivas até hoje ainda possuem pinturas representando Jesus como o bom pastor, pão e peixe, a Arca de Noé e muitas outras representações. Se for à Roma, poderá vê-las se quiser. Um imenso número deles são da era pré-constantiniana. Você pode dizer que os primeiros cristãos não desenvolveram a arte de esculpir imagens ou pinturas religiosas nesta época: ora, eles eram perseguidos até a morte, e quando se é perseguido até a morte creio que não sobra muito tempo para desenvolver habilidades artísticas, você teria?”.

Não achei que meus visitantes estavam entendendo o que estava falando. Eles pareciam interessados em mudar o assunto para a Confissão. Mas eu não estava interessado em começar uma nova discussão. Quando nos dirigíamos em direção à porta, minha esposa disse a eles, “não é interessante São Paulo dizer que Jesus é a imagem de Deus? Ele geralmente usa a palavra ?ícone? para dizer ?imagem?. Veja na carta aos Hebreus 1,3”.

Como eles não comentaram, ela continuou: “E vocês sabiam qual foi o primeiro artista que produziu a primeira imagem, para ser respeitada e amada, ser cuidada e honrada, certamente, mas não para ser adorada como deus?” Nossos amigos subitamente pararam, cheios de curiosidade. “Quem foi este?”, disse o jovem. “Com certeza Jeová não gostaria de uma imagem de si mesmo. Quem foi?”.

“Você disse agora mesmo!”, respondeu minha esposa dando seu sorriso costumeiro. “Foi Deus mesmo o grande artista da primeira imagem de si mesmo – e não estou falando de Jesus…”

quando nossos visitantes chegaram à porta, ela concluiu: “Leiam em Gênesis 1,26-27: Deus disse, ?façamos o homem à nossa imagem e semelhança… Deus criou o homem em sua imagem. Na imagem de Deus foram criados os homens. Homem e mulher os criou?”. Agora eu tinha certeza que os TJs não tinham prestado atenção a isso. “Sim, meus amigos”, continuou, “em linguagem Bíblica, o casamento cristão é a primeira e maior imagem de Deus na terra – e Deus mesmo fez esta imagem, este ícone, esta representação dele mesmo, não para ser adorada, mas para ser amada, respeitada, honrada. Tenham um bom dia, e venham novamente!”.

Quando fechamos a porta, desejamos que nossos visitantes pensassem sobre as passagens Bíblicas e nos argumentos que demos para que considerassem.

Os cristãos devem perceber que a veneração dos ícones, e depois das imagens, tem sido uma tradição cristã desde das épocas das catacumbas. A primeira vez que uma oposição ocorreu contra seu uso foi no século 8 pelo imperador Bizantino Leão, o Isáurico. Influenciado pelo islamismo e pelo maniqueísmo, foi o grande promotor da heresia conhecida como iconoclasmo. Esta heresia foi condenada no 2º Concílio de Nicéia em 787 d.C. e não retornarama te a revolta de Lutero em 1517. é interessante notar que nas igrejas ortodoxas, que quebraram a unidade com Roma séculos antes de Lutero, mantiveram a tradição do uso dos ícones na liturgia e nas devoções de maneira intacta até hoje.

Tradução de Rondinelly Ribeiro.

Fonte: Veritatis Splendor

600 anglicanos iniciam caminho rumo à plena comunhão com a Igreja Católica na Inglaterra

LONDRES, 10 Mar. 11 / 11:34 am (ACI/EWTN Noticias)

600 fiéis anglicanos acompanhados de 20 pastores iniciaram nesta quarta-feira de Cinzas seu caminho rumo à plena comunhão com a Igreja através do Ordinariato Católico Nossa Senhora de Walsingham estabelecido pelo Papa Bento XVI na Inglaterra.

Este grupo se une aos cinco ex-bispos anglicanos que já fazem parte do ordinariato.

A AP informou que um dos 20 sacerdotes que forma parte do grupo é David Lashbrook, quem em seu sermão de despedida na St. Marychurch em Torquay no sudeste da Inglaterra, assinalou que o sínodo geral anglicano “está buscando fazer que a igreja se conforme à cultura em vez de ser fiel à nova vida em Jesus Cristo”.

Por sua parte, Mary Huntington, do escritório de imprensa da diocese católica de Brentwood na área leste de Londres, assinalou que 241 adultos e crianças, incluindo sete sacerdotes, ingressarão na plena comunhão ali.

Do mesmo modo, Simon Chinery, um sacerdote anglicano encarregado de duas igrejas em Plymouth, comentou que experimenta “uma sensação de paz, uma sensação de emoção e um pouco de nervosismo” enquanto se prepara para entrar na Igreja Católica.

Em sua opinião o Papa Bento XVI tem facilitado o processo para os anglicanos que assim desejam possam converter-se ao catolicismo. Antes, considerou, a porta “estava aberta pela metade” mas agora está “de par em par e nos puseram um tapete de boas-vindas”.

Estes conversos não receberão a comunhão até o dia da sua Confirmação pouco antes da Páscoa, enquanto que os sacerdotes anglicanos serão ordenados sacerdotes católicos na festa de Pentecostes e logo depois de completar a formação teológica apropriada.

A comunhão anglicana sofreu uma importante ruptura interna depois que algumas de suas comunidades aprovaram a ordenação de bispos homossexuais e mulheres “bispos”. Em novembro de 2009, o Papa Bento XVI publicou a constituição apostólica Anglicanorum coetibus, na que estabelece o modo no qual os anglicanos que assim o desejem possam ingressar na comunhão plena da Igreja Católica.

Em 15 de janeiro de 2011, a Santa Sé anunciou a criação oficial do Ordinariato Pessoal de Nossa Senhora do Walsingham, como “uma estrutura canônica que permite uma reunião corporativa de tal modo que os ex-anglicanos possam ingressar na plena comunhão com a Igreja Católica preservando elementos de seu patrimônio anglicano”.

Grupos de Luteranos pedem ao Papa um novo ordinariato para unirem-se à Igreja Católica

Fonte: InfoCatolica.com – 08/03/2011 – 8:33h
Tradução: Carlos Martins Nabeto

O diretor da Seção de Doutrina da Congregação para a Doutrina da Fé, Pe. Hermann Geissler, confirmou que após a “Anglicanorum Coetibus”, grupos de luteranos da América do Norte e Escandinávia solicitaram ao Papa Bento XVI a criação de um Ordinariato e o retorno à plena comunhão com Roma.

O diretor da Seção de Doutrina da Congregação para a Doutrina da Fé, Pe. Hermann Geissler, confirmou que após a autorização das conversões de grupos de anglicanos ao Catolicismo, agora o Papa Bento XVI está recebendo pedidos de grupos de luteranos que querem retornar ao seio da Igreja de Roma. O sacerdote fez essas revelações à revista “The Portal”.

Segundo Pe. Geissler, luteranos da América do Norte e Escandinávia têm se colocado em contato com anglicanos e também com a Sé Apostólica visando a possibilidade de o Papa vir a criar um ordinariato especialmente destinado a eles.

Em relação a isso, o sacerdote reconheceu que a Congregação para a Doutrina da Fé está estudando a questão e assegurou que “o Santo Padre fará todo o possível para levar outros cristãos à comunhão plena com a Igreja Católica”.

Primaz anglicano: Visita do Papa a Reino Unido foi um êxito

LONDRES, 21 Set. 10 / 02:00 pm (ACI).- O Primado da igreja anglicana e Arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, afirmou que a visita do Papa Bento XVI a Reino Unido foi um êxito e descartou os prognósticos negativos da imprensa britânica e internacional.

“O mais importante que quero dizer é que foi uma ocasião extremamente feliz e que o recebimento que o Papa teve dos bispos anglicanos, das pessoas na rua e naturalmente no Westminster Hall foi enormemente positivo. A oração ecumênica da tarde na Abadia foi intensamente comovedora para todos os presentes”, expressou o líder anglicano à Rádio Vaticano.

Nesse sentido, disse que “é uma pena que o mundo só veja as controvérsias ou as pequenas coisas negativas, enquanto que o imenso peso da oração cotidiana, da compreensão, do amor e da amizade que há entre nós passa inadvertido”.

Para Rowan Williams, a visita do Papa “foi uma ocasião verdadeiramente bendita, e as pessoas foram em massa às ruas para manifestar sua fé”. “Como muitas pessoas me disseram nesta ocasião, quando se pensa que isto teria sido totalmente inimaginável há 40 ou 50 anos, inclusive ao início do Concílio Vaticano II, está claro que algo aconteceu”, acrescentou.

O Arcebispo disse que parte deste algo “é uma volta às raízes, algo do qual o Papa e eu falamos em privado –são alguns de nossos entusiasmos teológicos comuns– a herança dos Padres e de novo o rezar juntos ante o sacrário de São Eduardo o Confessor, olhando para trás à época em que as fronteiras não eram as que existem agora entre os cristãos– e tudo isto é parte, acredito, de um quadro muito positivo”.

Ele indicou que os diálogos não se centraram tanto nas relações entre anglicanos e católicos, mas na situação dos cristãos na Terra Santa em vésperas do próximo Sínodo dos Bispos sobre o Oriente Médio que será celebrado em Roma. “Falamos também da questão de como comprometer-se em um diálogo racional com o mundo leigo”, assinalou.

Williams expressou que reza para que a visita de Bento XVI “ajude a promover a fé neste país e ajude as pessoas a reconhecerem tantas pessoas absolutamente comuns que acreditam em Deus, acreditam na vida sacramental da Igreja e fundam sua própria vida em tudo isto”.

Anglicanos refletem sobre seu futuro

Escolheram a festa da Cátedra de São Pedro como dia de “discernimento”

LONDRES, terça-feira, 23 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).- O bispo anglicano de Ebbsfleet e o grupo Forward in Faith convidaram os anglicanos ontem a celebrarem a festa da Cátedra de São Pedro, preferivelmente junto com os católicos romanos, para discernir a via a seguir, depois que Bento XVI lhes abriu o caminho rumo à plena comunhão com Roma.

“Não é um dia para decidir”, escreveu o bispo Andrew Burnham nos materiais para a oração proporcionados por Forward in Faith.

“A constituição apostólica (Anglicanorum Coetibus) não é um ponto de crise, mas a abertura permanente de um novo caminho rumo à unidade com a Sé de Pedro”, indicou.

“Decisões sobre o como e sobre se isso deveria acontecer para cada um de nós serão tomadas de diferentes maneiras e em diferentes momentos”, destacou, acrescentando: “Agora é hora de rezar e discernir”.

Anglicanos do mundo inteiro estão discernindo sua resposta ao documento do Papa, que lhes oferece a possibilidade de estabelecer ordinariatos pessoais, expressando plena comunhão com Roma, ainda mantendo a tradição anglicana.

A constituição apostólica responde aos desejos expressados por muitos anglicanos descontentes com o movimento da Comunhão com relação à aceitação da conduta homossexual e a ordenação ministerial de mulheres.

Esse dia de oração, realizado ontem, foi qualificado pelo bispo Burnham como “uma oportunidade para refletir, rezar e discernir o caminho do futuro para cada um de nós, nossos sacerdotes e nossas paróquias”.

Anglocatólicos

No material oferecido para o dia de oração estava a carta pastoral do bispo, de fevereiro, dedicada à unidade.

Nela, Burnham reflete sobre o significado da palavra “anglocatólico”.

Indica que, no começo do século XIX, o uso inicial da palavra em inglês se centrou na “continuidade da Igreja da Inglaterra com a Igreja dos tempos apostólicos”.

Depois, o bispo considera o crescente impulso rumo à unidade em Cristo, especialmente entre anglocatólicos, ortodoxos e católicos.

Anglicanorum Coetibus é outro passo neste caminho, indica.

“Ainda que se dirija aos anglicanos em geral, a Anglicanorum Coetibus está focada particularmente, é claro, nos anglocatólicos”, indica o bispo Burnham.

“Nós somos os que desejaram a reunião da Igreja Católica – afirma. Somos nós que, com velas, orações, incenso, música, orações e vestimentas estivemos tão perto quanto pudemos da prática romana católica.”

E continuou: “E o que é mais importante: somos nós que, em questões de fé e moral – o que cremos sobre o Evangelho, os credos, o ministério e os sacramentos – e na maneira como vivemos, sempre afirmamos ser ‘católicos’”.

“Estamos falando sério? Então, se é assim, o que estamos fazendo a respeito disso? Individualmente e em grupo – concluiu. Isso é o que estamos dizendo sobre nossas orações.”

Página 1 de 3

Desenvolvido em WordPress & Tema por Anders Norén