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Testemunhas de Jeová e rejeição do sangue: ponto de vista bíblico

Por Vicente Jara Vera

MADRI, domingo, 2 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- Uma mulher de 61 anos, testemunha de Jeová, faleceu no sábado passado em Sevilha (Espanha), após ter sofrido um acidente de carro, porque em um documento de vontades antecipadas, rejeitava receber qualquer tipo de transfusão sanguínea devido às suas convicções religiosas.

Está baseada na Bíblia a proibição de comer ou receber sangue, inclusive por transfusão, ou de qualquer outra forma? A esta questão responde nesta análise Vicente Jara Vera, membro da Rede Ibero-americana de Estudo das Seitas (RIES), diretor do programa “Conheça as seitas”, emitido quinzenalmente pela Rádio Maria na Espanha.

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O problema

São numerosas as notícias sobre negativas de membros da seita das Testemunhas de Jeová para realizar transfusões de sangue, e de complicações, às vezes com o falecimento do paciente, ao não poder atendê-los devidamente em um hospital diante de uma cirurgia ou um transplante de órgão. Muitos destes acontecimentos podem ser conhecidos na documentação da Rede Ibero-americana de Estudo das Seitas (RIES), especialmente no boletim eletrônico Info-RIES.

Sobre a seita das Testemunhas de Jeová

Recordemos que as Testemunhas de Jeová não são cristãs. São uma seita, já que se fazem passar pelo que não são, por cristãos. E não podem ser uma igreja cristã porque não acreditam no dogma da Trindade e na divindade de Jesus como Filho de Deus encarnado, a quem consideram como criatura excelsa, primeira no plano de Deus, que para eles é similar ao arcanjo Miguel.

As Testemunhas de Jeová mudaram várias passagens da Bíblia para adaptá-las às suas próprias ideias, que nenhum estudioso, crente ou não, poderia encontrar nos textos originais. Portanto, são um grupo com expressões e formas religiosas parecidas com as cristãs, mas que tentam fazer-se passar por uma igreja cristã sem sê-lo. Em definitivo, são uma seita, que pretende ter mais e mais adeptos e mais e mais dinheiro deles e, assim, maior influência.

Em que as Testemunhas de Jeová baseiam sua negativa de receber sangue?

Os textos que eles utilizam para negar-se a receber sangue são os seguintes, principalmente do Antigo Testamento, e um do Novo Testamento – este último analisaremos posteriormente em outra parte; vamos agora aos textos do Antigo Testamento:

Gênesis 9, 3-6: “Tudo o que se move e possui vida vos servirá de alimento, tudo isso eu vos dou, como vos dei a verdura das plantas. Mas não comereis a carne com sua alma, isto é, o sangue. Pedirei contas, porém, do sangue de cada um de vós. Pedirei contas a todos os animais e ao homem, aos homens entre si, eu pedirei contas da alma do homem. Quem derrama o sangue do homem, pelo homem terá seu sangue derramado. Pois à imagem de Deus o homem foi feito”.

Levítico 3, 17: “É para todos os vossos descendentes uma lei perpétua, em qualquer lugar onde habitardes: não comereis gordura nem sangue”.

Levítico 17, 10: “Todo homem da casa de Israel ou estrangeiro residente entre vós, que comer sangue, qualquer que seja a espécie de sangue, voltar-me-ei contra esse que comeu sangue e o exterminarei do meio do seu povo”.

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Deus repete com sacerdotes o milagre da multiplicação dos pães, diz Papa

São assim “instrumentos de salvação para muitos, para todos”

LES COMBES, domingo, 26 de julho de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI assegurou neste domingo que Deus continua fazendo milagres – como o da multiplicação dos pães e peixes – com os sacerdotes que se colocam em suas mãos.

O pontífice meditou sobre a passagem do Evangelho que São João apresenta no capítulo 6, ao rezar ao meio-dia o Ângelus junto a 5 mil peregrinos reunidos na casa de Les Combes, na qual transcorre suas férias.

“Ao narrar o ‘sinal’ dos pães, o evangelista sublinha que Cristo, antes de distribuí-los, abençoou-os com uma oração de ação de graças”, recorda o Papa.

“O verbo é eucharistein e faz referência diretamente à narração da Última Ceia, em que, de fato, João não refere a instituição da Eucaristia, mas o lavatório dos pés. Aqui, a Eucaristia fica como antecipada no grande sinal do pão da vida”, explicou.

“Neste Ano Sacerdotal, recordamos que especialmente nós, os sacerdotes, podemos nos ver neste texto de João, tomando o lugar dos apóstolos, quando dizem: ‘Onde poderemos encontrar pão para toda esta gente?’”

“E ao ver o anônimo jovem que tem 5 pães de cevada e 2 peixes, também a nós surge espontaneamente a pergunta: ‘Mas o que é isso para uma multidão tão grande?’. Em outras palavras: quem sou eu? Como posso, com meus limites, ajudar Jesus em sua missão?”, perguntou-se o Papa, convertendo-se em porta-voz de todo sacerdote.

“E o Senhor nos dá a resposta: precisamente ao colocar em suas “santas e veneráveis” mãos o pouco que são, os sacerdotes se convertem em instrumentos de salvação para muitos, para todos”, respondeu.

Bento XVI convocou, de junho de 2009 a junho de 2010, o Ano Sacerdotal em recordação dos 150 anos do falecimento de São João Maria Vianney, o Cura de Ars.

Papa: «Que não falte uma alimentação saudável e adequada para ninguém»

Apelo contra a fome, por ocasião do Dia de Ação de Graças

CIDADE DO VATICANO, domingo, 9 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- Por ocasião da celebração hoje, na Itália, do Dia de Ação de Graças, Bento XVI fez um apelo para que todos os povos possam gozar do direito a «uma alimentação saudável e adequada».

Assim desejou ele neste domingo, ao terminar a oração mariana do Ângelus, junto aos milhares de fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.

O dia é uma ocasião anual em que se convida as comunidades cristãs a dar graças ao Senhor pelos dons da Criação e a refletir sobre a situação mundial, freqüentemente marcada por injustiças e desigualdades que colocam em perigo a sobrevivência de milhares de seres humanos.

O tema do Dia de Ação de Graças deste ano é: «Tive fome e me destes de comer».

«Uno minha voz à dos bispos italianos, que a partir destas palavras de Jesus, chamam a atenção sobre o grave e complexo tema da fome, mais dramático ainda pelo aumento dos preços de alguns alimentos básicos», afirmou o pontífice.

«A Igreja, enquanto volta a propor o princípio ético fundamental do destino universal dos bens, coloca-o em prática, a exemplo do Senhor Jesus, com múltiplas iniciativas», acrescentou.

O Papa garantiu suas orações «pelo mundo rural, especialmente pelos pequenos cultivadores dos países em via de desenvolvimento».

«Animo e abençôo todos os que trabalham para que não falte uma alimentação saudável e adequada para ninguém; quem socorre o pobre socorre o próprio Cristo», concluiu.

Santo Agostinho de Hipona

Por Papa Bento XVI
Tradução: Élison Santos
Fonte: Vaticano/Zenit

A VIDA

Queridos irmãos e irmãs:

Depois das grandes festividades natalinas, quero voltar a meditar sobre os padres da Igreja e falar hoje do maior padre da Igreja Latina, Santo Agostinho: homem de paixão e de fé, de elevadíssima inteligência e de incansável entrega pastoral. Este grande santo e doutor da Igreja é conhecido, ao menos de nome, inclusive por quem ignora o cristianismo ou não tem familiaridade com ele, por ter deixado uma marca profunda na vida cultural do Ocidente e de todo o mundo.

Por sua singular relevância, Santo Agostinho teve uma influência enorme e poderia afirmar-se, por uma parte, que todos os caminhos da literatura cristã latina levam a Hipona (hoje Anaba, na costa da Argélia), localidade na qual era bispo e, por outra, que desta cidade da África romana, na qual Agostinho foi bispo desde o ano 395 até 430, partem muitos outros caminhos do cristianismo sucessivo e da própria cultura ocidental.

Poucas vezes uma civilização encontrou um espírito tão grande, capaz de acolher os valores e de exaltar sua intrínseca riqueza, inventando idéias e formas das quais se alimentariam as gerações posteriores, tal como sublinhou também Paulo VI: «Pode-se dizer que todo o pensamento da antiguidade conflui em sua obra e dessa se derivam correntes de pensamento que penetram toda a tradição doutrinal dos séculos posteriores» (AAS, 62, 1970, p. 426).

Agostinho é também o padre da Igreja que deixou o maior número de obras. Seu biógrafo, Posídio, diz: parecia impossível que um homem pudesse escrever tanto em vida. Em um próximo encontro falaremos destas obras. Hoje, nossa atenção se concentrará em sua vida, que pôde reconstruir-se com seus escritos, e em particular com as «Confissões», sua extraordinária biografia espiritual escrita para louvor de Deus, sua obra mais famosa.

As «Confissões» constituem, precisamente por sua atenção à interioridade e à psicologia, um modelo único na literatura ocidental, e não só ocidental, inclusive a não-religiosa, ate a modernidade.

Esta atenção pela vida espiritual, pelo mistério do eu, pelo mistério de Deus que se esconde no eu, é algo extraordinário, sem precedentes, e permanece para sempre como um «cume» espiritual.

Mas voltamos à sua vida. Agostinho nasceu em Tagaste, na província de Numídia, na África romana, em 13 de novembro de 354, filho de Patrício, um pagão que deopis chegou a ser catecúmeno, e de Mônica, fervorosa cristã.

Esta mulher apaixonada, venerada como santa, exerceu em seu filho uma enorme influência e o educou na fé cristã. Agostinho havia recebido também o sal, como sinal da acolhida no catecumenato. E sempre se fascinou pela figura de Jesus Cristo; e mais, diz que sempre amou Jesus, mas que se afastou cada vez mais da fé eclesial, da prática eclesial, como acontece também hoje com muitos jovens.

Agostinho tinha também um irmão, Navigio, e uma irmã, da qual desconhecemos o nome e que, após ficar viúva, converteu-se em superiora de um mosteiro feminino.

O rapaz, de agudíssima inteligência, recebeu uma boa educação, ainda que nem sempre foi estudante exemplar. De qualquer forma, aprendeu bem a Gramática, primeiro em sua cidade natal e depois em Madaura e, a partir do ano 370, Retórica, em Cartago, capital da África romana: chegou a dominar perfeitamente o Latim, mas não alcançou o mesmo nível em grego, nem aprendeu o púnico, língua que seus antepassados falavam.

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Maria continua oferecendo interpretação mais profunda da história, explica Papa

Preside o terço na Praça de São Pedro ao encerrar o mês de maio

CIDADE DO VATICANO, domingo, 1º de junho de 2008 (ZENIT.org).- O magnificat de Maria continua oferecendo a interpretação mais profunda da história, esclareceu Bento XVI ontem, ao concluir o mês de maio.

Foi uma celebração inédita. O Papa presidiu o terço numa Praça de São Pedro inundada de fiéis com velas nas mãos como testemunho de sua fé.

Todos os olhares se dirigiam à estátua de Maria, levada em procissão no meio do abraço da colunata de Bernini.

Recordando a Anunciação do anjo a Nossa Senhora, o Papa ofereceu sua própria meditação sobre o Magnificat, a oração que ela entoou ao chegar à casa de sua prima Isabel, que também estava grávida, para oferecer-lhe ajuda.

«Sua fé a fez ver que os tronos dos poderosos deste mundo são provisionais, enquanto o trono de Deus é a única rocha que não muda, que não se derruba», explicou.

«Seu Magnificat, com o passar dos séculos e milênios, continua sendo a interpretação mais verdadeira e profunda da história, enquanto as interpretações de muitos dos sábios deste mundo foram desmentidas pelos fatos no transcurso dos séculos.»

O Papa convidou os fiéis a viverem «os mesmos sentimentos de louvor e ação de graças de Maria ao Senhor, sua fé e sua esperança, seu abandono dócil nas mãos da Providência divina».

O bispo de Roma reconheceu que «somente acolhendo o amor de Deus e fazendo de nossa existência um serviço desinteressado e generoso ao próximo, poderemos elevar com alegria um canto de louvor ao Senhor».

O ato fechou o mês de maio, período em que Bento XVI realizou alguns gestos novos e numerosas intervenções em torno de Nossa Senhora.

No primeiro sábado desse mês, dia 3 de maio, ele presidiu o terço na Basílica de Santa Maria a Maior de Roma.

Tanto nessa ocasião, como neste último sábado, o Papa não omitiu sua intenção de fazer os fiéis redescobrirem o terço.

«O terço, quando não é uma repetição mecânica de fórmulas tradicionais, é uma meditação bíblica que nos faz reviver os acontecimentos da vida do Senhor em companhia de Nossa Senhora, conservando-os, como ela, em nosso coração», disse nesta última ocasião.

Pregador do Papa: quem são os santos e o que eles fazem

Comentário do Pe. Cantalamessa à liturgia da Solenidade de Todos os Santos

ROMA, quarta-feira, 31 de outubro de 2007 (ZENIT.org).- Publicamos o comentário do Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap. – pregador da Casa Pontifícia ¬– sobre a liturgia da Solenidade de Todos os Santos.

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Solenidade de Todos os Santos
Apocalipse 7, 2-4. 9-14; João 3, 1-3; Mateus 5, 1-12a

Quem são os santos

Faz tempo que os cientistas enviam sinais ao cosmos em espera de respostas por parte de seres inteligentes em algum planeta perdido. A Igreja desde sempre mantém um diálogo com os habitantes de outro mundo, os santos. É o que proclamamos ao dizer: «Creio na comunhão dos santos». Ainda que existissem habitantes fora do sistema solar, a comunicação com eles seria impossível, porque entre a pergunta e a resposta passariam milhões de anos. Aqui, ao contrário, a resposta é imediata, porque existe um centro de comunicação e de encontro comum que é Cristo Ressuscitado.

Talvez também pelo momento do ano em que cai, a Solenidade de Todos os Santos tem algo especial que explica sua popularidade e as numerosas tradições ligadas a ela em alguns setores da cristandade. O motivo está no que diz João na segunda leitura. Nesta vida, «somos filhos de Deus e ainda não se manifestou o que seremos»; somos como o embrião no seio da mãe que anseia nascer. Os santos «nasceram» (a liturgia chama «dia do nascimento», dies natalis, no dia de sua morte); contemplá-los é contemplar nosso destino. Enquanto ao nosso redor a natureza se desnuda e caem as folhas, a festa de todos os santos nos convida a olhar para o alto; e nos recorda que não estamos destinados a ficar na terra para sempre, como as folhas.

A passagem do Evangelho é a das bem-aventuranças. Uma em particular inspirou a escolha da passagem: «Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados». Os santos são aqueles que tiveram fome e sede de justiça, isto é, na linguagem bíblica, de santidade. Não se resignaram à mediocridade, não se contentaram com meias palavras.

A primeira leitura da Solenidade nos ajuda a entender quem são os santos. São «os que lavaram suas vestes no sangue do Cordeiro». A santidade se recebe de Cristo; não é uma produção própria. No Antigo Testamento, ser santos queria dizer «estar separados» de tudo o que é impuro; na acepção cristã, quer dizer o contrário, ou seja, «estar unidos», mas a Cristo.

Os santos, isto é, os salvos, não são só os que o calendário ou o santoral enumeram. Existem os «santos desconhecidos»: que arriscaram suas vidas pelos irmãos, os mártires da justiça e da liberdade, ou do dever, os «santos leigos», como alguém os chamou. Sem saber, também suas vestes foram lavadas no sangue do Cordeiro, se viveram segundo a consciência e lhes importou o bem dos irmãos.

Surge espontaneamente uma pergunta: o que os santos fazem no paraíso? A resposta está, também aqui, na primeira leitura: os salvos adoram, deixam suas coroas ante o trono, exclamando: «Louvor, honra, bênção, ação de graças…». Realiza-se neles a verdadeira vocação humana, que é a de ser «louvor da glória de Deus» (Ef 1, 14). Seu coro é guiado por Maria, que no céu continua seu canto de louvor: «Minha alma proclama a grandeza do Senhor». É neste louvor que os santos encontram sua bem-aventurança e seu gozo: «Meu espírito se alegra em Deus». O homem é aquilo que ama e aquilo que admira. Amando e louvando a Deus, ele se une Deus, participa de sua glória e de sua própria felicidade.

Um dia, um santo, São Simeão, o Novo Teólogo, teve uma experiência mística de Deus tão forte que exclamou para si: «Se o paraíso não for mais que isso, já me basta!». Mas a voz de Cristo lhe disse: «És bem mesquinho se te contentas com isso. O gozo que experimentaste em comparação com o do paraíso é como um céu pintado no papel com relação ao verdadeiro céu».

[Tradução realizada por Zenit]

498 mártires beatificados, impulso para cristão na sociedade atual

Constatam o cardeal Herranz e o cardeal eleito Martinez Sistach

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 29 de outubro de 2007 (ZENIT.org).- A sociedade precisa da riqueza da fé cristã e mais de testemunhos que de palavras, um contexto onde o cristão recebe em sua ação o impulso dos mártires, em especial dos 498 novos beatos, confirmam o cardeal Herranz e o cardeal eleito Martinez Sistach, ambos espanhóis.

Milhares de fiéis e peregrinos foram na manhã desta segunda-feira à missa de ação de graças – presidida pelo cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado vaticano – pela beatificação de 498 mártires da perseguição religiosa que aconteceu na Espanha durante a última década de 30.

Concluída a Eucaristia, o cardeal Julián Herranz – presidente da Comissão Disciplinar da Cúria Romana, presidente emérito do Conselho Pontifício para os Textos Legislativos e membro de vários dicastérios vaticanos – conversou com Zenit sobre a experiência da beatificação do domingo, na qual participaram cinqüenta mil fiéis.

«O ponto fundamental de todas as celebrações é fortalecer-se na fé, recordar o núcleo de todo o Concílio Vaticano II: o chamado universal à santidade e ao apostolado, que nasce do sacramento do batismo», explicou.

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