WASHINGTON DC, 10 Ago. 06 (ACI) .- “World Trade Center” é o título de um impressionante filme que estréia hoje nos Estados Unidos e narra a história de dois policiais que sobreviveram aos ataques de 11 de setembro de 2001. Um deles é o colombiano Will Jimeno que afirma que sua fé católica e uma inesperada visão o mantiveram com vida durante as longas horas que passou debaixo dos escombros das Torres Gêmeas.

“O que me manteve foi a fé em Deus como católico, ensinada pela minha mamãe. E como disse o último Papa (João Paulo II), nós como latinos temos uma fé muito grande”, afirmou Jimeno à EFE em uma das tantas entrevistas que por estes dias concede a diversos meios de comunicação.

Jimeno e John McLoughlin são os protagonistas reais de “World Trade Center”, o último filme do Oliver Stone. Ambos entraram na segunda Torre Gêmea quando a primeira já estava em chamas. O edifício desabou sobre eles e todos seus companheiros morreram esmagados, mas eles sobreviveram após passar doze horas imobilizados sob os escombros, conversando -sem se verem- para manter-se vivos. Só 20 pessoas sobreviveram ao desmoronamento das Torres Gêmeas. Jimeno foi o número 18 e McLoughlin o 19.

“Quando nos aproximamos das Torres Gêmeas e vi as pessoas se jogarem no vazio me senti com as mãos atadas, isso é o pior que pode acontecer com um policial. Realmente queríamos ajudar a maior quantidade de pessoas possíveis”, lembrou Jimeno, que então tinha 33 anos de idade.

Durante a horas que transcorreram sob os escombros, feridos e pensando que iriam morrer, recorreram a suas lembranças, ao amor de suas famílias e à para manter-se com vida. Jimeno pensava em sua filha e sua esposa, então grávida de sete meses.

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Em uma das cenas do filme, Jimeno tem uma visão do Jesus lhe oferecendo água. Em declarações ao Univisión, o colombiano garante que o viu.

“Na maioria de entrevistas que tenho com os latinos, sempre me perguntam sobre isso. Mas eu sou católico, a fé me veio de minha mãe Emma, e o trabalho duro de meu pai, William. E a fé que minha mãe me deu, nessa noite eu precisava dela, porque nesse momento os dois edifícios caíram, fiquei queimado, o revólver (de seu companheiro) disparou. Eu estava preparado para morrer, fiz minha paz com Deus. Mas Deus me deu a vontade e a força para continuar lutando, porque se eu não visse Jesus, acredito que estaria morto”, indicou.

Jimeno chegou aos Estados Unidos vindo de Barranquilla, Colômbia, quando tinha dois anos de idade. Durante toda sua vida quis ser policial e se graduou em janeiro de 2001. Nunca pensou viver uma tragédia como a de 11 de setembro no mesmo ano.

“Para mim é a história de todos nós. Não a minha ou a de John (McLoughlin) mas de todos os heróis que morreram conosco, os que vieram nos salvar e a nossas espostas”, acrescentou Jimeno.

Agora, afirma, “minha família é tudo para mim. Vou deixar a minhas filhas à escola e participo de todas as atividades possíveis. Minha família em primeiro lugar. Minhas filhas são belas e têm muita energia. Dou graças a Deus por tê-las todos os dias”.




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