Papa exorta a reviver “imensa missão” da evangelização

Audiência dos participantes na Assembleia do Conselho Superior das POM

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 27 de maio de 2010 (ZENIT.org).- Recebendo na sexta-feira passada, em audiência, os participantes na Assembleia Ordinária do Conselho Superior das Pontifícias Obras Missionárias (POM), que foi realizada em Roma de 17 a 21 de maio, Bento XVI recordou a necessidade de promover sempre a evangelização, que definiu como uma “imensa missão”.

No discurso, que foi pronunciado na Sala Clementina do Palácio Apostólico Vaticano, o Papa destacou a necessidade de evangelizar especialmente neste tempo, no qual a humanidade sofre com certa falta de pensamento reflexivo, e se difunde um humanismo que exclui Deus.

Por este motivo, explicou, “é ainda mais urgente e necessário iluminar os novos problemas que surgem com a luz do Evangelho que não muda”.

A pregação do Evangelho, declarou, “é um inestimável serviço que a Igreja pode oferecer a humanidade inteira que caminha na história”, e o “julgamento crítico sobre as transformações planetárias que estão mudando substancialmente a cultura da humanidade”.

O valor de anunciar

Bento XVI reconheceu que quem participa na missão de Cristo “deve inevitavelmente enfrentar tribulações, rejeições e sofrimentos, porque se depara com as resistências e os poderes deste mundo”.

Como indicou o apóstolo Paulo, “não temos mais armas que a Palavra de Cristo e de sua Cruz”.

A missão ad gentes, além disso, “convida a Igreja e aos missionários que aceitem as consequências de seu ministério: a pobreza evangélica que lhes confere a liberdade de pregar o Evangelho com valor e franqueza; a não-violência, que respondem ao mal com o bem; a disponibilidade a dar a própria vida pelo nome de Cristo e por amor aos homens”.

“Como o apóstolo Paulo demonstrava a autenticidade de seu mistério com as perseguições, feridas e torturas sofridas, assim a perseguição é também prova da autenticidade de nossa missão apostólica.”

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O poder do Espírito

Na vigília da solenidade de Pentecostes, que foi celebrada no domingo, 23 de maio, o Pontífice afirmou que “é o Espírito Santo que une e preserva a Igreja, dando-lhe força e de se expandir,  preenchendo os discípulos de Cristo com uma riqueza imensa de carismas”.

A propósito disso, confessou que a celebração do Ano Sacerdotal “ajudou a dar maior consciência do que a obra missionária requer de uma união cada vez mais profunda com Aquele que é o Enviado de Deus Pai para a salvação de todos; requer compartilhar esse “novo estilo de vida” que foi inaugurado pelo Senhor Jesus e que foi feito próprio pelos Apóstolos”.

Concluiu, portanto, sua intervenção agradecendo a todos os membros das Obras Missionárias Pontifícias, comprometidos de diversas formas a “ter alta consciência missionária das Igrejas particulares, empurrando-as com uma participação mais ativa na missio ad gentes, com a formação e o envio de missionários e missionárias e a ajuda das Igrejas jovens”.

Objetivo

A Assembleia das POM teve por tema “a construção da comunhão eclesial e a chave da missão” e nela participaram 118 diretores nacionais das Pontifícias Obras Missionárias procedentes dos cinco continentes.

Dom Piergiuseppe Vacchelli, Secretário adjunto da Congregação para a Evangelização dos Povos e presidente das POM; explicou que, “como em toda mudança histórica, temos que enfrentar transformações qualitativas da sociedade, que especialmente no Ocidente, está construindo sua cultura se privando de Deus e de Jesus Cristo”, recorda a agência Fides.

Abrindo os trabalhos da Assembleia, o prelado destacou em particular a importância do “Fundo de Solidariedade Universal”, que “é como o ABC das POM, sem o qual as POM já não teriam razão de existir”, e convidou os presentes a sempre seguirem critérios de “transparência, responsabilidade, coerência e sentido de justiça” na gestão dos donativos.

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A Assembleia discutiu também sobre possíveis variações no Estatuto das POM e da atenção dada a Domus Missionalis, realidade administrada pelos colégios internacionais presentes em Roma, lugares de formação acadêmica e espiritual para seminaristas e catequistas do mundo todo.




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  1. ivani marcolongo varandas

    concordo com o tema, e eu particularmente tento seguir essa regra, sé que eu sou uma pessoa leiga, apenas posso fazer pouco do que sei, sugiro que haja uma peneirada nesses padres que não fazem nada para o crescimento da igraja católica, principalmente os mais antigos que estão até aposentados e que atrapalham na maneira de manter uma comunidade em pé, não estou generalizando todos os, padres mais velhos, alguns não perderam a vitalidade e o amor, mas o que perçebo é que os padres mais jovens estão mais preparados para manter a nossa igreja viva, que Deus me perdõe se eeeeeeeeu estiver falando besteira. paz e bem, Ivani

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