VATICANO, 15 Ago. 13 / 12:29 pm (ACI/EWTN Noticias).- Na homilia da Missaque presidiu nesta manhã na Praça da Liberdade em Castel Gandolfo, o Papa Francisco refletiu sobre a festa da Assunção da Virgem que a Igreja celebra hoje e disse que Santa Maria é escola de paciência e esperança, não nos deixa sozinhos, acompanha-nos sempre e sustenta aos cristãos no combate contra as forças do mal.

Ante milhares de fiéis presentes, o Santo Padre expôs a reflexão a partir da festa da Assunção da Virgem e três palavras que se relacionam a este acontecimento: luta, ressurreição e esperança.

“O trecho do Apocalipse apresenta a visão da luta entre a mulher e o dragão. A figura da mulher, que representa a Igreja, é por um lado gloriosa, triunfante, e por outro está ainda em caminho. Assim de fato é a Igreja: se no Céu está já associada à glória de seu Senhor, na história vive continuamente as provas e os desafios que comporta o conflito entre Deus e o maligno, o inimigo de sempre. E nesta luta que os discípulos de Jesus devem enfrentar – nós todos, todos os discípulos de Jesus devem enfrentar esta luta – Maria não nos deixa sozinhos; a Mãe de Cristo e da Igreja está sempre conosco”.

O Papa disse logo que a Virgem “sempre, caminha conosco, está conosco. Também Maria, em certo sentido, partilha esta dupla condição. Ela, naturalmente, entrou de uma vez por todas na glória do Céu. Mas isto não significa que esteja distante, que esteja separada de nós; antes, Maria nos acompanha, luta conosco, apoia os cristãos no combate contra as forças do mal”.

“A oração com Maria, em particular o Terço – mas ouçam bem: o Terço. Vocês rezam o Terço todos os dias? Mas não sei… (os presentes gritam: Sim!). É mesmo? Então, a oração com Maria, em particular o Terço tem também esta dimensão “agonística”, isso é, de luta, uma oração que apoia na batalha contra o maligno e os seus cúmplices. Também o Terço nos apoia na batalha”.

O Papa Francisco disse logo que a segunda leitura se refere à ressurreição. “Toda a nossa fé se baseia nesta verdade fundamental que não é uma ideia, mas um acontecimento. E também o mistério da Assunção de Maria em corpo e alma está todo inscrito na Ressurreição de Cristo. A humanidade da Mãe foi “atraída” pelo Filho na sua passagem através da morte”.

“Jesus entrou para sempre na vida eterna com toda a sua humanidade, aquela que havia tomado junto à Maria; assim ela, a Mãe, que O seguiu fielmente por toda a vida, seguiu-O com o coração, entrou com Ele na vida eterna, que chamamos também de Céu, Paraíso, Casa do Pai”.

Depois de recordar que Maria também sofreu as dores da Cruz de Cristo, que viveu até “o fundo da alma”, o Papa se referiu à esperança. “A esperança é a virtude de quem, experimentando o conflito, a luta cotidiana entre a vida e a morte, entre o bem e o mal, crê na Ressurreição de Cristo, na vitória do Amor”.

O Santo Padre explicou logo que o canto do Magnificat, que Maria entoa em ação de graças a Deus, é um canto de esperança. “Este cântico é particularmente intenso lá onde o Corpo de Cristo sofre hoje a Paixão“.

“Onde tem a Cruz, para nós cristãos, tem a esperança, sempre. Se não tem a esperança, nós não somos cristãos. Por isto eu gosto de dizer: não deixem roubar a esperança. Que não roubem a esperança, porque esta força é uma graça, um dom de Deus que nos leva adiante olhando o Céu. E Maria está sempre ali, próxima a esta comunidade, a estes nossos irmãos, caminha com eles, sofre com eles, e canta com eles o?Magnificat?da esperança”.

Para concluir, o Papa disse: “queridos irmãos e irmãs, unamo-nos, com todo o coração, a este cântico de paciência e de vitória, de luta e de alegria, que une a Igreja triunfante com aquela peregrina, nós; que une a terra com o Céu, que une a nossa história com a eternidade, rumo à qual caminhamos. Assim seja”.




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