Permitir que o amor de Deus tome inteira e absoluta posse de um coração; que se torne, para esse coração, como que uma segunda natureza; que o coração nada deixe entrar em si que seja contrário a ele; que se aplique continuamente a fazer aumentar este amor de Deus, procurando agradar-Lhe em tudo, não Lhe recusando nada do que pede; que aceite como vindo das mãos de Deus tudo quanto lhe acontece.

O conhecimento de Deus produz o amor, e o conhecimento de si, a humildade. A humildade nada mais é do que a verdade: «Que tens tu que não hajas recebido?», pergunta São Paulo (1Cor 4, 7). Se tudo recebi, que bem tenho que o seja por mim mesma? Convencidos disso, jamais ergueremos a cabeça de orgulho. Se formos humildes, nada nos perturbará, nem o louvor nem o opróbrio, porque sabemos o que somos. Se nos acusarem, não nos sentiremos desencorajados. Se nos proclamarem santos, não nos colocaremos sobre um pedestal. O conhecimento de nós próprios leva-nos a pormo-nos de joelhos.




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