Diletos irmãos e irmãs! Porque era judia, Edith Stein foi deportada, juntamente com sua irmã Rosa e muitos outros judeus dos Países Baixos, para o campo de concentração de Auschwitz, onde com eles encontrou a morte nas câmaras de gás. Hoje recordamo-los com profundo respeito. Poucos dias antes da sua deportação, a quem lhe oferecia uma possibilidade de salvar a vida, a religiosa respondera: «Não o façais! Porque haveria eu de ser excluída? É justo que não retire vantagens do meu batismo. Se não posso compartilhar a sorte dos meus irmãos e das minhas irmãs, num certo sentido a minha vida será destruída.»

Doravante, ao celebrarmos a memória da nova santa, não poderemos deixar de recordar todos os anos também a Shoah, aquele atroz plano de eliminação de um povo que custou a vida a milhões de irmãos e irmãs judeus. O Senhor faça brilhar o seu rosto sobre eles, concedendo-lhes a paz (cf Nm 6,25 ss). Por amor de Deus e do homem, lanço de novo um premente brado: nunca mais se repita semelhante iniciativa criminosa com nenhum grupo étnico, povo ou raça, em qualquer recanto da Terra! É um brado que dirijo a todos os homens e mulheres de boa vontade; a todos aqueles que creem no Deus eterno e justo; a todos aqueles que se sentem unidos a Cristo, Verbo de Deus encarnado. Todos temos a obrigação de ser solidários: é a dignidade humana que está em jogo. Só existe uma família humana.




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