Façam o que fizerem, os irmãos devem mostrar-se caridosos e alegres uns para com os outros. O que trabalha dirá assim do que ora: «O tesouro que o meu irmão possui também é meu, uma vez que nos é comum.» Por seu lado, o que ora dirá daquele que lê: «O benefício que ele tira da leitura também me enriquece.» E o que trabalha dirá: «É no interesse da comunidade que faço este serviço.»

Os múltiplos membros do corpo formam um só corpo e apoiam-se mutuamente, cumprindo cada um a sua tarefa. O olho vê por todo o corpo; a mão trabalha para os outros membros; o pé, ao caminhar, leva-os a todos. E é assim que os irmãos se devem comportar uns com os outros (cf Rom 12, 4-5). O que ora não julgará o que trabalha se este não orar. O que trabalha não julgará o que ora. […] O que serve não julgará os outros. Pelo contrário, faça o que fizer, agirá para a maior glória de Deus (cf 1Cor 10,31; 2Cor 4,15). […]

Assim, uma grande concórdia e harmonia formarão o «vínculo da paz» (Ef 4,3), que os unirá entre si e os fará viver com transparência e simplicidade sob o olhar benevolente de Deus. O essencial, evidentemente, é perseverar na oração. Além disso, só uma coisa é necessária: cada um deve possuir no seu coração esse tesouro que é a presença viva e espiritual do Senhor. Quer trabalhe, ore ou leia, cada um deve poder dizer que está na posse desse bem imperecível que é o Espírito Santo.




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