Por fim, Job abriu a boca e amaldiçoou o dia do seu nascimento.
Tomou a palavra e disse:
«Desapareça o dia em que nasci e a noite em que foi dito: ‘Foi concebido um varão!’
Porque não morri no seio da minha mãe ou não pereci ao sair das suas entranhas?
Porque encontrei joelhos que me acolheram e seios que me amamentaram?
Estaria agora deitado em paz, dormiria e teria repouso
com os reis e os grandes da terra, que constroem mausoléus para si;
com os príncipes que amontoam ouro e enchem de dinheiro as suas casas.
Ou como um aborto escondido, eu não teria existido, como um feto que não viu a luz do dia.
Ali, os maus cessam as suas perversidades, ali, repousam os que esgotaram as suas forças.
Por que razão foi dada luz ao infeliz, e vida àqueles para quem só há amargura?
Esses esperam a morte que não vem e a procuram mais do que um tesouro;
esses saltariam de júbilo e se alegrariam por chegar ao sepulcro.
Porque vive um homem cujo caminho foi barrado e a quem Deus cerca por todos os lados?




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