Procuremos o único que nos pode dar a liberdade; persigamo-lo sem cessar com o nosso desejo, a ele, cuja beleza fere os corações, que os atrai pelo amor e os une a si para sempre. Sim, pelas nossas acções corramos todos para ele. Não nos deixemos ultrapassar por ninguém, nem enganar-nos ou distrair-nos na nossa procura pelo que quer que seja.

Sobretudo…, não digamos que Deus nunca manifesta a sua presença aos homens. Não digamos que é impossível aos homens verem um dia a luz de Deus – e até de a verem hoje. Nunca, graças a Deus, isso foi impossível, desde que o desejemos. Compreendamos a beleza do nosso Mestre! Não lhe fechemos os olhos do nosso coração deixando-nos absorver pelas realidades deste mundo. Sim, que o cuidado com as coisas da terra não nos torne escravos da glória humana, a ponto de nos fazer abandonar aquele que é a luz da vida eterna.

Vamos, pois, todos juntos até ele, com um mesmo coração, com um mesmo espírito, com toda a nossa alma. Humildemente, lancemos o nosso grito até ele, nosso bom Mestre, nosso Senhor misericordioso, até ele que é o “único amigo dos homens” (Sb 1,6). Procuremo-lo porque ele vai revelar-se a nós, vai aparecer, vai manifestar-se, ele que é a nossa esperança.




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