«Senhor, desde os dias da minha juventude, que o meu espírito busca um não sei quê, com uma sede impaciente. O que é então, Senhor? Ainda não consegui apreendê-lo perfeitamente. Há tantos anos que o desejo ardentemente e ainda não consegui apreendê-lo. […] E contudo, é mesmo o que atrai o meu coração e a minha alma, e sem o qual não posso ter verdadeira paz.

Senhor, eu queria procurar a minha felicidade nas criaturas deste mundo, como via tanta gente fazer à minha volta. Mas quanto mais buscava, menos encontrava; quanto mais me aproximava, mais me afastava. Com efeito, todas as coisas me diziam: «Eu não sou aquilo que procuras.» És então Tu, Senhor, aquilo que procurei durante tanto tempo? Era então para Ti que o enlevo do meu coração sempre e sem cessar puxava? Porque foi, então, não Te mostraste? Como pudeste adiar este encontro durante tanto tempo? Por quantos caminhos extenuantes não me atolei? De facto, é verdadeiramente feliz o homem de quem cuidas com tanto amor; Tu não o deixas em repouso até que ele busque o repouso só em Ti.»




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