Que ninguém diga, ao ver como outros deixam grandes bens: «Gostaria de imitar aqueles que assim se desprendem do mundo, mas não tenho nada para deixar.» Deixais muito, meus irmãos, quando renunciais aos desejos terrenos. Com efeito, os nossos bens exteriores, mesmo sendo pequenos, são suficientes aos olhos do Senhor, pois Ele vê o coração e não a fortuna. Ele não pesa o valor mercantil do sacrifício, mas a intenção daquele que o oferece. […] O Reino de Deus não tem preço e, no entanto, para ti custa exactamente aquilo que tens. […] A Pedro e a André custou o abandono duma barca e dumas redes; à viúva, duas pequenas moedas; a outro, um copo de água fresca (Mt l0,42). O Reino de Deus, como dissemos, custa aquilo que tens. Vedes, meus irmãos, como é fácil adquiri-lo e precioso possuí-lo?

Mas talvez nem tenhas um copo de água fresca a oferecer ao pobre que dela necessita. Mesmo então, a Palavra de Deus pacifica-nos. […] «Paz na terra aos homens de boa vontade» (Lc 2,l4). […] Ainda que exteriormente não tenha nada para Te oferecer, ó meu Deus, em mim mesmo encontro o que colocarei sobre o altar para teu louvor. Tu comprazes-Te com as ofertas do coração.




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