A missão conjunta do Filho e do Espírito

«Aquele que o Pai enviou a nossos corações, o Espírito de seu Filho» é realmente Deus. Consubstancial ao Pai e ao Filho, Ele é inseparável dos dois, tanto na vida íntima da Trindade como em seu dom de amor pelo mundo. Mas ao adorar a Santíssima Trindade, vivificante, consubstancial e indivisível, a fé da Igreja professa também a distinção das Pessoas. Quando o Pai envia o seu Verbo, envia sempre seu Sopro: missão conjunta em que o Filho e o Espírito Santo são distintos, mas inseparáveis. Sem dúvida, é Cristo que aparece, Ele que é a imagem visível do Deus invisível; mas é o Espírito Santo que O revela.

Jesus é Cristo, «ungido», porque o Espírito é a sua unção, e tudo o que advém a partir da encarnação decorre desta plenitude. Quando finalmente Cristo é glorificado, pode, por sua vez, de junto do Pai, enviar o Espírito aos que crêem nele: comunica-lhes a sua glória, isto é, o Espírito Santo que O glorifica. A missão conjunta desdobra-se então nos filhos adoptados pelo Pai no corpo de seu Filho: a missão do Espírito de adopção será uni-los a Cristo e fazê-los viver nele.

A missão de Cristo e do Espírito Santo realiza-se na Igreja, Corpo de Cristo e Templo do Espírito Santo. Esta missão conjunta associa a partir de agora os fiéis de Cristo à sua comunhão com o Pai no Espírito Santo: o Espírito prepara os homens, antecipa-Se a eles pela sua graça, para os atrair a Cristo; manifesta-lhes o Senhor ressuscitado, lembra-lhes a sua palavra, abrindo-lhes o espírito à compreensão de sua morte e ressurreição; torna-lhes presente o mistério de Cristo, eminentemente na Eucaristia, a fim de os reconciliar, de os colocar em comunhão com Deus e de os fazer produzir «muito fruto». Assim, a missão da Igreja não é acrescentada à de Cristo e do Espírito Santo, senão que é sacramento dela: por todo o seu ser e em todos os seus membros, a Igreja é enviada a anunciar e testemunhar, actualizar e difundir o mistério da comunhão da Santíssima Trindade.




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