Eu sou um verme e não um homem, o opróbrio dos homens e o desprezo da plebe.
Todos os que me vêm escarnecem de mim, estendem os lábios e meneiam a cabeça.
Sou como água derramada, desconjuntam-se todos os meus ossos. O meu coração tornou-se como cera e derreteu-se dentro do meu peito.
A minha garganta secou-se como barro cozido
e a minha língua pegou-se-me ao céu da boca;
reduziste-me ao pó da sepultura.
Matilhas de cães me rodearam, cercou-me um bando de malfeitores. Trespassaram as minhas mãos e os os meus pés,
posso contar todos os meus ossos.
Eles olham para mim cheios de espanto!
posso contar todos os meus ossos.
Repartem entre si as minhas vestes
e sorteiam a minha túnica.
Mas Tu, Senhor, não te afastes de mim!
És o meu auxílio: vem socorrer-me depressa!
Livra a minha alma da espada,
e das garras dos cães a minha vida.
Salvai-me das fauces do leão
e dos chifres dos búfalos livrai este infeliz.
Hei-de falar do vosso nome aos meus irmãos,
hei-de louvar-Vos no meio da assembleia.




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