Ajoelhamo-nos mais uma vez diante do presépio. […] Pertinho do Salvador recém-nascido, vemos Santo Estêvão. O que foi que valeu este lugar de honra àquele que foi o primeiro a prestar ao Crucificado o testemunho do seu sangue? Ele cumpriu, no seu ardor juvenil, aquilo que o Senhor declarou ao entrar neste mundo: «Deste-Me um corpo. Eis-me aqui, venho para fazer a tua vontade» (Heb 10,5-7). Ele praticou a obediência perfeita que mergulha as suas raízes no amor e se exterioriza no amor. Ele caminhou sobre os passos do Senhor naquilo que, por natureza, é talvez o mais difícil para o coração humano, de tal maneira que parece mesmo impossível: tal como o próprio Salvador, cumpriu o mandamento do amor aos inimigos. O Menino no presépio, que veio para cumprir a vontade de seu Pai até à morte na cruz (Fil 2,8), vê em espírito diante de Si todos os que O seguirão nessa via. Ele ama este jovem, que há-de um dia colocar antes de todos junto do trono do Pai, com uma palma na mão. A sua mãozinha mostra-no-lo como modelo, como se dissesse: «Vede o ouro que espero de vós.»




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