A Igreja, disseminada por todo o mundo até aos confins da terra, recebeu dos apóstolos e dos seus discípulos a fé num só Deus, Pai todo-poderoso, que «fez o céu, a terra, o mar e tudo o que ele contém» (Ex 20,11; Act 4,24); num só Cristo Jesus, Filho de Deus, que encarnou pela nossa salvação; e no Espírito Santo que, através dos profetas, anunciou os desígnios de Deus e a vinda do bem-amado Jesus Cristo nosso Senhor, o seu nascimento da Virgem, a sua Paixão, a sua ressurreição de entre os mortos, a sua ascensão em corpo e alma aos céus, à glória do Pai, para «sujeitar todas as coisas» (Ef 1,22) e ressuscitar todo o género humano na carne – a fim de que, diante de Cristo Nosso Senhor, nosso Deus, nosso Salvador e nosso Rei, segundo os desígnios do Pai invisível, «todo o joelho se dobre nos céus, na terra e nos infernos, e toda a língua O confesse» (Fil 2,10-11) e de que Ele julgue com justiça todas as criaturas. […]

A Igreja preserva com grande cuidado esta pregação, esta fé que recebeu, como se habitasse uma só casa; embora disseminada por todo o mundo, acredita em tudo isto de forma idêntica em toda a parte, como se tivesse «um só coração e uma só alma» (Act 4, 32), prega, ensina e transmite esta mensagem com voz humana, como se tivesse uma só boca. As línguas que se falam no mundo são diversas, mas a força da tradição é uma e a mesma. As Igrejas estabelecidas na Germânia não crêem nem ensinam coisas diferentes das dos Iberos ou dos Celtas, ou das do Oriente, do Egipto ou da Líbia, nem das que foram fundadas no centro do mundo [a Terra Santa]. Assim como o sol, criatura de Deus, é único e o mesmo em todo o mundo, assim a pregação da verdade brilha em toda a parte, iluminando todos os homens que querem «conhecer a verdade» (1Tim 2,4).




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