Tu, que és o mais pequeno dos homens, queres encontrar a vida? Preserva em ti a fé e a humildade, e encontrarás nelas a compaixão, a ajuda, as palavras que Deus te dirá no coração, mas também Aquele que te guarda e que permanece secreta e visivelmente junto de ti. Queres descobrir aquilo que te dará a vida? Percorre a via da simplicidade. Não pretendas conhecer coisa alguma diante de Deus. A fé é uma consequência da simplicidade; mas a presunção, que afasta a alma de Deus, é uma consequência da subtileza do conhecimento e dos meandros do pensamento.

Quando te apresentares diante de Deus pela oração, sê pequenino na tua mente, como uma formiga, […] como uma criança que balbuceia. […] Aproxima-te de Deus com um coração de criança. Apresenta-te diante dele para receberes aquela solicitude com que os pais velam sobre os filhos pequenos, pois «o Senhor guarda os pequeninos». Quem se faz como uma criança pequena pode aproximar-se de uma serpente que esta não lhe fará mal. […] Na sua inocência, o corpo daquele que é como uma criança foi coberto por uma veste invisível pela Providência oculta, que guarda os seus membros frágeis, para que nada possa atingi-lo.




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