Se acreditais em Cristo, praticai as obras de Cristo, para que a vossa fé viva. O amor animará essa fé, a acção será prova dela. Vós que pretendeis habitar em Cristo, tendes de caminhar seguindo os seus passos. Procurar a glória, invejar os que são felizes neste mundo, dizer mal dos ausentes e pagar o mal com o mal não são as coisas que Deus fez. Dizeis que conheceis a Deus, mas os vossos actos negam-no. […] «Este homem glorifica-Me com os lábios», diz a Escritura, «mas o seu coração está longe de Mim»» (Is 29,13). […]

Ora a fé, mesmo recta, não chega para fazer um santo, um homem recto, se não opera no amor. Aquele que não tem amor é incapaz de amar a Esposa, a Igreja de Cristo. E as obras, mesmo que realizadas com rectidão, não conseguem, sem fé, tornar um coração recto. Não se pode atribuir a rectidão a um homem que não agrada a Deus; ora, diz a Epístola aos Hebreus: «Sem a fé é impossível agradar a Deus» (Heb 11,6). Àquele que não agrada a Deus, Deus não pode agradar-lhe; mas aquele a quem Deus agrada não sabe desagradar a Deus. E àquele a quem Deus não agrada, também a Igreja-Esposa lhe não agrada. Como poderá, pois, ser recto aquele que não ama nem a Deus nem à sua Igreja, à qual foi dito:« Os justos sabem amar-te»?

Ao santo não basta a fé sem as obras, nem as obras sem a fé. Irmãos, nós que cremos em Cristo, precisamos de tentar seguir uma via recta. Elevemos a Deus os nossos corações e as nossas mãos, a fim de sermos considerados inteiramente rectos, confirmando por actos de integridade a rectidão da nossa fé, amando a Igreja-Esposa e sendo amados pelo Esposo, Nosso Senhor Jesus Cristo, bendito de Deus por todos os séculos.




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