Consideremos as palavras que Jesus dirige por nós ao Pai, falando-Lhe a nosso respeito: «Escondeste estas coisas aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado.» De facto, Deus Pai revelou-nos o mistério escondido desde antes da criação do mundo no silêncio de Deus, o mistério do Filho Unigénito feito homem, o mistério conhecido desde antes da criação do mundo e revelado aos homens nos últimos tempos. São Paulo escreve: «A mim, o menor de todos os santos, foi dada a graça de anunciar aos gentios a insondável riqueza de Cristo, e a todos iluminar sobre a realização do mistério escondido desde há séculos em Deus, Criador de todas as coisas» (Ef 3,8-9).

Este grande e adorável mistério do nosso Salvador estava, portanto, escondido no conhecimento do Pai, desde antes da criação do mundo. Também nós fomos previamente conhecidos e predestinados para sermos adotados como filhos. São Paulo no-lo ensina igualmente quando escreve: «Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com todas as bênçãos espirituais em Cristo. Ele nos escolheu antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, em caridade, na sua presença. Ele nos predestinou, de sua livre vontade, para sermos seus filhos adotivos, por Jesus Cristo» (Ef 1,3-5). O Pai revelou-nos, pois, a nós, os pequeninos, o mistério escondido desde todos os tempos. […] «A vós foi dado conhecer os mistérios do reino de Deus» (Lc 8,10), a vós, que acreditastes, que conhecestes a revelação de Cristo, que entendeis a Lei no seu sentido espiritual, que estais aptos a compreender as profecias, que confessais que Cristo é Deus e Filho de Deus, a vós a quem o Pai teve por bem revelar o seu Filho.




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