A conduta de Jesus Cristo durante a sua vida mortal mostra-nos a grandeza da sua misericórdia para com os pecadores. Vemos que todos vêm ter com Ele para Lhe fazer companhia; e Ele, longe de os repelir ou de Se afastar deles, pelo contrário, serve-Se de todos os meios para Se encontrar com eles, a fim de os atrair a seu Pai: vai buscá-los através dos remorsos de consciência; renova-os pela sua graça e conquista-os com os seus modos amorosos; e trata-os com tanta bondade, que chega a tomar a sua defesa contra os escribas e os fariseus que querem recriminá-los e que parecem não querer suportá-los ao pé de Jesus Cristo.

E vai ainda mais longe: para justificar a sua conduta, em atenção a eles, conta uma parábola que lhes mostra, da melhor maneira possível, a grandeza do seu amor pelos pecadores: «Um bom pastor que tinha cem ovelhas, tendo perdido uma, deixou todas as outras para correr atrás da que se tinha perdido e, tendo-a encontrado, pô-la aos ombros, para a poupar à dureza do caminho. Depois, tendo-a levado para o redil, convidou os seus amigos a regozijarem-se com ele por ter encontrado a ovelha que julgava ter perdido.» E junta-lhe a parábola duma mulher que tinha dez dracmas e, tendo perdido uma, acendeu a sua lamparina para procurar em todos os recantos da casa e, tendo-a encontrado, convidou todas as amigas para se regozijarem com ela.  E conclui: «É assim que todo o céu se alegra pelo regresso dum pecador que se converte e faz penitência; porque “não são os que têm saúde que precisam de médico, mas os que estão doentes; não foram os justos que Eu vim chamar ao arrependimento, mas os pecadores” (Lc 5,31-32).»

Vemos que Jesus Cristo aplica a Si próprio essas vivas imagens da grandeza da sua misericórdia para com os pecadores. Que felicidade para nós saber que a misericórdia de Deus é infinita. Que enorme desejo devemos sentir nascer em nós, de nos lançarmos aos pés de um Deus que nos receberá com tanta alegria!




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