«Seja feita a vossa vontade.» Tomado em toda a sua plenitude, este acto de abandono deve ser a regra da vida cristã, regendo o nosso dia, da manhã à noite, o curso do ano, a vida inteira. Esta deve ser a única preocupação do cristão; todas as outras são entregues ao Senhor, mas essa será nossa até ao último dia. Pois é um facto objectivo que nunca estamos definitivamente certos de permanecer nos caminhos do Senhor. […]

Na infância da vida espiritual, quando começamos a deixar-nos conduzir por Deus, sentimos a sua mão, forte e firme, que nos guia; vemos de forma evidente o que devemos fazer e o que devemos abandonar. Mas não será sempre assim. Aquele que pertence a Cristo deve viver toda a vida de Cristo. Deve amadurecer até atingir a idade adulta de Cristo e, um dia, enveredar pelo caminho da cruz. […] Assim unido a Cristo, o cristão aguentar-se-á, mesmo na noite escura. […] Por isso, uma vez mais e precisamente no coração da noite mais escura, «seja feita a vossa vontade».




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