Aquele que quer alcançar o verdadeiro descanso do espírito tem de aprender a ser humilde! Tem de perceber que na humildade se encontra toda a alegria, toda a glória e todo descanso, tal como na soberba se encontra tudo o que lhes é contrário. Com efeito, porque chegámos nós a viver todas as nossas tribulações? Porque caímos em toda esta miséria? Não teria sido por causa da nossa soberba e da nossa loucura? Não teria sido por termos seguido as nossas más inclinações e por nos termos apegado à nossa amarga vontade? Mas porque o fizemos? Não foi o homem criado na plenitude do bem-estar, da alegria, da paz e da glória? Não estava no paraíso? Foi-lhe ordenado: «Não faças isso», mas ele fez. Veem o orgulho, a arrogância, a insubmissão? «O homem é louco», diz Deus ao ver esta insolência, «não sabe ser feliz. Se não tiver de passar por dias difíceis, perder-se-á completamente. Se não perceber o que é estar numa aflição, nunca saberá o que é a paz.» Então Deus deu-lhe o que merecia, expulsando-o do Paraíso. […]

No entanto, como refiro muitas vezes, a bondade de Deus não abandonou a sua criatura. Antes de novo se virou para ela e voltou a chamá-la: «Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei.» Como que dizendo: «Estais fatigados, estais infelizes, experimentastes o mal causado pela vossa desobediência. Vamos, convertei-vos finalmente; vamos, reconhecei a vossa impotência e a vossa vergonha, para regressardes ao vosso repouso e à vossa glória. Vamos, vivei pela humildade, vós que estáveis mortos pelo orgulho.» «Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas.»




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