Quando o Espírito profético anuncia o futuro, eis como fala: «De Sião sairá a lei e de Jerusalém, a palavra do Se¬nhor. Ele julgará as nações e dará as suas leis a muitos po¬vos, os quais transformarão as suas espadas em relhas de arados e as suas lanças em foices […] e não se adestrarão mais para a guerra (Is 2,3-4).

Estas palavras realizaram-se de forma convincente. Doze homens partiram de Jerusalém para percorrer o mundo. Eram homens simples e que não sabiam falar. Mas, pelo poder de Deus, anunciaram a todos os homens que eram enviados de Cristo para ensinar a todos a Palavra de Deus. E nós, que antes só sabíamos matar-nos uns aos outros, além de já não combatermos os nossos inimigos, para não mentir nem enganar os nossos juízes, confessamos a Cristo com alegria e morremos mártires. […]

Escutai o que foi dito sobre aqueles que anunciariam a sua vinda. É David, o rei profeta, que fala, inspirado pelo Espírito profético: «Um dia passa ao outro esta mensagem e uma noite dá conhecimento à outra noite. Não são palavras nem discursos cujo sentido se não perceba. O seu eco ressoou por toda a terra e a sua palavra, até aos confins do mundo» (Sl 19,3-5). […] Noutra profecia, o Espírito profético anuncia, através do mesmo David: «Cantai ao Senhor, terra inteira! […] Proclamai, dia após dia, a sua salvação. […] Dai ao Senhor, famílias das nações, dai ao Senhor glória e poder. Exultem de alegria todas as árvores dos bosques» (Sl 96,1.2.7.12). […]

David fez esta profecia mil anos antes de Cristo feito homem ter sido crucificado; ora ninguém antes dele foi crucificado pela salvação das nações, nem ninguém o foi depois dele. Pelo contrário, na nossa época Cristo foi crucificado, foi morto, ressuscitou e voltou a subir ao céu, onde reina, e esta boa notícia, difundida pelo mundo inteiro pelos apóstolos, é a alegria daqueles que esperam a imortalidade que Ele prometeu.




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