«Santificado seja o vosso nome. Venha a nós o vosso Reino.» Admirai aqui, minhas filhas, a imensa sabedoria do nosso Mestre! Que queremos nós quando pedimos esse Reino? […] Nosso Senhor conhecia a nossa extrema fraqueza. Ele sabia que nós éramos incapazes de santificar, de louvar, de exaltar, de glorificar o nome santíssimo do Pai eterno duma forma conveniente, a menos que Ele atendesse a isso, dando-nos o seu Reino já cá em baixo. Foi exactamente por isso que o bom Jesus juntou aqui estes dois pedidos. […]

Em minha opinião, um dos grandes bens que encerra o Reino do Céu é estarmos afastados de todas as coisas da terra; aí, gozamos um repouso e uma beatitude íntimas, e participamos da alegria de todos numa paz perpétua, na felicidade profunda que provém de vermos todos os eleitos santificarem e louvarem o Senhor, abençoando o seu nome, sem que ninguém que O ofenda. Todos O amam, e a alma não tem outra ocupação que não seja amá-Lo, e não pode deixar de O amar porque O conhece.

Pois bem! Se nós pudéssemos conhecê-Lo, amá-Lo-íamos do mesmo modo cá em baixo, não todavia tão perfeitamente nem com essa estabilidade, mas enfim, amá-Lo-íamos de modo diferente de como O amamos. […] Aquilo de que estamos a tratar é possível à alma, já neste exílio, com a graça de Deus. Mas, na verdade, ela não pode atingi-lo perfeitamente […] pois ainda navegamos no mar deste mundo, e continuamos a ser viajantes. Há contudo momentos em que o Senhor, vendo-nos fatigados do caminho, põe todas as nossas forças na calma e a nossa alma na quietude. Então, Ele revela claramente, por um certo ante-gosto, qual é o sabor da recompensa reservada àqueles que introduz no seu Reino.




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