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Santuário de Aparecida começa a erguer palco onde Papa celebrará missa

jan 3, 2007 Autor: Bíblia Católica | Postado em: Outros

APARECIDA, segunda-feira, 1 de janeiro de 2006 (ZENIT.org).- O Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida começou a construir o espaço onde o Papa Bento XVI vai rezar a missa de abertura da V Conferência Geral dos Bispos da América Latina e do Caribe, no dia 13 de maio. A obra deve ficar pronta até o final de abril.

Durante a visita do Papa, o maior centro de peregrinação do país, que recebe oito milhões de pessoas que por ano, em apenas três dias, deverá receber cerca de um milhão de romeiros.

Segundo informa CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), o espaço, de 13 metros de largura por 28 de altura, chamado de Tribunal Sul, vai seguir a arquitetura da basílica e tem ainda camarim no subsolo. O acesso ao local poderá ser por um túnel. O palco terá dois níveis ligados por escadarias e um elevador.

Para a construção da Tribuna, o nível do pátio será rebaixado em 1,75 m, com o objetivo de não impedir o fluxo de pedestres que vêm do Shopping do Romeiro para a igreja.

O Santuário deve gastar cerca de R$ 900 mil na construção do palco e todo dinheiro, assim como nas outras obras, é obtido por meio de doações.

A maior fonte de arrecadação é a Campanha dos Devotos, onde os fiéis colaboram voluntariamente, com qualquer quantia, por meio de depósitos bancários.

Atualmente há cerca de 500 mil pessoas cadastradas como devotos colaboradores, mas as doações nem sempre são freqüentes, segundo informações do Santuário.

A Conferência de Aparecida deve reunir cerca de 300 bispos e convidados especiais. O Papa faz a abertura do evento eclesial no dia 13 de maio e logo em seguida volta para Roma. A Conferência segue até o dia 31 de maio.


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    A praga da pornografia

    dez 18, 2006 Autor: Bíblia Católica | Postado em: Outros

    Os Bispos se preocupam com o efeito sobre a sociedade e o casamento

    ARLINGTON, Virginia, domingo, 17 de dezembro de 2006 (ZENIT.org).- A pornografia é como uma praga roubando a alma das pessoas e destruindo casamentos. Assim disse o bispo Paul Loverde, em uma carta pastoral intitulada «Bought With a Price: Pornography and the Attack on the Living Temple of God» (Vindo com um preço: pornografia e o ataque ao templo vivo de Deus).

    No documento publicado no dia 30 de novembro, o bispo de Arlington explicou que a chegada de nova tecnologia de comunicação como a internet, televisão e celulares via satélite, permite que a pornografia atinja mais e mais pessoas.

    «Hoje, quem sabe, mais que em qualquer tempo anterior, o homem encontra seu dom da visão e por conseqüência sua visão de Deus distorcida pelo mal da pornografia», escreveu. «Obscurece e destrói a habilidade das pessoas de ver um ao outro como únicas e belas expressões da criação de Deus, em vez disso obscurece sua visão fazendo-as ver os outros como objetos a serem usados e manipulados».

    Dom Loverde também apontou que a experiência da pornografia «muda o modo com que o homem e a mulher tratam um ao outro, em algumas vezes de forma dramática mas frequentemente de forma sutil».

    A cultura hoje em dia, continuou, considera a pornografia como mera fraqueza privada, ou até como prazer legítimo. De fato é uma grave ofensa de acordo com o que está situado no nº 2354 do Catecismo da Igreja Católica.

    Essa imoralidade vem da distorção da verdade sobre a sexualidade humana. Dessa forma, o que deveria ser a expressão da intima união de vida e amor de um casal casado, «é reduzida a uma fonte degradante de entretenimento e até lucro para outros».

    Acrescentando —a carta pastoral continuou— a pornografia viola a castidade, pois introduz pensamentos impuros à mente do observador, que geralmente leva a atos impuros, como a masturbação ou adultério.

    Isso é também uma ofensa contra a justiça. Isso é devido à grave lesão à dignidade dos participantes os quais se tornam, cada um, objeto de prazer e lucro ilícito de outros.

    «Todos aqueles envolvidos na produção, distribuição, venda e uso da pornografia cooperam e em algum grau, faz possível o desabamento de outros», alertou o bispo Loverde.

    Dano familiar

    A carta também alertou do dano que a pornografia faz à família e ao casamento: «Desde a imersão de todos que estão envolvidos na ilusão de um mundo de fantasias, o uso da pornografia pelo homem afasta sua atenção e afeto de sua mulher».

    Além disso, a visão consumista da sexualidade promovida pela pornografia danifica as mulheres e torna difícil, tanto para o homem como para mulher, de se prepararem para a fidelidade matrimonial.

    O uso da pornografia dentro do casamento «é uma violação do comprometimento do casamento» apontou o prelado. O seu uso por um dos parceiros no casamento leva a sentimentos de rejeição e traição, que não são curados e que levam à destruição permanente do comprometimento conjugal.

    O Bispo Loverde também refutou o argumento normalmente usado para defender a pornografia, de que não há vitimas. De fato, ele argumentou, a industria pornográfica frequentemente saqueia o vulnerável e o necessitado, seduzindo-os a comportamentos perigosos.

    Também, a própria natureza da pornografia aumenta a violência contra a dignidade da pessoa humana. «Mas tirando uma aspecto essencial da pessoa —a sexualidade humana— e a transformando em uma mercadoria a ser trocada e vendida, ser usada e descartada por outros desconhecidos, a industria pornográfica comete o mais violento ataque à dignidade dessas vítimas», comentou a carta pastoral.

    Downloading

    A preocupação dos bispos é bem fundada. No ultimo dia 28 de maio o jornal britânico Independent publicou o resultado de um estudo do uso da internet para o acesso de pornografia. De acordo com a análise entregue por Nielsen NetRatings, quase 40% da população masculina na Grã Bretanha fez uso de web sites pornográficos nos no último ano.

    A pesquisa também descobriu que mais da metade das crianças já se depararam com pornografia na internet «ao procurarem por outra coisa».

    Enquanto isso, na Austrália, o jornal de Melbourne, Age, alertou no artigo do dia 4 de junho que o romance na internet substituiu o romance no escritório, como sendo a principal causa de rompimento conjugal.

    O artigo citou conselheiros conjugais dizendo que eles vêm que «mais do que nunca relacionamentos vem sendo rompidos por um secreto amor virtual, enquanto os advogados relatam um aumento de divórcios relacionados à internet».

    O potencial para traições foi evidente nos comentários feitos ao Age por uma psicóloga da Universidade Swinburne, Simone Buzwell. Ela é a co-autora do estudo «Finding Love Online» que envolve entrevistas com mais de 1000 pessoas. Buzwell percebeu que metade daqueles que acharam um romance online já estavam em um outro relacionamento.

    De volta aos Estados Unidos, um artigo do dia 16 de agosto, no Christian Science Monitor indica que a pornografia pode fomentar um comportamento criminoso. É claro que nem todo mundo dependente da pornografia se torne violento ou cometa crime sexual. Mas, alertou Corydon Hammond, co-diretor do Sex and Marital Therapy Clinic da Universidade de Utah: «eu não acho que tenha visto um adulto criminoso sexual que não esteja envolvido com pornografia».

    Essas preocupações sobre a pornografia também foram direcionadas a uma seção especial do jornal Colorado Catholic Herald, publicada no dia 10 de novembro. Quando o uso de pornografia se torna vício, «em vez de ser direcionado a um relacionamento amoroso, o sexo se torna primariamente uma experiência química», «um barato», explica um dos entrevistados, Dan Spadaro do Imago Dei Counseling em Colorado Springs.

    Isso significa que para o viciado muitos outros relacionamentos são descartados. Viciados também tendem a negar o problema e ao invés disso criticam os demais. Eles são supostamente um largo número de viciados que lutam contra a depressão, apontou Spadaro.

    Ele também comentou que o uso da pornografia pelo marido possui um efeito negativo sob a esposa. A esposa pode ser afetada com um sentimento de incapacidade, pensando que não é interessante o suficiente para o marido. Além disso, como o uso de pornografia envolve um segredo por parte do marido, as mulheres normalmente se sentem traídas, por eles terem mentido para elas.

    Outra entrevista de um conselheiro, Rob Jackson, acrescentou que estudos recentes sugeriram que mulheres normalmente sofrem sinais de stress pós-traumáticos. «De acordo com minha experiência, muitas sofrerão um mix de emoções que inclui a raiva, a tristeza e a depressão», disse ele.

    Um câncer

    Merecidamente, o Cardeal Justin Rigali, da Filadelfia, descreveu a pornografia como um «câncer sobre a cultura contemporânea». No noticiário do dia 8 de junho do Catholic Standard and Times, jornal arquidiocesano, ele escreveu: «Violência, abuso sexual, trauma psicológico e ruptura de relacionamentos são frutos da pornografia».

    O cardeal alertou sobre perigos de web sites pornográficos e pediu para que parentes dêem passos para assegurar que tal material não esteja livremente disponível às suas crianças.

    Ele também encorajou todos a irem além da atração superficial da pornografia, ao que é a verdadeira beleza do amor matrimonial, «um amor que é unitivo e procreativo, um amor que espelha o amor de sacrifício de Cristo por sua Igreja».

    Somando a sua voz à lista dos bispos que falam do assunto, Dom Thomas Wenski, de Orlando, Florida, dirigiu-se aos pais que agora estão fazendo listas de presentes de natal. «Sejam cuidadosos par não comprarem parafernálias que darão às crianças acesso à pornografia», ele alertou.

    Escrevendo no jornal Orlando Sentinel no dia 26 de novembro, ele explicou que com aparelhos portáteis, como telefones celulares, PDAs, iPod vídeos, «sua criança será capaz de acessar a pornografia disponível na internet». «E se adultos e casais podem ser prejudicados pela pornografia, as crianças são mais vulneráveis. Sóbria consideração no meio das preparações festivas.

    Pe. John Flynn



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    COIMBRA, quarta-feira, 29 de novembro de 2006 (ZENIT.org).- Segundo o bispo de Coimbra, Dom Albino Cleto, a vida «deve ser respeitada desde a concepção».

    Por isso o prelado defende que a vida não pode ser referendada, pelo que estará ao lado daqueles que dizem “não” à interrupção voluntária da gravidez.

    Segundo refere o Correio de Coimbra, o bispo revelou que não foi apanhado de surpresa com a segunda proposta de referendo sobre o aborto em Portugal.

    «Lamentamos que a vida seja posta em referendo, apesar de não estranharmos, porque há muito que se previa», disse.

    A respeito da posição da Igreja Católica em relação ao referendo, o bispo enfatizou que «a nossa posição é sobejamente conhecida: a vida deve ser respeitada e defendida desde a sua origem, que para nós começa no momento da concepção».

    Não obstante, para Dom Albino Cleto, «os políticos, ao proporem o referendo, não querem ser donos da vida, porque ninguém substitui Deus».

    O bispo de Coimbra afirmou que «os leigos, como católicos, que tornem presente, na rua, o direito à vida, têm todo o nosso apoio».

    A Conferência Episcopal Portuguesa, em nota pastoral sobre o referendo, divulgada em 19 de outubro, alertava os fiéis católicos que «o aborto provocado é um pecado grave porque é uma violação do 5º Mandamento da Lei de Deus, “não matarás”, e é-o mesmo quando legalmente permitido».

    Segundo o texto dos bispos, «este mandamento limita-se a exprimir um valor da lei natural, fundamento de uma ética universal. O aborto não é, pois, uma questão exclusivamente da moral religiosa; ele agride valores universais de respeito pela vida».

    «Não podemos, pois, deixar de dizer aos fiéis católicos que devem votar “não” e ajudar a esclarecer outras pessoas sobre a dignidade da vida humana, desde o seu primeiro momento», afirmava a nota.


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    A visão da Igreja sobre a democracia

    nov 27, 2006 Autor: Bíblia Católica | Postado em: Outros

    Segundo o bispo Crepaldi, secretário do Pontifício Conselho «Justiça e Paz»

    SALAMANCA, domingo, 26 de novembro de 2006 (ZENIT.org).- Dom Giampaolo Crepaldi, secretário do Pontifício Conselho «Justiça e Paz», afirmou em conferência no final de outubro que «a democracia é um regime político que defende os direitos da pessoa e promove seus deveres» e que, compreendida dessa maneira, pode «servir à dimensão da família humana universal».

    Com uma conferência titulada «Unidade da família humana e democracia: uma visão trinitária», o prelado participou na jornada conclusiva do XLII Simpósio de Teologia Trinitária, que aconteceu em Salamanca, no final de outubro.

    Dom Crepaldi, segundo recolhe a agência Veritas, questionou se a democracia pode «favorecer a comunhão dentro da família humana» e considerou que tem essa potencialidade quando não é considerada «só uma técnica para contar as mãos levantadas em uma assembléia».

    «A democracia é um instrumento a serviço da comunhão entre as pessoas e, para poder exercer esse papel, deve relacionar-se com algo distinto de si mesma», afirmou.
    (mais…)


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